Não era tanto o céu que se via,
Como que periclitante,
Seguro só pelo alheamento,
dos que seguindo uma rotina desconcentrada,
Ignoravam que o tempo conhecido podia estar a acabar,....
Era sim a oportunidade de criar ,
Abrir uma tela e sentir o vento a lamber o sexo da terra,
Com isso deixar deslizar pincéis a um ritmo sem pressão, ....
Ou calcular destinos para personagens,
Que assim a sorte quisesse,
poderiam ainda vir a existir,....
Era a oportunidade de espiar falhanços,
Portentos por cumprir,
E aguardar que um último trovão precipitasse o fim
Tirado daqui






