dezembro 30, 2008

Party Mode

Sem título (30)

Não me apetece coisas frívolas,
como a chuva que cai na rosada
perspectiva de fracasso que dobra
a esquina de hoje,
sou antes coisa de que nem confiar
se pode,....

é mesmo nevoeiro o que correndo
nas artérias de padeiro que desfolho,
nem por lamentos se troca na festividade
da morte que se despoetisa,....

pensando o bem que posso,
como o que puder ser,
vento dói,
sol embeleza,
mas chuva em fracasso,
nem sombras de estômago
furado deixa......

dezembro 29, 2008

Morte enpacotada

Esgravata-se tanto, que a terra chega a ser um laivo de poesia feita de lambadas. Os torrões do tal desmentido de vida cravam pus nas feridas inanimadas. O sopro de tal consequência, desfaz pruridos de inevitabilidades alcançadas quando o respirar dói, mas também faz feliz o simples arfar de perceber como o tempo perspassa a tarefa árdua de estar aqui.

dezembro 22, 2008

O amor desfazer-nos-à


fiz-me mal nesse dia de tarde. Lembrei-me de sentir o rústico da textura daquele rádio gravador.
Pareciam envolver-me com uma folha grossa de seda, e de fora só um dedo que descolou a música. Antecipei a dor de não ser como queria ter sido. Desta vez foi um ian curtis diferente. As costas de pau onde assentei a minha existência. A cabeça de areia que, grão a grão, me afogava quase sem retorno.
O amor deixou de me magoar, e com isto me restaurava a cada segundo. Percebi que o sol coçava as frágeis películas etéreas que me separavam dele. Se ia ser queimado, antes profundamente do que ser deixado ao critério do que me queria eliminar. Fossem os minutos pedaços de uma sopa de raciocínios, a minha cabeça teria explodido, e o ar cheiraria a fome morta pela eternidade. Assinei com o que de mim restava, um contrato de auto-destruição. Iria com pouco estilo, porque nunca me tive por muito. A única pessoa com quem dancei, foi uma voz. A única cidade que foi minha, foi o Punk. Diferenças do tudo, para o que consegui evitar, fizeram-me perceber que nunca havia querido mais que o muito pouco. Fiz-me mesmo mal naquela tarde. Já só me restei quando o dia se descolou da noite, e acabou. Acabei-me.....

dezembro 21, 2008

Lerá você a falta que lhe faz?

A ser o nosso não lugar nalgum lado,
Chamar-se-á utopia,
Sobre a imaginação vive quem espera,....

Ousarão saber onde
estão quem está aqui
só por a ciência o permitir,
Não se sabe,....

Mudar é transformar
sem factos que
namorem a estagnação,
Que estagnem os que
para a frente mudam
sem transformar a sombra
que derretem,,....

A mais do que isto,
estaremos condenados
no Gólgota,.
Ou a via sacra de
quem não tem biblioteca
organizada,....

dezembro 20, 2008

Fraco, forte, mais ou menos, e pronto

De mim, o nojo que rodei um dia e, projectado, foi parar ao imobilismo da consciência. Encontrado, cumprimentei-o. Cumprimentei-me. Disse para a velha senhora do asco que a tinha presa no espelho. Horas antes, a manhã tinha dito para me dar umas palmadinhas nas costas, e confortar-me até que dobrasse o possível bojador de mim próprio. Optei por escrever. Dedilhada, esta carta até sai melhor. Deduzi tudo o que de mau arrebanhei contra o umbigo. Centrado em desculpas sórdidas, indefinições do que nunca consegui neste caminho de picos a que chamo de vida, bolsei. Encontrei-me no que luzia de bom em cima da calçada da rua fria onde brilhava de dentro para fora. Achei-me até bom hospedeiro de sentimentos tão díspares. O que tivesse de ser, até teria sido naquele momento. Assim o permitisse a rotação insuficiente da lua reguladora de emoções.

dezembro 19, 2008

Meretriz façanhuda

um dia, enamorei-me
do grito que fez de mim
a puta menos asseada
da freguesia de dores
contidas,....

dei-lhe um beijo,
em troca do sonho
de que por um abraço,
de que por somas
desnecessárias de afectos podres,

o mundo morrerá engasgado.....

