abril 22, 2021

Para que a loucura ande ao largo

 


é uma luz irritante,

'annoying' entre as entrelinhas,

se o vento lhe desse uma oportunidade,

e do crisma da felicidade surgisse

a santidade num rótulo,....


deixaríamos a farsa de arroz que 

nos meses da vindima,

arrazoa o barulho,

e nos conforta o suficiente,

para que a loucura ande ao largo

abril 21, 2021

A mágoa

 a mágoa, 

queixamo-nos de nós baixinho, ao volante das nossas pernas 

enquanto guiamos pela água fora, 

e há um transporte, um sítio onde chove miudinho, 

e está uma senhora indefesa ao raiar da manhã, 

à espera de qualquer coisa que nunca mais chega,....

 refletimos, desnudamo-nos até ao âmago do fel que nos forra o avesso, 

e sem que as palavras sejam âncora, 

tudo se explica, há uma solidão que se tranveste de dor, 

e aceitamos que seguir, 

unirmo-nos na ausência, 

é o melhor remédio,.... 


e a mágoa desaparece



Embrulhei um poema em terra

 


Ela pediu-me um poema emprestado,

A chorar invocou a necessidade de solidão,

E o gostar tanto de olhar para o mar,

Quando a luz dos olhos se cingia a algumas letras,

E ela precisava de desconstruir as coisas,

Pôr o inconstante à frente do anónimo,...


Era assim,

De uma forma marcadamente narcisista,

Que ela via a poesia,

O que regenerava a necessidade de não escrever,

Por isso embrulhei um poema em terra,

E passei-lhe para as mãos 

abril 20, 2021

Jardineiro do bem e do mal

 


De todas as coisas horríveis,

As mesmas que já me aconteceram,

De todas afunilei o propósito do mal,

Os contornos certos que houve de um tempo bacilento,

Microscópico até,...


Hoje sobra-me escrever com os dedos,

Fazer de mim uma ardósia dos tempos antigos,

Sem pronomes,

Falar só por murmúrios,

E ao restar-me a matemática de não ter nada,

Sobra-me dentro da cabeça, 

O jardineiro do bem e do mal 


abril 19, 2021

Manto


 Por isso falares de uma simplicidade que não se entende,

Não se estende na terra como um manto fúnebre de folhas outonais,

Nada disso resolve a lápis as falhas do mundo,...


Sublinhe-se eventualmente,

No topo de um monte isolado,

Num dia de chuva,

O que não foi dito no tempo em que se escreviam cartas


abril 18, 2021

Verdade verdadinha


 

Explicação parca da eletricidade estática

 

ás vezes a loucura,

   faz-me companhia,

a anormal irregularidade da

escrita,

os poemas recônditos que

viajam em primeira classe,

e saltam em andamento para

a morte,....


às vezes,

a normalidade senta-se ao lado da loucura,

e há tantos teóricos,

inofensivas provas da irracionalidade

humana,

que transpiram do tremor das minhas

mãos,

tudo se define em pouca luz,

na razoabilidade das pedras

da calçada,....


às vezes posso explicar-te como

o tempo funciona,

em eletrólitos de sexo que

me possas dar

abril 17, 2021

Livro de horror

 


A luz que se molda,

O final de um livro de horror esperado,

O vento que inesperadamente revela a felicidade,

O amor que sempre fica por explicar,

Dois pares de mãos dadas no arrastar penoso,

E mordaz do sítio em que se foi feliz,...


O relógio só marca a espera que quisermos,

E de tudo isto sobram palmos de terra que nunca foi nossa,... 


E uma jura imensa,

Com longes e longes de planícies a perder de vista,

Até que um dia se acaba a herança de sentimentos de odor nefasto,

E lamentamos a palavra nunca terminada 

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