sexta-feira, maio 30, 2008

O padeiro e o pederasta



na rua iconoclasta,
sobem passos felizes,
desce o infeliz pederasta,...

que suou para fugir,
à biqueira do padeiro,
sem coração a bolir,...

vento que sobe, assobia,
e o pederasta recomeça,
até abrigar-se na alcobia,...

alva a fronte que lateja,
ensaguentada, indecisa,
com suave formol de carqueja,...

pesa mona de aço,
dedos de linho,
delicado pelo cachaço,...

pé, salto, pé,
padeiro voa do nada,
e o vento já cheira a café,....

se o tempo não pesasse,
a casa seria de aço,
sem desvario que redundasse...

Línguas



Línguas de prata que,
no meio de um mundo,
tempestade de mundos,
gigante universo,
acalentam dores,...

conheci-as protectoras,
lambendo no ventre da noite,
enquanto sons desemchabidos gotejam,.....

Porque aos pés de um palanque,
Num final de tarde de anseios,
Qualquer língua é prateada,
E todas as caras são de ouro,
E o poeta que descreve é insano,...
Pois acha,
Que o homem é meio homem,
E a história acaba,
com o cão aninhado aos pés da avozinha.....

quinta-feira, maio 29, 2008

Pessoas que amam pessoas


pessoas que amam pessoas,
são as pessoas menos azuladas,
tomam banho, despem piloros,
têm hérnias quando comem tremoços,
e o mundo gira,
sem perdões incongruentes,
porque nem se importa,....

pessoas que desprezam pessoas,
choram com o fado mais brejeiro,
porque se importam,
querem convergências,
pulam com meninos simpáticos,
e depois,
assinam um cheque,
em moeda maldita,
para abater rebentos,....

pessoas que amam pessoas,
são bolas de naprons tricotados,
a balouçar nas patinhas de um gato,
para um fim que pede reflexão,
porque o mundo está pintado a lápis de cera...

quarta-feira, maio 28, 2008

Amor a Sul


arrotámos,
declinámos,
e recuperámos,
o que se perdeu,
à luz de pirilampos,....

anoiteceu,
gotas de vinho,
desiludiram,
o que esperámos,
do atavio,
da bonomia,
de ter,
a desdita,...

amálgama,
de aguadilha iluminada,
passado ácido,
limão na ferida,
que arde,
a arder,
e quando fere,
sara,
restabelece,...

desdisse-te,
e esperei retorno,...

bati-te,
a estalo,
e com mão de forno,....

saí luzidio,
com os astros,

mas restou,
de mim profundo,
um canto,
assomado ao vento,
com o restolho,
a arder,
e a alma,
seca palha,
de vida desflorada....