Modinha

senhoras e meios senhores,
de noite começa a mentira,
de que querer penhores,
fica melhor a quem suspira,...

a dormir se fazem os justos,
pessoas de médio porte,
porque quem vive de sustos,
cedo se desfaz do Norte,...

gente faz possíveis,
tocada a lenha mole,
já que de notas incríveis,
vivem os sem pedra de toque,...

tudo a esforço para dizer,
que quem não pensa sofre,
desfazem-se sem querer,
mentiras pintadas a ocre
,....

Aéreo benfazejo suspiro

Gostava de deixar-me
ao resto de coisas
que ainda restam
da boa luz,...

De mim o som de
silêncios descontinuados
são os de perfumes,...

A expirar luta,
inspiras-te,...

Faço de menos
mal o que te
sobra com o
tranquilo do dia
que nasce sem
a nossa compreensão...

dezembro 18, 2008

Voar e pintar


amo-te mesmo a mais
que o sério,
pois quando temo de que
tudo são sombras pintadas com rebordos de dadaísmo,
somos tudo mais surreal que Guernicas em série,....

Religioso é o querer


Tenta de vez,
quando presos
libertos de cima da fome
de carne podre com que
dormes,
somos nós,
os que de indefinidos
temos tudo menos o
abstracto de te querer mais
que às cortinas do conhecimento,....

Acordada em desconexas formas
escondidas em mãos de oração,
fechas-te em casulo,
orada a reconversão dos desprezíveis,
solta estás de palmares
dos exércitos recitados
que,
subjugada,
deixaste na névoa que
te envolve....

Internato

um dia,
fracturei
o que conta
menos que
suposto amor
por nós,
em hospício
ainda ando,
à coca de
lentas
e possíveis
brotoejas
de gente vulgar....

dezembro 17, 2008

Lamaçal de ideias

Já está tudo inventado. Não só todas as pessoas já disseram tudo, a toda a gente, como o âmago de quem pensa o contrário já está descrito, e virado do avesso. Escreve-se sobre o que se supõe. Disserta-se pela mínima hipótese de brilhantes análises. Especulam-se hipóteses de mortes concubinas, quando as mesmas nem pelo bico da indecência passam. O mundo lavra-se, para depois se purgar. Disseca-se, e restabelece equilíbrios a noção de simples restabelecimento celular.
Quem sofre, é quem escreve. Quem aproveita, é quem lê. O recalcitrante sentido de dever cumprido, não existe. Falo por achar-me parco em ideias. Desnorteado em cenários sequer alternativos, quanto mais concretos.
Desanimado sobre a hipótese lírica de viver do que quero para o mundo, me subscrevo.
Autor de vértices limados, e quase oblongos.

dezembro 16, 2008

Mulher biónica


a luz fraccionada na fronha,
e a aura de não sei quê mais
que um de dois destinos de vida,
sorriso,
peleja de mãos em cruz,
é uma senhora lauta em dissolvência
que faz de truques a malha
do discorrer dos dias....

dezembro 12, 2008

Louco .32


a loucura de ser louco, não tem de ter loucos no final de cada frase,....
é só deixar o enlouquecer tornar menos fortuito o que parece ter
louco escrito no verso, e morte como música de fiéis leitores,...
o doce de tudo o que menos tem de louco, é com toda a certeza
esperar da loucura o que nunca se teve dela na sobriedade,
finais simples,
com nada de complexas patologias,
com abraços recheados de sangue pisado,
e reinos de papel em cima de taças de tinto estragado,
o louco gosta da loucura no fundo porque de tudo o que sempre
quis,
retira para si menos do que faria ao acreditar que se está bem
com sãos pedaços de risos inocentes....

