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terça-feira, 3 de novembro de 2020

The most important day of my life... Happy birthday, V...

Na terceira vez a forma,
Antes do encanto o redondo dos desejos,
Esferica a resposta à glória da dedicação,
Com metro,
Passo a passo a lonjura para o compromisso,
Encurta a distância que tinhas prometido,...

Não estipulo a verdade,
Nem as críticas à sua hermenêutica,
Anoto só cada grito,
Todas as exaltacoes que são veículos,
Para as perfeiçoes possíveis,...

Ao longe a despedida,
Ao perto a frase embrulho que combinamos,
À medida,
Para a envolver




quarta-feira, 14 de março de 2018

Tempo


Tudo o que foi, é, e continuará a ser debaixo
da chuva invisível do tempo,
resume-se ao lado irreal do choro de uma criança com fome,
ao último suspiro de vida com a mão a afagar os que se ama,
ao vento que chora sem ninguém para o ouvir,….

fomos todos os que abriram os olhos,
respiraram em dores difíceis de pintar a olhos nus,
e partiram para onde ninguém sabe descrever,
e aqui estamos a fazer nas nuvens o féretro do ontem
que nunca desejámos viver,…

ali estivemos no sempre,
aqui ficamos no agora,
e onde quisermos vamos estar,
para sempre,
a renascer em cada segundo perdido no
amor espaço-tempo


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Tirado daqui

Em memória de Stephen Hawking


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

As Intermitências da Morte


-Este é o teu prémio!
A forma como foi dita a sentença, obrigou o grupo a temer pelo futuro próximo. Esta afirmação saiu da boca de um homem que começava a perder o controlo. O ambiente era esconso. Uma sala escura, com um fio de luz que serpenteava tímido, até apunhalar os olhos de quem já sentia falta da liberdade.
Sentia-se a chuva. O que a chuva deixa de saudades quando acaba, e dá lugar ao cheiro da terra molhada, estava tudo ali no ar. Pronto a ser apanhado.
O receptor do prémio deu um passo em frente. Era um homem magro, com uma cicatriz imperceptível debaixo do olho direito. Apertou a mão ao 'premiador', ajoelhou-se, e começaram ambos a rezar. Falava-se de deuses mortos. De prestações ainda por pagar relativas ao fim do mundo. De desenhos imperceptíveis que escorriam de uma parede própria em cada cidade de todos os países com homens tementes à religião.
De um só golpe de faca no pescoço, percebeu-se o destino do breve felicitado. Começou com um fio, e depois um pequeno riacho, até que golfadas de vermelho começaram a escorrer pelo chão da sala.
Parou de chover. Absolutamente, tudo se imobilizou em redor da ideia de que tudo tem um fim. Antes até de se perceber porque começou.

domingo, 1 de novembro de 2009

Voz

a voz está de dentro
daquela pequena bola,
o ser,
as soluções infernizadas
quando é a chuva que
manda a porta abaixo
a pedir contas,
e tudo tranquilo,
sem falsas posses
de escárnio,
e com pequenas pessoas de inverno
metidas nos bocadinhos
de carne que caem dos
vizinhos da morte,
de cima,
da vida,
que acabou.....

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Homenagem a Lesagi Zandinga, o bruxo das coisas poucas

só hoje é que nos abrimos
a concretas soluções
para as estrelas,
fizémos portas,
traçados enviezados para
que ficasse mais
fácil respirar sem dores
multiraciais,....

sugiro pena,
com comiseração é mais fácil
apercebermo-nos das simples
formas que existem
de matar um ser humano,
tira-se-lhe o perto
sentido de ser
irreflectido,
e com isso o mundo
acaba,
restamo-nos a nós
próprios na poeira de
ser inconsequente
e sem destino,
com emulsões próprias
das almas que passaram em
desfalecimento pelo universo,...

com isto quis,
dizer nada serei,
e com nada me
banharei todos os dias,
mas impedir-me de
ser contabilista dos
restos da decadência
dos 'eus' de sucesso,
é crime?....