Eles sabem que por mais azeda que a água esteja,
Inatingíveis 2026
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
O anoitecer será de todos,...
Eles sabem que por mais azeda que a água esteja,
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Um púlpito,...
Ando aqui a poupar amor,
A dizer as coisas possíveis,...
Um púlpito,
Duas garrafas de água vazias,
Um bem maior perdido,...
Tudo o que adiante
à escassez de ilusões,
E a achar que será melhor,
Todos os
segundos melhor que no passado
Tirado daquiquarta-feira, 16 de setembro de 2026
Um traço,...
Perguntavam se deixariam sequer a putrefacção,
Palavras passadas do prazo,
Que esperavam a morte em caminhos onde a verdade ja nao passava,....
Perguntavam pela mentira,
Por um pedaço de chao,onde o sono fosse uma presença da impuridade,
E não houvesse idade para os gritos,...
Afirmavam um ponto,
Um traço,
Uma mão pelo grito da Terra dentro,....
De onde se tirasse uma casa de números,
Representada a transparência,
Para que o silêncio,
Se implantasse a cores de desafio
terça-feira, 15 de setembro de 2026
O olhar,...
Perguntava se,
Haveria água,
Esta terra teria coração,
Voltarei a ter livros para virar páginas,...
Uma casa onde esconder,
O olhar,
As mãos trémulas,
Este sexo de que me envergonho,
E apavora,....
Questões que a resposta demorava,
Enquanto a chuva doía na alma,
De formas ainda por inventar
Tirado daquisegunda-feira, 14 de setembro de 2026
Entrem por haver espaço,..
entra quem lê,
quem diz que é
diferente,
os pés de barro,
com passos alargados,…
entram os que escrevendo,
abrem espaços a
palmo,
janelas escancaradas,
onde o vento não entra,
e a cor é feita com mãos de luz,
e a felicidade ijoga ntermitente
com a morte,…
entrem por haver
espaço,
por não se
meterem
dúvidas,
como exclamações sem idade,
e para interrogar pausas,
difíceis de traduzir,
e que servem para
aplaudir
domingo, 13 de setembro de 2026
Com algo marcante,....
Crime pelo qual foi julgado e condenado,
Deixava uma pessoa,
Já de si de poucas palavras,
Sem esboçar reação,...
Tinha deixado de acreditar na voz,
Na vontade de arranjar explicações para tudo,
Estava condenado,
Ia perder a liberdade em breve,....
E por isso pensava em marcar a despedida do mundo cá fora,
Com algo marcante,....
Talvez um beijo no vento,
Como nunca sequer tentara antes
Tirado daquisábado, 12 de setembro de 2026
Posta na mesa,..
De um prato meio vazio de comida,
As mãos,O rosto acabrunhado,
A vontade de mudança escondida num bolso,
E no outro nada,....
A marca da loucura permaneceu assim,
Posta na mesa,...
Enquanto uns olhavam para a demência descrita desta forma,
Outros deixavam o passeio do desespero avolumar se à porta Tirado daqui
sexta-feira, 11 de setembro de 2026
O perdão virá,...
esperemos pelo perdão,
pelas meninas devestidos ajustados,
cor de sonho,
e destino de paraíso,...
esperemos pela água
que o céu não verte,
e faz um rio à porta das
casas dos silenciosos,...
esperemos pelo vento,
o que vem em carros de
doces,
para fazer dos olhos das
crianças,
lagos de floresta esverdeada,...
o perdão virá,
mas não acredito que fique,...
vai partir
| Ghost in the Shell (1995) |
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
De um livro de vidro...
Perguntava se,
Andavam a ve lo como uma cor?...
A verdade debaixo da mesa,
Confirmada,
Despedida da ficção,
Uma personagem dispensável talvez?,...
De um livro de vidro,
Adensado por um enredo de outras origens,
Desconhecido,....
Custava caminhar pelos dias sem conhecer este,
Que era um enigma de fato e sapatos,
Vestido para assustar
![]() |
| A Paixão de Anna (1969) de: Ingmar Bergman |
quarta-feira, 9 de setembro de 2026
Faltava só quem o entendesse
A menina não queria saber do escuro,
Do claro cozinhado de vegetais pelo dia,...
Nada lhe diziam as cores dos pontos finais,
Nem os choros,
abafados pelo baque de agressões rosas e azuis,...
Ela estava nas paragens de transporte no interior,
Perdidas e bafejadas pelo vento amadurecido,
Estava no último virar de página,
Do livro das resoluções falhadas,...
Estava em pequenos defeitos por resolver,....
Faltava só quem o entendesse
![]() |
| Kiko Mizuhara De: Alex Leese |
terça-feira, 8 de setembro de 2026
Primeira coisa escrita em 2026
Não me mostres piedade,
A verdade,
Polvilhada de queijo e
escondida na massa,...
Não me definas como sinal de
pontuação,
Pausa para almoço,
Ansia de ser noite,....
E ter te nos meus braços,
Para que o sol venha depois da luta,
O solo árido e virgem,...
Se sobreponha ao pó,
E haja enfim luz,
Antes de o nosso
nome ser o nada
Tirado daquisegunda-feira, 7 de setembro de 2026
O que invejo,..
Dizes que o irremediável são dois sapatos,
Gastos e que já não palmilham caminho,....
Mas eu ainda gosto da verdade,
Pequenos lábios de pássaros invisíveis,
A beijar me o que desejo,...
O que invejo,
Sabendo que o irremediável continua lá,...
Como dois sapatos,
Ou acordes,
Pequenos e desesperados sons de música,
Que servem para tapar,
Invejas que não vêm ao caso
Tirado daqui