dezembro 04, 2008

Monólogo


Quando o espectáculo finalmente viu a luz do dia, tudo mudou. Aquela rua, de concêntrica, pedia vagas de sonhos desfeitos. Terá havido um poeta que, num milisegundo, tentou encontrar a chave para o que pudesse advir da criatividade que aquele pedaço de alcatrão prometia.
Falhou.
E o espectáculo não trazia grandes expectativas ao que se passava no âmago de quem por ali respirava. Era só um homem nu, com a alma na mão, a especificar porque tinha enlouquecido, e a garantir que até vendia felicidade naquele estado. Só que. O dia abriu-se, foi isso. O sol desembainhou uma espada de quem timido, não se quer fazer notar. Abençoou o que rir tinha de mais redentor, e deu-o a cada sorriso que pode pintar. Se sentir bem era grátis, ver um louco foi enriquecedor.
De monólogo tinha pouco, aquela experiência. As pessoas antes conversavam com as suas próprias frustrações, ao mesmo tempo que a chuva e aquele homem lhes queimavam os olhos. De monólogo, saberia o artista o que fazer consigo mesmo. Fez soltar o pedaço do mundo em que as almas são empilhadas, à espera das redenções que se prometem à nascença. Foi só um louco quem conseguiu desacreditar os fundamentos de tudo. E deixou o nada como refúgio de circunstância.
A vida continuou antes que o momento mau, se sobrupusesse a esta experiência. Só foi louca a desfeita falsidade do que nem se sentiu....

Luneta


fecham-se sonâmbulas
displicências de
dizer a um poema,
o que nos basta,
torna-se o de nós
enquanto nossos mesmos
desígnios,
de mundos opostos
ao que se sulca e debita,
para fazer de flores
encadeamentos de falhar,
sem nunca sair do mesmo
eminente propósito.....

novembro 28, 2008

Disse por dizer

de dizer o mundo,
desdisse que o mundo
consegue dizer mais sem
dizer o que realmente faz,
sem sequer dizer nada do
que realmente quer dizer,..

nunca me disse o que
consigo dizer facilmente
em situação de fazer,
mesmo dito e resolvido,
faltou-me a maledicência,...

restado ao mínimo ditado de hesitante
certeza,
desdisse-me,
fiz-me de menos,
para acolá dizer bem
do que talvez andem a dizer de mim.....

A arfar

a arfar,
o frio tornava
menos duras
as coisas mais rudes,
o dia deixava-se pedir
às coisas menos fáceis
de concretizar,
quando as pessoas
constavam que de
si mesmas nada
transpirava exangue,
a arfar,
soluçavam por cegueiras
de cristal,
assim o que de noite,
restava,
depois de arfar....

novembro 26, 2008

Dois anos, dois longos anos....

para dizer que o sol é
o intervalo do doce da tua boca,
sem afirmar que luar defende
hesitações na descrença do correr
de água dos dias,
no postulado do ser
em vez do querer em
tiras de cetim diáfano,
apostar na aposta como
solução para a falta do inventivo,

de tudo um pouco é o nada feito milhão,
como seres aberrantes
defendem castrações
perfumadas,
defendo-te a ti,
porque dois anos,
são a vida descolorida e a saber bem,
quando se cansa de saber mal.....

A noite que dobra o milénio....



À mesa do prior da paróquia, o vento tagarelava com o pó. O senhor diácono fervia a solidão em lume brando, enquanto lá fora chovia. Desmotivam-se leitores, prendem-se sofredores com a narrativa de tristes experimentações de vida. A sala é de abraços. Tão pequena, recôndita. Sufocante, mas, tudo em lume brando. De quando em vez a noite que dobra o milénio espirra sombras. E com elas o desejo. E atrás de pecado, vem a luxúria, que são pedaços de carne a escorrer da parede contígua à porta de pinho que apresenta a sala. Há um cão, descrente de possibilidades concretas de carinho. Há uma mesa rachada, onde memórias já foram escritas, e agora são ruminadas.
Deus está nas pequenas frestas do espaço, agora que se esperam maus tempos de renovação.

novembro 23, 2008

Luxos importados V

Se partido, destroçado, e enleado nos pedaços de sonho que largo à chuva, não valho nada.... Reconstituí-me já com o compromisso de que não velarei mais por pedaços ilusórios de caminhos sinuosos. Hoje, sou o que eventualmente terei conseguido quase ser ontem. E porque consumido, não valho como possibilidade de sucesso,....adeus. Um adeus de anafilaxia. Desenhado com cores rocambolescas e de mediania......
#I, #II, #III, #IV

novembro 21, 2008

La Bemol Ajardinado


amoricos,
de gladíolo é o
respeito,
desnorte,
amparado em malmequer
que felácio,
que danado felácio,....

mas à rosa morta,
ebúrnea sombra da
tua felicidade,
buraco roto,
sombra de desnível
com bojo,
sem alma,...

lá sem o fim à mão,
e com ironias de diamante
a pontapé,
que se descompare o
amor,

em busca eterna de passos,
ficam-se mortos os
que tentam durar mais
perto do Sol.....