terça-feira, maio 27, 2008

Manifesto e uma quadra


O que é que podes ainda dizer que é teu? O pedaço de alma que sempre conservaste na pele, até isso caiu. Certo? Já se calaram os assuãos que, outrora, brotavam do teu coração. E deixaste de ser alegre, com aquela alegria de uma criança quando lhe dizem que gostam dela. Sabes de boas maneiras. Até te sentas do lado certo da mesa quando vais a um restaurante, dos tais piéce de resistance. E gozas com o waiter, dizendo que o mundo não nasceu para quem arrisca. Só para os que sabem esperar por aquilo que pretendem.
Já desapareceu o arco e flecha do teu lado belicoso. Deixei de ver aos teus pés, o Bufallo Bill assassinado após batalha gloriosa com os Sioux. Machetes de guerra que te viam, e que tu não escondias, onde estão? Respondes que a vida faz as rotundas pela esquerda. Que o Sol chora lágrimas de cal quente, da mesma com que se dá banho aos mortos depois de eles se despedirem de nós. Resumindo, a cobardia fez de ti uma bitch. Dás o esfincter, numa posição de pato assustado, e em troca recebes cautelas quentinhas. Tipo castanhas que saltam no crepitar do forno outonal do universo. Não tens o nada, que faz as pessoas explodirem em busca do tudo. E com certeza que também não terás o tudo, responsável pelo friozinho na barriga das pessoas realizadas.
Já foste capaz de matar à velocidade do som. Carregavas, pelo cano, uma escopeta imaginária que guardavas aos pés do sofá da sala. Bastava um violador escapar sem condenação à justiça da mais pequena cidade do interior americano, que tu fazias justiça pelas próprias mãos. Despedaçavas rostos finos. Homens de feitio aquilino saíam despedaçados às mãos do teu instinto de Charles Bronson de 1.º andar da Rua dos Passarinhos. Não contente, partias pescoço, e depois serravas o corpo em seis, para melhor o empilhar na bagageira da tua Renault 4L. Hoje, nem o rato que tem ninhadas de vermes à entrada do teu quintal, tu consegues matar.
Cansei de ver-te a confraternizar com o diabo dos irresponsáveis. Com um satanás velho, que mandria porque já se cansou de fazer mal, e está reduzido a tirar o olho de vidro da órbita esquerda, e dar-lhe lustro para parecer mais magnânime.
A ti, e a quem anseia por menos suavidade, eu respondo.
-Raio que os parta a todos!!!!
Cansei-me de esperar que os coitadinhos arranjem forças para mendigar pedacinhos de terra prometida, à luz de ideologias que promovem o desmembramento dos sonhos. O homem não é de iniciativas. O homem é social. O colectivo manda mais que o chico esperto que explora 100 chicos espertos, só para se tornar mais chico esperto.

a condenação da torção,
de pescoço do suez,
é menos que o chupão,
na pila do burguês....

sábado, maio 24, 2008

Declaração de ódio


Ofendo a terra,
Nem me perturba quando o faço, só...

que sim...

Sou homem para os montes,
Só, não estou,
eles que venham,
à minha ilha de breu,....

que sim...

onde rato a alma nua,
Mordo-a por ódio,....

Não deixo que decidam
pela decisão
Antes fosse
o orgulho,...

A paixão de odiar,
E o sentir cascalho,
De praia-baía,
Que sim
por mim...

sexta-feira, maio 23, 2008

Sem título (32)

há o que se perdeu nos bolsos,
onde os trocos escorreram,
e ficou o vento de mirar fortuna,...

o espaço do que fosse rico,
encheu-se de pés tortos,
para caminhar só é pobre,

deixei por lá,
a voz de perder dolorida.....

Índio Joe a rir de Tom Sawyer


Tábua em nuvem de fumo,
Momento,
De índio magoado,
Com pele,
Sem erros,
A tossir,
Escarrar
Praguejar,
esperando da vida,
novo momento,
De feliz
citação....

A Rosa



Debaixo de uma rosa,
E o mundo feito de rosas,
Como fica à luz de pétalas,
Quando o sumo é de prosa?

Em cima de uma rosa,
Mundos lacrimejantes,
De escritores que usam glosa,
A limar terra punjente,...

Ao lado de uma rosa,
Acabo a imbecilidade,
De escrever muito com pouco,
Nos resquícios de uma cidade...

Velho em três estrofes



De velho por sinal,
Tem a mácula,
Costas em ‘éme’,
Nariz de cavadas,
E o mundo a mijar,....

É velho hesitante,
Figura subreptícia,
Na esquina embutida,
No bulício do mercado de almas,
Que papa traseiros,
Com garra pré-histórica em riste,...

De velho por sinal,
Com procrastinado desdém,
Diverte-se no pôr,
E fica-se à porta
da loja do fim...

