31.10.09

Rumor

ainda te posso ouvir,
ao longe,
perto do soluçar híbrido
do vento que ampara
os quereres que todos
matamos de quando em vez,...

estás a professar a
placidez dos momentos perfumados,
do nada que
gostamos de traduzir
em leituras de escritos
indecifráveis,...

permanecemos aqui,
à espera do lavar da cara
do tempo que sirva para que
outro momento mate o que
queremos deixar por baixo do vórtice
da intensidade que nos mata,...

desconheço pormenores de como desenhar com
mais intensidade o que
vejo na escuridão da minha mente,
para que entendas finalmente como soluço
com o passar dos segundos,
esperando que a dor
que me enforca,...

deixe a herança que
estirpa cair no prato pequenas
migalhas de ácido decifrador dos
olhos que foste perdendo com o
caminhar inexorável do
que escrevias,
pensando assim poder
interpretar o que de mim
foste apenas conhecendo....

O barulho que se faz a urinar...

o homem mijava alto,
mas era uma coisa
ensurdecedora,
semelhante ao mundo
a bater à porta do universo
num dia de trovoada inconstante,...

diagnosticaram-lhe um problema de bexiga,
e outro de consciência,
do primeiro recuperou,
usa um saquinho que
lhe faz um volume nas calças quando se senta,
à tarde na esplanada,
para ler o resto do jornal
desportivo que o comerciante reaproveita
várias vezes para limpar as fezes do gato que está para morrer,...

do outro disseram-lhe que podia morrer,
a cabeça incha-lhe porque se sente apaixonado pelo silêncio
com que diariamente vive desde que só os
pombos o acordam quando se senta na
sanita mal acorda....

29.10.09

A história de uma mulher simples e perseguida

naquela noite, a mulher dos olhos que se desuniam
quis passar de um ponto inseguro,
para a terra dos amanheceres difíceis de definir,...

deu-lhe um som quando pelo desejo indefinido
que sentiu,
perdeu a voz domada
e sonhadora que
sempre teve,...

a paixão,
a tal formiga irrequieta
que nos mina o centro
do ser multicolor,
fugiu-lhe quando a chuva
desabou,....

esta acaba por ser a história de uma mulher
simples,
que depois de se aperceber da finitude
do que quis um dia,
embrenhou-se no sono
de quem desenha céus
no rasgado perímetro
do choro dos dias

22.10.09

Cidade aos poucos a morrer com tudo desenhado

O sentido da vida, estava no virar dos dias que, parecendo iguais, desfaziam-se solidamente em pequenos bocadinhos disformes. Chovia assim quando se chorava muito nas esquinas daquela cidade que procurava ainda o seu lugar no mundo.
Não parecia incoerente este processo, apenas porque as pessoas nem o notavam.
Sentia-se no ar como tremer sabia bem antes de morrer.
Rir era melhor que chorar. Lamentar perdia-se no desfazer dos minutos que se passavam a recordar as coisas comezinhas do passado.
E depois, aquele homem.
O que desenhava a carvão os passos de todos, tecendo depois cuidadosamente explicações para os falhanços aparentes da pré-concebida estrutura de felicidade de que as pessoas se alimentavam....


O outono chegou....

Era um frio esquisito. O que se ressentia mais eram os inexplicáveis contornos da parede. Tudo se encarquilhava, tornando a casa, e uma singela taça de frutas onde só repousava uma maçâ de cera, únicas e inseparáveis.

21.10.09

Mulher só e feliz por momentos

Temos uma mulher. São ásperos os argumentos com que forra a pele, e esconde o que sente dos que a fazem querer que o tempo ande só um bocadinho mais depressa. Agora, são nomes que traz no bornal, quando caminha a passo íngreme pela rua onde, diariamente, traz-se pelos desníveis do relógio.
Vai por cima da linha do choro. Não pode sobrevir nada, do que a manhã tem planeado para ela. Um sopro, dois impulsos, e à terceira solução de caminho, o sorriso suficiente para que o dia termine ganho.
Sim, ainda há pequenas liberdades nos segundos em que, a caminhar, se descobre que estamos vivos.

20.10.09

Sem título (19)

nunca te quis no
plano do cetim,
dos rostos quando
amanhecem encostados
ao sol que nos assalta
a casa para tirar a mal
feita percepção de
conformismo,....

penso-te como ontem,
aliás como para o
sempre onde te quero
perfeita no correr dos
dias a desfiar-me
na imperfeição que
carrego...