Tabernas para que te quero



são cravejadas de peitos ao léu as mentiras que
andam sobre brasas,
gajos desnorteados vi-os sentados naquele contraplacado de taberna,...

riram quando a fealdade entrou, e pediu um copo de três,
debateram assimetricamente dispostos,
qual parece ser a menor desvantagem de bojos confiáveis......

novembro 20, 2008

Menina perfeita à chuva IX

Quando descontar os segundos de uma existência assustadora parecia querer significar o fim,....afagava-se. Escarafunchava o peito à procura de dois planos para contentamento alternativo. Esperava pela curva certa da rotação assassina, e jogava-se para dentro de si própria. Andou mais depressa. Sentia a terra a entrar pelos poros da pele, como que se quisesse fazer dela o húmus que devora a vida, e depois a vomita. Menina Sol não tinha destino. Só se lembrou de quando aprendeu a falar certo, em momentos errados. Dizia só, quando o mais que muito significava desprezo de que quem queria que a amasse. Dizia mais, quando queria que o menos a aconchegasse à noite, e lhe certificasse que a vida chegaria ao fim antes que a tristeza fosse um real pintado de certeza.
O vento cresceu. Rebentou os diques do suportável, alienou o que incapacita o racional dos homens e das mulheres. O céu pintou-se, e pintou a terra de cinza crosta. Deu novos feitos ao que as pessoas insistem em querer ignorar como postura própria para a magnanimidade.
Já se via a sombra do fim do mundo, naquilo que uma sombra tem de aconchegante e acolhedor. Pé ante pé, a solidão feita mulher caminhava para o que não sabia poder fazer dela ainda mais menina.

#I, #II, #III, #IV, #V, #VI, #VII, #VIII

novembro 19, 2008

Feérico desnível

fruto do apaziguamento da criança que ruge,
levantaram-se do chão as dúvidas de um homem classificado,....

ordenaram-se princípios de racionalidade por cores mortiças,
e o sonho descarnou,
infectou,
desnutriu,...

sonora paz,
distinto sentir,
foi um tumulto dos roídos de espírito que
polvilham o núcleo do planeta,...

o dia ressuscitou depois de um longo arroto de todos os capitéis dos monumentos que contam,...

cláusulas postas em chaga porque o homem,
recusa esmagar as insensibilidades deste pedregulho.....

novembro 18, 2008

Cal amizade

Frugais,
Nunca menos que simples
relatos de bem-estar,
o assuão do querer aqui,
desnortes complexamente
descomplexados de tudo
por menos que
pensas ser impossível,

com sopros de
longe maneira
de dizer amor,
está desenhada,
aqui o agora sabe
menos a tristezas vãs....

novembro 14, 2008

Homem elefante apaixonou-se?

- A calma de um poeta no momento em que se corta e transpira, dá estrofes pirómanas.
Será assim com todas as coisas do mundo que, criadas a partir de um reflexo condicionado, servem para acordar as pessoas e deixá-las menos stressantes que no segundo anterior.
- Gosto do que crias, porque é menos entediante que o que prometes criar.
E dois passos fluorescentes em cima do caminho que nunca se pensou trilhar ao passo que o mundo se decompõe? Ajudam?
- Talvez. Hoje escrever é precisamente o oposto de pensar. Primeiro inspiras toda a porcaria recalcitrante de que não precisas, e só depois traças caminhos com os grãozinhos de pó que sobram na tua apófise.
Acabaram as regurgitações de quem vai morrer santo. Agora é mesmo acabar com o que resta de vida idiota no topo do que pretendes alcançar.
- Já abracei o devir. Agora só suspiro, e não será por ti.....