Rosa e quem a vê


Ontem à noite houve amor, a julgar pelo sorriso transversal. Uma boca assim diametralmente oposta ao pescoço, esforçando-se por assegurar os primeiros raios de uma madrugada preguiçosa. Se calhar é Rosa, porque Margarida é branca.
Sem sal.
Incongruências que não há, quando se observa de perfil.
Salta à vista um golpe.
Não, dois.
Com certeza três.
Estão na coxa translúcidamente morena, pouco acima da rótula.
Rosa é recatada, da porta para fora. Mal o último fio de cabelo cor de noz se escapa à prensa da porta do apartamento, muda. E muda porque sim. Simplesmente, porque o mundo não tem nada a ver com um universo de petulâncias auto-impostas. E Rosa gosta.
E Rosa delirou na noite passada. A tranquilidade da auto-confiança, ajudou a que caísse peixe na rede. Foi trazido para casa, dissecado toscamente.Abusado, mas não violado. Rosa gosta do vento que lhe afaga a boca quando tem na mão o coração de um homem. Por isso deixa a janela do quarto aberta. O ângulo é o suficiente para o néscio olho do mundo ver tudo o que se passa. E depois comentar.A manhã rompeu, não particularmente.
Observatório de emoções, não contundentes.
E quem escreve sobre o que vê, assume que adora o que descreve. Mede a profundidade dos supra-citados golpes de paixão. Admira curvas que não são dizíveis na retórica de um criador.Participa, quanto muito, na acção. Na côncava descrição de factos. Não opina sobre eles. Relata-os, esperando que eles se desfaçam na bruma da aceitação de quem lê.
Rosa é por muitos, aquilo que nunca foi por ninguém. Espera pelo mundo, quando ele já há muito que não espera por ela. Nota-se isso, quando deixa cair um toque sensível nas costas de quantos estranhos lhe passam por casa. Afaga-os, dilata-os, diminui esperanças. E hoje saiu de casa com uma vida invisível pela mão. Um, dois, três golpes para trancar o seu mundo, e dois passos para entrar no outro. Aquele que despreza, e dava tudo para exterminar.
Segura a bolsa dos desejos reprimidos, enquanto passa olhos de amendoa pelas primeiras da manhã. Rosa queria que o mundo estivesse sempre de pijama. Que fizesse amor com ele numa perspectiva de desvario cósmico, talvez porque o homem é um eterno apaixonado pelo contínuo da criação. E a mulher imita, porque sempre imitou tudo, para fazer melhor que o homem.
A história acaba, porque tem de acabar. Quem descreve, não é omnipresente. Quem é descrito, não pode perceber que é dissecado.
E Rosa vai voltar logo à noite.

quarta-feira, maio 21, 2008

Última noite



é a última noite
de todas as noites que nascem
porque o dia quer,
e por a chuva bater,
leio,
através das grades,
a dor nas pedras da calçada,
e o latejar de uma rosa moribunda
que não resiste ao frio,
cubro o quente,
no lixo,
na fome,
sem voz,
Mudo, mudo,
só como a morte é capaz de ser muda,
e eu só, aquecido,
praguejando, suspirando,
por mais uma última noite....

terça-feira, maio 20, 2008

O homem que odeia noites

Passei a noite a pensar sobre a noite em que conheci o homem que passou uma noite inteira sem assegurar qualquer coisa. A noite começou em tom de dúvida. Mas a noite prosseguiu porque tinha pressa em mudar de roupa e passar a ser madrugada de impropérios. E ao homem tudo passou ao lado. E tudo porque odiava a noite desde que a noite deixou de ser dia tímido e passou a ser madrugada recém-saída da adolescência. Reescreveu tudo o que tinha apreendido sobre a noite selando consciências com incertezas difusas. E vem mais uma noite interminável feita de noites pequeninas que só servem para que a noite seja menos compreensível para o homem que odeia noites.

sexta-feira, maio 16, 2008

Sentado a morrer


Pisca,
Regurgita,
E buuummmmm,.....

O mundo fez
de ti a sua puta,...

Mandou-te pelos ares,
Mas nada temas,

Porque sim,
E não morreste,

Apenas o que
se quer para ti
são momentos,...

A sós,
Contigo,
Sentado,
A
chafurdar,

Ideias de
whopper,

Com acompanhamento,
light,

Refastelado,
Ao telemóvel,....

Neurónios,
Contemporâneos,
Que morrem,
Cancerosos,...