Sala de pânico no final do Inverno


Passos. Sonorizavam-se assim as boas novas do passado que não ficou no féretro das outras coisas. Era pelo ardor das pessoas boas que, naquele cubículo, se imaginava que viriam os dias com descrições melhores da impaciência de todos os que choram. Havia quem lia. Não se notavam os que descobriam música nos contornos das árvores que, semestralmente, anunciavam a timidez da primavera daquele universo. Davam alguns sinais de presença os que escreviam não se percebe que tipo de poesia.
Apenas se esperava pelo som daquele baque alegre, seguido do outro baque, e de mais outro. Para que o fim, suasse ódio por mais outro início
....

18.10.09

O menino que desenhava coisa nenhuma

Aquele menino desenhava as mãos, com os pés mais de sonho que podia conceber. Despegava-se dos suspiros com que passava a vida a entoar o hino das coisas perfeitas, e lá ia embalado para não sabia muito bem onde. Criava sonoras disposições das bonecas do céu. As que choravam quando se riam, e riam-se sem que as pessoas percebessem. Bonecas que amavam homens de trovão, insuficientes para travar a chuva que todos os dias desvirginava a terra em coma. E, melhor que tudo, sentia-se confortável sendo diferente. Parecido consigo mesmo, e diferente do que queriam que ele fosse nos dias que tardavam em vir, talvez porque nunca hão sequer de existir.

Tão insidiosa pessoa....

deixei-me aqui não estar,
adorando este compromisso
de falta de ética que é o
de sobrevalorizar tudo o que parece não se ver,
mas está de facto à frente da compreensão
sobreposta em ciclos,...

percebi-o aqui nas soluções aquosas
de insidiosa pessoa
onde manipulo
os dias que
atropelam os minutos,...

sapateiro dos teus
passos inseguros,
calcorreio o que prometi
naquela noite de estanho derretido
que se transformou em amor,
depois oferecido nas
bandejas frias da madrugada em que te
toquei sem estar lá,...

o sozinho do teu ser,
assenta- bem nestas
circunstâncias que não
descrevo,
mas pressinto,...

tão insidiosa pessoa que sou não consegue
fazer mais nada que
não filmar tudo isto
em ciclos intermináveis....

17.10.09

Ganda parola, fosgasse!!!!

'Agora já sinto medo'. Disse-o com um sorriso em que nem um como estás cabia. Tremia muito. Nunca havia experimentado um desejo irrepremido, como estas coisas sem sentido que transpiravam do candeeiro da sala de todos os dias. Era como se a tivessem tomado de assalto, e quem o fez partiu ao pôr-do-sol, matando-a por dentro.
Com muita sede. E medo. E sonhos por cumprir

As subtis incertezas que a chuva traz

Ainda não parou de chover. Concentro-me nos segundos em que o vento parece amainar os suspiros de indecisão com que brinda esta cidade, e revejo-me neles como contador de histórias interminadas. Asseguro a sapiência de quem está neste estado, refugiando-me no frontal insulto que brota, certinho, daquele transistor que é mesmo a única companhia que me faz evitar o fim. Não escolhi estar aqui. Acho que me desenhei neste cadeirão velho, roçado, a cheirar a muitos cães juntos com a alma do velho que aqui morreu triste, e sufocado no próprio choro.
Ainda não me desembaracei daquele ar de pessoa triste que sei que as pessoas têm de mim. Não sou mau de todo. Um pouco senhor de todas as coisas pequenas, como este gotejar incessante que me broca a cabeça em sítios que pensei estarem mortos e enterrados. Detesto mesmo este sufoco inadiável, que me abraça como o dia em que disse adeus a mim pintado de outro. Contínuo feito psicose, nesta chuva que não pára.
Talvez me conforte jogar ao póquer da sorte com a sombra que me recorta na parede....


16.10.09

Nova coisa sem importância no Singelo (Poemas Esparsos)....

....aqui está

Não dou título a isto, porque simplesmente é tudo muito sombrio na vida....

pára por aqui,
não sei se constataste, mas
somos desníveis que
ao mostrarem querer-te,
pugnam por te estraçalhar os ossos,
deixando-os a correr no vómito
inconsequente
desta cidade que
só se ama,...

eu se fosse a ti desintegrava-me,...

sujo de imbecilidades,
não passas de uma bosta de cão pintada
de todos os azuis em
relação aos quais as
pessoas se desinteressam
quando têm de matar,...
tenho poucas esperanças fundadas
para ti quando tudo
se assemelha ao
que desta janela
se escreve,...

apresento-me como o relator
de todas as coisas pútridas que
alguma vez tomaste
como pancadinhas nas costas dos
que te amaram nesses mesmos
segundos tardios
que agora queres esquecer....