Nisto de especular até que o pouco talento compensa....

Gostava de escrever mal. Mas tão mal por momentos de simpatia comigo mesmo, em que os mesmos servissem para dizer que nem por sombras ficarei na história.
Arrear a calça, e defecar uma crónica. Levantar o sovaco, e suspirar uma estrofe. E contos,.....grilhões de letras por conta do aprisionamento que sinto em ser medíocre. Gostava de ser por momentos o que falha com honra.
Olhar para a crueza do branco, com o sentimento de que muito pouco falha no sentir de quem é livre por escolha. De quem não se compromete com a genialidade. Dos que suspiram por encontrar mundos pintados de cores psicadélicas, diferentes do cinzento de muitas tardes empobrecidas,....resto eu. O que quer escrever mal. E dar erros de pensamento. E trocar vogais por beijos apaixonados à sombra de uma árvore morta. E escrever fim, quando o dia caiu da cama com vontade de cagar.....

novembro 13, 2008

Fado sadomasoq

o silêncio é de tudo o que mais dói,
a quem nem dor tem para escorrer,....

mágoas pintadas e clepsidra em
que minutos vertem pela boca menos
correcta do tempo frustrante,....

e um doer que simula paz?,
destrói conceitos bicéfalos e
arruma-os em cadinhos de imundície,

resgatei-me desta paragem de tempo
ambivalente,
o silêncio ainda rói a alma,
comigo a deixar,......

novembro 12, 2008



bom que mais somos do
que menos experimentados,
bem seria fortes ondas de
vigor cutâneo para experimentar,
gente sólida,
frutos do desvendar da terra pobre,
de sonhos ricos e desmanchados,
de tique-taques acirrados para menos
experimentar,
com fáceis presas
no jogo frígido de querer escrever bem,
para cego ler,
e estúpido decompor,
no fundo,
a histriónica capacidade
de detestar humanos,
fazendo deles pó.....

novembro 11, 2008

Vasco

o certo é que desníveis
de felicidade somos nós,
e vós,
e todos quantos riem,...

para mim sonhos,
é tudo o que somado de tudo isto,
faz dormir o ego mortiço,
e revelar o tempo
que nunca foi o nosso,

sorrir assim faz bem,
só pode tornar-me,
dizer-vos,
catarse,
de bem querer,...

e tudo assinado a ouro,
de um sorriso......

outubro 31, 2008

Cidadania aos molhos


a pátria anseia,
rio,
até rio outra vez,
nem serei mais o único honesto que,
feliz,
clarividencia o triste destino dos cegos,
Amanho-me por aqui sem sofrer,
porque lamuriar faz mal,
prende as tripas de
uma nação de cadáveres
depostos,...

penso em marchas de mães de Maio,
velhinhas de achaques asfixiantes,
e malfado de saudade escondida,

e tudo por felicidades
decantadas,....

serei mais que um pico no pé da unidade nacional?

outubro 30, 2008

em que cor esconde-se a dor


em que cor esconde-se a dor,
para fazer de conta que nem faz pouco,
de tudo um pouco de louco,
para que gozar seja odor de flor,
de nada que interessa menos for,
portento de saco de lamentos,
com a dor a guinchar,
e o rouco que se lamenta,
e no fim esconde a dor,
mesmo no nariz do paladar,
para de tudo escapar,
com um fim pintado,
derramado,
e ainda não confirmado.....

outubro 28, 2008

Pedi-te sempre que ficasses


pedi-te sempre que ficasses,
agora feliz com gotas de limão,
sou capaz do mais feliz de mim mesmo,
e com o sinal de dois movimentos helicoidais
de te querer mais que o vento desnorteado,
assumo-me por assumir o que nem vale a pena rejeitar,....

sou de ti portentosa,
sou de nós destruidores,
nunca fui do que não penso de ti,
e mesmo certo do nulo,
deixo-me estar,
porque te pedi sempre
que ficasses....

