À noite contávamos um número infindo de pardais,
Uns atiravam se contra os vidros embaciados das janelas,
Numa mistura opaca de loucura e amor por corresponder,.....
Outros alinhavam se nos beirais das janelas do bairro,
Cabisbaixos,
Sempre atentos às conversas impuras e desordenadas do final de dia,....
Este é um poema desatento,
Inspirado neles,
As criaturas que sem esforço,
Contribuem para a recolha de suspiros,
De uma rotina sem cor,
Mas com sons aperfeiçoados,
E fugidos da rotina,....
Dedico a pássaros de beiral,
Estas letras desordenadas