14.10.09

Entardecer assimétrico dos coitadinhos

Não sei de nada, à medida que este sol se desfaz. Esqueço-me das partes soltas da música que, ao acompanhar-me, solta fases da episódica quantia de inspiração certa que trago debaixo do braço. Assobio. Pé-ante-pé. Medo de falhar. Coisas de nada quando, ao longe, o sol teima em querer estorricar o que resta do que se arrasta por entre os intervalos do espaço que o tempo dá. Não são peças. Ninguém pede assim que se sofram coisas difíceis de trazer por casa quando se escolhe a rua para expiar pecados, pecadilhos insonsos e sem mestria para sequer serem importantes.
Eu quero-me neste sítio. A sofrer. Carente de sons, de atrevimentos criativos. A implorar por trocos que me permitam alimentar, e depois morrer de fome de sentido.
Não sou coitado, mas quero ser menos que invisível. Reparem em mim, só antes de esta noite que nunca mais cai, cair mesmo.



13.10.09

Exemplo

quanto mais penso, menos vontade tenho de especificar o que pretendo que as coisas sejam. Ou não se quer que esteja aqui, a dizer de mim tudo e menos que o que desejo. Ou, ao invés, sobram defeitos de tudo o que, ao sol, luz menos que a lágrima do homem que antevejo em momentos finais de vida. Sim, sou o que se vê. Não, não quero ser mais que isto. E talvez, nada disto faça sentido. Só percepções imediatas de todos os momentos em que me sei incapaz de perceber tudo isto.
Enquanto isso, o dia terminantemente desliza para um fim que não sei descrever. Abrigo-me o melhor que posso da chuva de desfeitas que a noite traz.
Aqui me encontro a escrever de tudo isto o pior que sei, mas o melhor abstracto que consigo conceber.

7.10.09

O que faz rir num contexto de fome e desespero...

eu sou daquelas pessoas
que guarda tudo o que o faz
rir num cantinho esquecido,...

vejamos por partes o que me diverte,...

soluços,
ver pessoas encavacadas
a enxotar para debaixo do tapete
os restos de aerofagias,
apenas porque as acham
bonitas e penteadinhas com
cheiros angelicais,...

inconsequências,
consequentes faltas de
processos de auto-defesa,
traduzidos no
'desculpe,
não fiz por mal',...

e ao finalizar isto,
que se avance com as
perspectivas de morte
ao voltar da esquina,...

vi um filme há muitos
anos em que o rapazinho
acabava o romance com a imagem
de uma mulher,
depois de tropeçar e cair
para dentro de um
precípicio,...

se bem me lembro o
jovem chamava-se
oportunidade,...

nome estranho para
quem é um fóssil
que repousa no museu
dos fechados e que
não sonham....


3.10.09

O que faço com os meus poemas.....

Eu guardava os meus poemas em pequenos frasquinhos cheios de anis. Esverdeado. Exalavam um acre odor a valentia. Descritos os heróis de sagas repartidas por falsas etapas de segundos, acondicionei-os para os proteger do desgaste do tempo. A minha métrica, ensinei- a a mim mesmo. Escritos como aqueles morreram como fados. Toquei-me como verso, antes que eles saíssem daquela sala onde apodreciam embalados pelo envelhecer do ar que abracei quando ainda era pessoa.

Love at dawn

gosto de ti mas
das formas mais
em cima dos pontos
dos que exclamam coisas
que pesam menos que o ar,
e depois dou-te dos
beijos que nem sonham
aos que lhes pesa menos as ideias,
sim,
sou a brisa com que o corpo te pesa tão pouco
no amor que te dou....

2.10.09

Pontos finais, desordem....

Era uma cidade tão pequena, mas tão pequena, que o pensamento perdia-se ao tentar espreguiçar-se na praça central mostrando-se, com isso, incapaz de abarcar toda a universalidade que um grão de pó continha naquele espaço concêntrico. Moravam ali poucos, mas bons. Os maus tinham saído, descontentes com a forma inusitada como lhes reconheciam potencialidades, mas ao mesmo tempo lhes colocavam a franquia de incapazes.As sombras de querer escrever restavam a quem sangrava vontade de querer mudar tudo isto....

1.10.09

Rendilhado de amor para passar uma tarde

os dias abraçam-me com os porquês
dos momentos em que me vejo sem os teus abraços,...

se sim,
quando os tenho,
é porque me sinto
feliz na directa proporção do
céu que encontro
nas pequenas frestas dos minutos que me tornam imortal no teu respirar...

se não,
se é a vida,
com o correr tépido do que temos de
fazer para por cá continuar que
me afasta de ti,
brinco triste com a tristeza sem som,...

os pedidos expressos do murmurar do amor, aligeiram os minutos que são séculos,...

e se vestem de segundos dos primeiros sons com que me imortalizei no momento em que o teu sorriso
soprou-me vida...

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