Nem um pataco vale esta patacoada

como mortos que desfaçam
tanto o florido dos nossos olhos,
são aqueles os que não
pertencem
ao que é nosso,
ouvimos falar de suores frios,
esvaziamentos de balões
que acabam em casas
de milésimas de sofrimento,
e os nossos mortos?
nem psicologicamente doido
está o poeta apto a saber
do que nem existe, feliz
a hermenêutica
do que nem sentido faz,...
como esta patacoada...

outubro 26, 2008

Lobotomia



em água translúcida,
aqueci fluidos de memória
da que se ama em
laivos de necrofilia,
como o tempo flui sempre
para o mesmo rio,
restou pânico,
medo pintado de ocre,
com terra amaciada
em orelhas frias e
manchadas,

e quando saltei desta
rotina que mata,
saltaram as perspectivas,
destruíram-se em fagulha
restolhos de fazer bem,...

e surgiu o menor
torpor de ser homem,
e foi o homem a querer
dar maiores garantias
à ilharga de ser feliz,....

fizeram-se estúpidas as
velhas da quietude,
emergi por entre lamentos
lacrado
na dimensão desfeita
de ser de aguerridas
apóstrofes do tempo,...

com o amor possível
de ser medroso desenhei,
com aparas de carvão me tapei,
e no que queimei de memória
aprendi a lutar por não
querer mudar.....

Luxos Importados IV

Ouvia, à boca cheia, ter cara de quem fazia e destruia amigos. Como poderia ser o que nem sentido faz? A cara só desdizia o que o coração mandava fazer. E isso nem se compatibilizava com o sonho de disparatar conceitos de vida em harmonia.
Melhor dizendo, o homem tinha mau hálito. Ponderava invadir uma clínica dentária....
#I, #II, #III

outubro 25, 2008

Porque não gosto de Março

faço de Março listas
de fé para encolher,
são daquelas coisas que
o pároco perora em manhã
de chuva,
quando Março já não diz mais
aos autores de autos de descrédito
alheio,
lamentamos todos por os dias
já serem grandes,
e que custa a adormecer
aos padeiros,
e que amanhece mais tarde
para as senhoras da limpeza não
serem assaltadas,
Março diz-nos de tudo
menos a lágrima no olho
do vendedor de leite falido,
e por isso ao sonho
desfeito de quem adormece
com o mosquito pré-verão,
cá fica o que foi,
e virá,
se o frio,
aquecer pelo menos
as vontades....

Manuseamento efectivo da hipocrisia


em dinheiro corrente comprar
aquele político eram dois pirulitos,
sobrava sempre o temor
das coisas de esmalte,
e da criancinha de ranho
fácil e dourado,
de muitas velhinhas a
precisarem de collants novos,
eram coisas que desfaziam
o político por ele ser menos sóbrio
que sonhava ser,....

e com certezas que pendiam de um gesto
frouxo em frente à sorte,
fez-se assim o final de um político de
certezas dúbias,
acabou-se ao acabar por términus
anunciado....

outubro 24, 2008

Cidade que descarnei e depois me cozinhou

Sabia a pressas o beijo daquela cidade. Nem mesmo por cima de ventos necrófagos se sentiam desfloramentos consecutivos de virgens em vielas conspurcadas. Sabias que saber a pressas qualquer coisa, é sempre percebê-la devagar. E esta cidade fazia-nos mal naquele ponto de vista. Deturpava o que nos escrevia numa brisa de vento esquecido. Era saúde, com cancros em pares de dança e morte. Desenhava frutos, e queimava caules conseguidos por menos que suor e desprezo aos fracos.
Amei aquela cidade. Fiz o amor que ela achou possível. Desdenhei quando a desenharam melhor que eu a escrevi. Mas acabei sozinho porque soube saber a pressas o que ela me deixou no leito da única noite de sorrisos que tive. Prometeu desnorte, e deu-me um lugar à janela. Em dia de estio descontrolado.....

outubro 22, 2008

Experiências faseadas em essência de lavanda

desculpa de sementes cratas,
a postura que fica de
requereres posições dúbias,
de seres clemente quando a
banda passa,
de partires casca quando
nem nada ganhas com isso,...

fazer de contas a conta de
subir quando todos perguntavam
se descer faz bem ao
lamento de estar vivo,....

