No limite,
o discurso do filósofo,
gritos,
desesperos,
murros na alma,
a violência como sobremesa,...
um limite de desconcerto,
No limite,
o discurso do filósofo,
gritos,
desesperos,
murros na alma,
a violência como sobremesa,...
Estás a ver aquele pássaro? É capaz de completar uma volta ao mundo de uma só vez, com a cor de carne do céu daquele dia, com esvoaçares ocasionais de bandos de pardais, que aproveitavam o impulso das capas das árvores bamboleantes para ganhar impulso, e assim cumprirem o desígnio de fugirem daquele sítio, para quemvez, de seguida. Bem quase de seguida.
O seu dedo esticado para o horizonte, parecia ele próprio quase outra linha de horizonte, de tão fino que era. Confundia se sabe voltarem mais tarde.
Ela nunca parecia querer falar de si própria. Só de superlativos diversos como o livro mais intenso que conhecia, as voltas certas dos lençóis de linho da sua cama. Ate o mergulho em apneia mais arriscado que tinha feito, num pico inexplicável de inconsciência da sua juventude. Eu achava me em silêncio, como me parecia ser o mais adequado. Olhava em volta, e aquela solidão estival, com raios de sol monocromáticos, que beijavam o chao de restolho daquele arrabalde de cidade, parecia afastar me dali, e permanecer só com o grau de atenção suficiente a que a boa educação me obrigava.
No fim a vossa vida,
O teu corpo perdido e pleno de desilusão,
Para que fales sem que te entendam,
Defines cartesianismo com um estalo de língua,
Dependência de amor como doença,
Dias que faltam ao quociente da loucura,...
Sim,
Sobeja um comprimido para o resto zero,
E assim ser dia de novo,
Deixado de cócoras,
como a humilhação
Lembrar de como ele falava,
De mãos ofensivas mas firmes,
De uma maneira própria e intrínseca de demonstrar amor,...
Saber que me vê,
Que desaprova como peso a vida,
Como de pele me acobardo aos dias maus,....
E a falta de voz,
Permitir que não me ouçam,
Que desaprendam de me sentir,....
Ele respira audivelmente,
Num plano alternativo ,
sem tempo e de espaço limitado,
E eu sinto o,....
Até o mundo se inverter
![]() |
| Tatoo De: Hannah Pixie |
A propósito,
Esta conversa acabou,
Ficou tanta coisa à porta,
A última roupa descontextualizada que comprei,
O teu ar de princesa,
Músicas marciais que anunciam o fim de qualquer coisa,.....
Mexo me melhor no silêncio,
E estares do lado de cá da exclamação,
Torna este caminho mais musical,
Sinuoso como sempre gostámos,...
Por isso,
É abrir a porta,
E forçar o verbo,
A degredo temporário
A jura protegida,
Saiste de casa com ela num saco de compras,
Por entre o suave arremesso de um disco de jazz,,....
Não irás longe,
Com peso assim desproporcionado,..
Talvez ao café,
que está para fechar desde que ao fim da nossa conversa séria,
Surgiu um beijo secular que ainda sobrevive,...
De ti poderá ainda vir uma enseada,
Um Deus de corpo deformado,
Vida finita,
Mas que zele,
para que te recomponhas da violência natural que virá
As pingas,
A delícia de uma tarte,Esquecido como que estendido estava sobre a mesa,
Um nariz de fumo erguia se no ar,
Com anéis de conhecimento que colavam os presentes....
Achei me noticia,
Capa de crime num jornal de anonimos,
Eu era o esquecido,
Quem lia sem perguntar,
Quem nem sabia questionar,....
E ao fim de uma roda de tempo,
Uma simples e irregular volta ao mesmo de sempre,
Revivi na pergunta básica do silêncio,
Se iria continuar,
Ou desfazer este nó de indiferença feito
Tirado daquiÉ preciso comprar pão,
O que há apodreceu,....
Se conseguires vê das maçãs,
Não passo sem uma antes de sair para o trabalho,....
O chão da cozinha tem cotão,
Se conseguir varro mais logo,...
E vê como está o miúdo,
Anda a dormir mal,
Parece macambuzio,
Só quer espreitar à janela quando anoitece,
Acho que deve ser a vizinha da frente que toma sempre banho à mesma hora,....
Ah,
E gosto do cheiro que se te agarra nestes dias,
Acho que ja não passo sem ele,...
Até logo
Sei do formato das desculpas,
Sei dos sapatos que não lhe cabem,
Já soube a música distante e descompassada que a segue,
Mas esqueci-me,....
Sei a forma,
A novidade,
A mulher bonita que há sempre quando a desculpa,
É o falhanço,....
E para lá da noite,
A mesma que nunca falha para comprometer o pensamento,
Sei de me tapar na cama,
Por haver um frio que viaja a pé,
Para nos matar
Tirado daquiAprendo por partes,
A loucura encenada numa comédia sem voz,
O desejo,
Na sede,
agarrada ao calor que escorre do tempo que passa,...
E o menos,
A soma de todas as verdades que esqueci,....
Como o grito na praça vazia,
A comida que a doença faz saber mal,
Não ter ninguém,
Nem uma alma viva,
A quem contar como acaba aquele último livro de cabeceira,...
E meu,
Só meu e de mais ninguém,
É o troco de tanto
investir no silêncio
| De: Studio Oliver Gustav |
E dizia se,
26 degraus ate ao topo do negrume,...
Uma casa perdida,
Feita nota de rodape ousada,
E sem estilo ou vontade,
Colorida,
Em que dos relógios brotavam letras seccionadas,
Sem que o silêncio lhes permitisse vida,...
Houve morte,
Autoridade,
Passos de romancistas e livros de cordel incompletos,....
26 degraus para baixo,
E o horizonte reganhava a verdade de croma e passado