E tu,
De saúde,
Com quietude,

Distorcido,
Colérico,
Com todos,...

E ninguém,
Lá fora,
Para te dizer,
O sim,
Que precisas,
Como de vida......

quinta-feira, maio 15, 2008

Ferido, feridos, ferimento


Acabar uma aragem, com suave inflamação de morte velha. Como quando o desejo vem detrás da montanha que trás o pôr-do-sol, e estilhaça o muito que se espera dele. Flagrante decepção, e o espírito a raiar num novo dia de artes plásticas. Táctil, legível,....irreconhecível ao olho despreocupado.

Poema às dez da noite


Tempos debaixo de tempos,
Em que a lua era malva,
Os poemas saíam das axilas e
com isso inebriávamos velhinhas assépticas
que saíam à rua para passear a alma,...

Partíamos as garrafas que ensandeciam a rotina,
Para usar o vidro em envenenamentos putativos,
Coisas de estalo, com troca de salivas proibidas,
E com tudo, o tempo respondia-nos com o correr de água,...

Pedia-nos mais máscaras consubstanciadas em poemas de nada,
Mas as sinapses congelavam,
Os dedos entorpeciam,
A imaginação adormecia e nem por nada acordava,...

Hoje, ser poeta, nunca mais,
Porque sílabas são o tapete a que limpamos os pés,
E rimas são hermafroditas espezinhados pelo ódio segregacionista,
Tudo pintado à cor que o dia tem quando quer carinhos......

quarta-feira, maio 14, 2008

Rabugice

Nem sequer penso muito,
Em perder tempo com poesia,
Se o mundo parasse,
Sairiam ao pontapé,
Mas a velhice bate,
Transpiro seriedade,
Transpiro consciência,
Transpiro preguiça,....

Palavra (vida e obra)



E a palavra com a chinela no pé,
Divorciada de princípios,
Atrevida até ao sol posto,
Fez-se de menos,...

Ainda menos, por que de mais,
Já seria ditado popular,
Com uma montanha por escalar,
E um povo que lhe sopra água de rosas,...

Porque a palavra tem friso,
Não tem estudos,
Lançou-se ao trabalho nova,
E quer gladíolos na sepultura,
Com uma encomendação de alma pagã,....

Banda de covers a tocar ao anoitecer,....

E filhos aos centos,
Porque sim, foi promíscua,
Mas desavergonhada com uma razão,...

Palavra é filha de puta,
Com pai presente,
Avós pobres, mas honrados,
E serenatas como cantigas de ninar,
E virgindade perdida por acidente
no recreio do jardim-escola,....

Mas palavra é soma,
De diminuições multiplicadas pelo infinito....

Fazer de conta é bom


Contento-me com a solidão de uma mirada ao rio. Vestido de nobre falido, com aba de grilo imaginado, desfaço-me em agradecimentos à fogueira das vaidades que decomponho no horizonte. Lá longe, lá onde os pássaros despem as lingeries de senhora, e assumem onde nadam na noite erótica do mar revolto. Adoro-me como recolector de aspirações falidas, simplesmente porque eu fali as minhas próprias aspirações.
Enquanto mãe de água, da água que demora a cair porque as nuvens ardem de tesão, também falhei. Cuidei de amamentar expectativas. Acalorar rituais sagrados para apascentar demónios de filosofias bacocas. Fracasso. Total, completo, tão grande que até já usa ceroulas setecentistas.
O vento acalma o que pretendo seja uma transitória vontade de acabar com tudo. Finto um carneiro de duas cabeças que, apaziguadamente, começa a lamber-me as mãos. Reconheço-lhe características de entidade flatulenta e açambarcadora, por isso medo. Sim, medo alto, gigantesco. Terror do fim, porque o fim não tem princípio, e eu sinto-me um homem de meios pouco definidos.
Ao menos um exército. Adaga numa mão, escudo com a esfera armilar no outro, e uma voz de trovão em dia de epopeia renascentistas. Ninguém me pararia, porque só a imortalidade teria o condão de me amarrotar enquanto cadáver, jogando-me depois aos pés da tarântula que Deus guarda nos dias em que se sente satânico.
Por ora, meia volta, e volta para o que é seguro. Já se faz tarde. E a cegueira da calma que o silêncio ensurdecedor traz em vagas púrpuras, sempre contribuiu para menorizar o pouco que ainda resta no urinol do meu espírito.