somos o que nem parece por sombras
a menina dos olhos de uma pátria,
o remédio de frutos podres,
o desfazamento puro de
sobreviver com fome de
mutismo,....

somos para ser mesmo o que
lemos em dia de névoas infundadas,...

somos,
para desculpar o que
nem nos esforçámos para
fazer.....

outubro 21, 2008

Metempsicose

Sabes que se não fosses um assunto sério, desfazias tudo o que de bom eu tenho como seguro. Amo-te de mais que o respirar frívolo que me agarra à vida. Faço de tudo, para que o pouco que vês seja suficiente para o mundo do riso lindo que me mantém feliz. E são passadas assim de um caminho feliz, todas as pequenas multitudes de desejo que te devoto. És associação de dois sentidos, quando eu quero ter-te a sorrir. Desfias o sentir e o ouvir, por perceberes que me tens para ti. E à noite, menos de dia, tudo para que a mulher seja Deusa. Ofertar, acariciar, e solucionar-me. E no fim seres tu, o que mais importa quando te digo bom dia, minha vida....

Pelego



Pelego de proscénia,
cacósmico com coisas sãs,
chove de si mesmo quando
o falar, pesa mais que o rir
desgovernado,....

conheci o pelego de
sobreaviso com a mentira,
chamou-se de alegria,
e pintou-se de vaidade,...

a progénie que se
sentiu no fulgor bordado
a seda foi letal,....

de espelho na orla,
o pelego sentou-se a desenhar e,
....de todos os rabiscos de
seu próprio desânimo,
saiu-lhe um grito
de auto-mutilação....

outubro 17, 2008

Vê-se mal mas.....

....o Inatingivel está em n.º571 de um ranking de 3794 blogues registados no Weblog.com.pt. Não é nada de mais, mas....

:-)

Foi às putas

o verbo tem candidiase,
a anal situação é prova
cabal do relaxe entorpecido
de dias a fio em redil,....

terá fisgado o poeta,
terá alienado o que
tinha para dizer,
notas de rodapé que
o verbo esquece por
cima das palavras,....

ufano,
resignadamente imoral,
o verbo sangra chatos,
esteve com duas putas
que entre si não fazem
uma interjeição.....

outubro 16, 2008

Não faz sentido nenhum e a culpa é minha porque não me lembro de mais nada para escrever......

Quatro peixes. Bateram assim de motejo na coxa fria da senhora, e doeram. Eram quatro peixinhos dourados, que saltaram do aquário frio e sem cor, e aterraram no desconhecimento de quem se sentou ao lado. Cuspidos do sol de uma pessoa só, eram quatro peixes de atascanço. Desprimoram quem os desenhou. Mas são de atascanço. Aliás, afundam-se nos dois sopapos levados pela senhora que os acolheu no regaço. Sim, estava quente. Sim, o sol nunca desdenhou como naquele dia, em que podia gozar sem ser visto. Mas valham-nos os quatro peixes dourados. Vi o aquário, e era maluco. Dizia que se pode coser o mundo com dois raios de bruma.....

outubro 15, 2008

O proletário


suadas chamas aqueceram-lhe
as manápulas,
o proletário estendia-se
à memória,
ao frio que derrete,...

o relógio solta-se,
desmistifica choros,
bate nos recantos
de ampulhetas,
e amacia os olhos
da prole,...

e o operário em bica,
que dos medos de bocas
esfomeadas faz veias que
pendem da íris purgante
do menino menos sonhador,....

aguenta enfim o que lesiona
a lembrança agitada,
sobressaltos findos,
com a chama a estalar,
o ar de prole cheira a atavio,
com uma névoa de hortelã-
pimenta a ribombar,...

por sábios sim nos tomam,
quem ladainhando desfaz medos,
mas se dizem mistérios de tudo isto,
talvez a vida não sejam ranhos
em barda ao anoitecer,....

o proletário pensa nestas ladainhas,
e com acenos, mãos,
mas mãos são mantas,
para acatar o fogo do inevitável,
e rasgar chamas,
brincar com o mole do tacto,
para lá e para cá,
morrendo

outubro 14, 2008

Depois de almoço I

A sublime devoção do homem molho, pela mulher bechamel, surrealmente desapareceu. Puxou-se o autoclismo, e o ultra-l-vur matou a bactéria......

