quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Porque sim....

devotei-te o som. As contas desfeitas dos gritos das massas ululantes que quando a manhã se desfaz do pranto em que dorme, perfazem indefinidas equações de concertação. Com a ajuda das certezas que o povo assim desenha, foste o mar e a terra que os escritores nunca conseguiram definir.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

Indecisa a força maior de todos nós


refeito do choque da vida,
enrolado estava o fervor na
morte de trazer por casa quando alvoraçada,
entrou na sala a espera
por dias melhores,...

dizia ao que vinha,
mas que o que vinha
não podia ser detido,
antes escrito e reescrito
para que o esquecer
não coubesse nesta ideia que a todos
interessava antes do sono eterno,...

fez-se o escuro ideal
para a ponderação,
e da infinita bondade dos homens saiu a resposta,...

"desliguemo-nos todos de esperar pelo próximo minuto",
afirmou-se,...

antes que o sono venha,
resta-nos fazer que a vida soe mais a anjos caídos,
do que a demónios que não sabem onde dormir,
e com isso fazem-nos a pressão inaudita de poder almejar a um futuro que ninguém
sequer consegue alvitrar.....

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Sem título (12)


Eu,
o de restos precisos eu,
a mais perfeita essência
de nunca querer pintar desejos,
eu,
subtraído ao vento que
derruba as crostas de
sofrimento de uma cara feia,
nem resto eu para
o que ficar,
desejado,
infinitamente preso ao segundo
que mais tarda em desembaraçar-se
de séculos que não partem inteiros,
eu,
aqui me sobro partido nos
bocados que se quiser......

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

As Intermitências da Morte


-Este é o teu prémio!
A forma como foi dita a sentença, obrigou o grupo a temer pelo futuro próximo. Esta afirmação saiu da boca de um homem que começava a perder o controlo. O ambiente era esconso. Uma sala escura, com um fio de luz que serpenteava tímido, até apunhalar os olhos de quem já sentia falta da liberdade.
Sentia-se a chuva. O que a chuva deixa de saudades quando acaba, e dá lugar ao cheiro da terra molhada, estava tudo ali no ar. Pronto a ser apanhado.
O receptor do prémio deu um passo em frente. Era um homem magro, com uma cicatriz imperceptível debaixo do olho direito. Apertou a mão ao 'premiador', ajoelhou-se, e começaram ambos a rezar. Falava-se de deuses mortos. De prestações ainda por pagar relativas ao fim do mundo. De desenhos imperceptíveis que escorriam de uma parede própria em cada cidade de todos os países com homens tementes à religião.
De um só golpe de faca no pescoço, percebeu-se o destino do breve felicitado. Começou com um fio, e depois um pequeno riacho, até que golfadas de vermelho começaram a escorrer pelo chão da sala.
Parou de chover. Absolutamente, tudo se imobilizou em redor da ideia de que tudo tem um fim. Antes até de se perceber porque começou.

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Mulher descida da cruz


descida da cruz
homem como Jesus,

foi o pecado trazido
em assomos de vento
nos desesperos dos
que a morte adorava pela medida da adoração,

a todos beijou acidamente antes de matar,
e banhar-se nos resquícios de fôlego que
naquela tarde ainda
restavam ao tempo,

fez-se noite com a
lua enrolada a sangue
na incerteza de o
amanhã se desfazer
em chuva de acrescentos de nada...

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Povo somos ninguém


frio e frios de percepção,
estavas e ao que podíamos ter
chegado,
num social de medos
brancos e forrados a
tijolos de lágrimas,

estava escrito consoante
estas regras,
assim deixasse o povo
de ser triste,
e lhe pintassem a calçada
transparente de morte
ao longe que se deseja....

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