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| Igreja de São Pedro Viena de Áustria |
Era eu sem o fel,
Com aquele espaço entre o silêncio e a água,
Eu presente,...
O mesmo do toque quotidiano,
Das letras douradas de um livro infindável,....
Era eu de casaco e mais nada,
À espera da prisão do teu corpo,
E de mais um de muitos sorvos do teu sexo colorido,....
Era eu e a previsão de encontro,
A dizer que chegarei,
Quase como a falta de vida
Na ausência
O meu silêncio,
E tu avisaste me,
Disseste que o corpo iria ressoar,
Como um xilofone antigo,...
E que nesta terra as pessoas deixariam de caminhar,
De mãos dadas e final em conjunto anunciado...
Eu iria fazer os sinais do desalento,
Como se sozinho não resolvesse a mais intensa dúvida da madrugada,...
Agradeço a tua presença de espírito,
Teres conseguido carregar me sem haver esforço,....
Dependo de ti,
Como ar do espaço a entrar neste planeta
Vê se não demoras na margem de uma folha envelhecida,
A árvore,
espera o suficiente pela renovada presença de um estranho,
Mas com o tempo aprisionado,
Em pequenos passos de animais escolhidos,
Na chuva,
que faz exalar os odores,
que a terra pode oferecer,....
E serás prazer
Desordem permitida,
Se o contrário disso,
Deixares feito
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| Fonte:weheartit.com |
Um dia,
Tomar banho em sangue,
Com patilhas farfalhudas e irregulares como os ratos de taberna,
Vai parecer natural,....
A garganta ficará seca,
Uma pele saberá a pouco,
Precisaremos de um virar de página reptiliano,
A olhar para o lado,
A água custará a descer no cano,....
E à volta de uma fogueira,
Alta como o saber,
E esguia como o sexo,
Haverá vontade de um novo renascer,...
Sozinho como o profeta,
Inexperiente como voz,
E sim,
A pele vai reflorescer como dois dias de primavera
À espera de outras terras,
De outros modos de fazer o momento,
De esperar ser perseguido por memórias de fim de tarde,...
Sim porque insistentemente repito o sitio onde o sol está,
Onde me lembro de estar vazio,
Com passos atrás,....
E como tal não me chames oco,
Percebo a forma,
A forma como acaricias,
E só quero que seja amanhã nesta conversa
Tirado daquiNós que somos o problema,
Que desaprendemos de nos aconchegar para que o frio mude de nome,
E seja hospede noutra cama,....
Nós os que desapertamos calças,
E gostamos de ser exibicionistas para ninguém,....
Nós os tarados,
Os sem caminho e sem idade,
Estendidos naquele empedrado que dói,
Massacrante de corpo e resquícios de juventude,...
Nós despidos,
E a falar para políticos de ocasião,
Desafiantes com a ignorância sem meias,
E o que mais vier,
Depois do último grito
sem roupa
Tirado daquiFiz cansado,
Fiz sozinho,
Abri o braço assustado com o desperdício,
E a luta aflitiva poder continuar,...
Sem género,
Sem idade,
Absurdo no sexo,
Na visão monolítica do prazer,...
Para que ao voltar para casa,
Seja dia de novo,
Mas da forma Sem suor,
Sem cansaço,
E de vento silencioso lá fora,
A que me fui habituando,
Sem dores e remorsos à mistura
Tirado daquiNao falhei enquanto pessoa,
Enquanto conceito,
O som das palavras prova que estou correto,
Ao silvar como o amanhecer,
Embebido em certezas,
Em liquido estagnado,
E proveniente da noite,....
Agora,
Represento o motor do inicio,
E a certeza de um fim desenhado na areia da praia