Qualquerfilia e feijoada



quando cortei o córtex,
saiu uma menina desalinhada,
cheirava mal sem se sentir,...

destroçou-me a memória
porque queria filtrar o
sofrimento humano,
sem nunca sequer o ter visto,...

mas para tecidos de
flatulência como os que
envolvem a sintaxe de
minha alma,
é pouco,

já que sou chita velha de dores fintas,
presente para velhinha
em lar despedaçado,
que façam de mim sombra liberta,
nó górdio de feliz tentativa de ser feliz,...

para os menos atrevidos,
conheçam-me como chispe de feijoada....

outubro 12, 2008

Meio físico e social

Meninos rabinos,
talvez apenas isto,
línguas de terra com
ranho no nariz,
a ligar penínsulas a istmos
de futuros incertos,....

mas antes talvez,
descobertas as auréolas
do fundo que toca em aldebaran,
roeram a corda os que soltam
maneiras de fazer universos
alternativos,....

fazem do cais da vida,
a sede infinita de trazer à liça
novas maneiras de descoser
a vida,....

e abotoá-la em dois debiques
do mar frutuoso.....

outubro 11, 2008

E a infância foi-se...



Eu que me tenho aqui,
Pronto a questionar a
lei das soluções carentes,
Dos homens e dos animais
que hesitam antes de tentar,
Quando menino inacabava diálogos,
Fotogramas que diluía
ao conjecturar quem seria,
Fiz de tudo protectorados do que sou hoje,
Máscaras minhas para manter,
de rugas apagadas,
com corpo iludido,
Fiz da minha verve de menino
quem me acompanha hoje,
Animal que estimo,
Que cresce quando decresço,
Que nota o que perco
do mundo,
Reescritos os medos
deixaram-se os corpos
decepados,
Como vingança,
À laia de brincadeira
enquanto se espera,
No momento em que espero,
Pelo fim do mundo
com um copo de cola
gelada na mão....

Manhãs ensaguentadas

De mais manhãs como aquelas, obscurecidas, tristes de um só hausto, ninguém mais quis saber.
Quem ficou a ver o nascer do sol tinha pequenas raias de sangue em redor das pupilas, a que a penumbra dava esperanças de renascimento. Soava a México. A um México dissecado tão abruptamente, que libertava no ar dois estilos diferentes de odores a desesperos.
De qualquer vento se aguardava que acalmasse aquela angústia enlatada. Mas o dia ausentou-se pela imprevisibilidade do amor-próprio que nunca conheceu. Restaram dois sentidos de trânsito, no caminho para o Nirvana.

O falhado apresentado


cheira a uma salmoura de frutos,
respira por menos de solidão,
veste-se,
talvez cubra o som da alma
mater que lhe parece mal,....

escreve por miosótis e
desprezos,
respira mal, morre,
e pinta renascimentos,....

faz amor lamentando ausências,
acorda para nem dar como sofisma
a dor de espírito que não sente,...

acalenta a procissão fina do
profano com que se desdiz
em momentos de solidão,...

para que tudo no fim,
seja porventura menos
que descrever o próprio,
e escrever com medos
diversos,
asseguro, ....

venci-me depois
de empatar comigo mesmo....

outubro 09, 2008

Eugenia


Sol dará de nós frutos,
enquanto luas de pretas,
mundos de mães que
corujas adoptaram,
desfazem o que refeito,
não dá pouco menos que sequer o dia
a nascer,....

o suficiente dos
muitos que berram,
filhos loiros,
agoiros pretos,
sinais de maledicência,
e luas a tratar,
luas a descansar,...

é o país eufónico que
merecemos,
no bojo de um novo dia,
repousamos como larvas....

outubro 07, 2008

Céus meus de chuva



ao fim de um ar de qualquer coisa,
intumescia,
nunca por nunca,
resoluto,
explodir de água
nervosa água explodida,...

o céu com cês de pássaro,
em nuvens fintas e rezadas.....

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