terça-feira, maio 13, 2008

Toilette



Esqueço-me de levantar a tampa da sanita,
E o mundo dá-me um chuto no cu,
Brinco às casinhas com a água da pia,
Enquanto sorvo indecências,
O mundo já arranjou um político com quem implicar....

Estória de interior



Viúva de esmalte,
Que ninguém lhe toque,
Já se partiu,...

Viúvo de hortelã-pimenta,
Cheira, cheira,
Atchim,
Quer cafuné,...

E o bairro o que diz?
Força, amor!!!!

Quer-se sinos,
E pombos a defecar,
Em cima dos tailleurs das senhoras,....

O talhante nem dorme,
Já salga o fígado,
E seca a entremeada,....

O que queres viúva?
Nem de manhã, com a cama vazia,
Dás passo para o café,...

Domingo de Pascoela,
Chove que se desalma,
Viúva deu-lhe sede,...

Fim de estória de interior,
Viúva imigrou,
Cansou-se de cansar vontade alheia,...

Viúvo,....

História intermitente de desejos explosivos,
Dá hoje pelo nome de Amélia,
E corta as unhas ao prior da terra.....

Escrever porque sim


Para acabar de ler-se a visão generalista de uma vida,
Que todos se debrucem no animismo que o estômago determinar,
Foi com as formas de um livro que me apercebi não serem estes os meus caminhos,
Com versos disformes, amargamente iniciados na vida,
Verdades absolutas, que tremem mal chove,
Ridículos negativos de experiências de vida,
O meu livro fechou no limite do último grito de sofrimento,
As estórias que defendo continuam a ser viadutos
de atravessamento de sentidos,
Por isso deixei-me de espírito como marcador de uma página,
Alheei-me da indecisão das palavras,
Tanto assim que a razão desfez-se em rodopio de vento quente.....

A velha


Bombas de sala,
Em casa de Lambada,
Tudo às claras,
Com o sussurro a escorrer,
Em paredes que falam,
E dizem-se metálicas.....

Com o lixo prolífero
onde dança o gato que fala,
A fungar o que sobra,
O que está em monte,
Pernas de rã,
Bigodes de rato,
Merda de homem,....

A velha que varre,
De varizes que sangram,
Ela tem bigode,
Porque o homem dela já se foi,
Menos um,
Menos merda,
Para varrer,...

O sol nasce duro,
Preso de movimentos,
Traque um,
Dois traques,
Contorce-se o penso,
A boiar na pia,....

Com António de Oliveira,
Dançam as sopas,
O cavalo morre de cansaço,

E a velha dorme,
Menos pernas, dois braços,
Mamas caídas,
Nos joelhos.....

segunda-feira, maio 12, 2008

Poeta ao amanhecer em dia de sol


O poeta sente-se mal,
Toma um Kompensan,
Benze-se pela publicidade dúbia,
E o vangloriar de arrivismos humanos desnecessários,....

O poeta prolifera ao sol do amanhecer,
Recita-se em calão vernáculo,
Daquelas coisas que custam a ouvir,
E depois levanta-se, para ir dar de beber à alma,....

Escolhe a mármore que mais mal diz,
O pau de cabeleira mais feio,
No recôndito menos exposto,
E afoga a página de anúncios do jornal,....

O poeta é esperto porque a absorção é um dom,
E o sintético dos panos é para donas de casa,
O poeta prefere chocalhar,
Remeter encomendas de santidade ao céu estrelado,

O poeta engana na medida em que ilude,
O poeta não gosta de vocês,
Porque vocês adoram o poeta,
E querem beijá-lo, e esmagá-lo,....

Um dia,
Numa noite menos santa,
O poeta voltará menino,
Porque velho é quem lê e se faz de cego.....

Duocentésimo post do Inatingivel


Dedicado ao futuro do Inatingivel...

:-)

Altar de esperar


Não sei de que cor é o mundo quando sorris em dia de chuva,
Só que ele ascende ao zen que desconheci,
Até ao segundo de rosas em que te conheci,
E os braços do relógio da vida,
Envolvem-me,
Sinto-me com um sufoco de antologia,
Em que o respirar é uma libertação,
Em que o sentir são brisas de alegria na falésia mais efusiva que a criação pintou,
Não quero criar,
Sem que saibas que destruí,
Tudo o que sempre acreditei,
Até subir ao altar de esperar....

domingo, maio 11, 2008

Similaridades


Por tento que penso ser o que fui, Por tanto mar e pouca terra chão onde voar com os pés,...
Papel manteiga que me decalcar o ser,...
Por tento que penso em ti, clara, de alva luz de dia, verdade com rosto humano, pisada numa madrugada de cheiros libertada,...
Juvenil, madura, certa de certezas, que és uma madrugada fruto de segundos,...
Por tanto que sempre serás,
Por tento que demonstro ao adorar-te,
Adormece embalada pelas sombras,
Da noite que faz luz....

sábado, maio 10, 2008

Composição da 1.ª classe



Detestei,
A gramática de fundos periclitantes,
Aí na mesma medida,
Que o gato adora o bofe,...

Hoje falo pelas narinas,
E recito verbos com os sovacos,...

Sou assim,
Com ranhura para moeda,
E cultura fácil,
Sem grande perda,
E braços de anão,
Com pulseiras de marfim,....

Se pinto nus,
Quem pensa que erro,
Que esprema o pus,
Do umbigo de vida perro,...

Importará que escreva linhas,
Página, folhas, calhamaços,
Quando a razão que importa,
É o que já não resta de espalhafatos,....

Acerto o que penso errar,
E erro o que nunca encontrei,
Para que só me reste frisar,
Menos do que jamais pensei....

Delfina



Menina Rabina,
Flausina que se trata bem,
Chamam-lhe Delfina,
Tem a chita como refém,...

A saber como vestido,
Bafiento sinal verruguento,
Delfina assume latido,
Ao regurgitar placas de unguento,

Traz-te ao vento, Delfina,
Deixa-te bamba de convicções,
Porque se cospes morfina,
Engoles extensas contracções,...

Vi menina, coxeando mulher,
No outro dia que deturpava a noite,
Agarrava a sombra de uma colher,
Apêndice que chorava levou açoite,...

Delfina de vento falada,
Sombra de mulher na pernoita,
Quis-te à morte ralada,
Quando ela já tinha sido afoita,.....

Três, dois, um vezes nada



Sou livre de em cera,
Rabiscar mil desejos,...

Porque traços do destino,
Tenho-os no rosto cálido,...

Sou velho de ambições quentes,
Coração listado e apoucado,
Porque nada em ódio,
O que o ódio já tornou aparição,...

Só espero de nada,
Que o tudo se faça dia,
E os carneiros que me perturbam,...
...,a balir no que a noite tem,...

A chorar no que o dia traz,...

Resumo de vida,
Deixem-me ler e chorar...

quinta-feira, maio 08, 2008

Tempo do quase



Naquele tempo, o tempo estendia-se em tapetes de veludo, quase como se risse de despreocupação. O sorriso servia para nos banharmos nele, e tornando-o um apêndice, tornava-se parte de nós. Mas só parte. O resto servia de repositório, garantias tu. De dejectos a correr, de fruições acomodadas, quietinhas sem levantar pio.
Acreditei.
Senti-me inapto para agarrar, de unhas, outra alternativa mais plausível. Desenrosquei a mão da alma, arqueei o braço direito porque já me fartava de o ter estendido, e debrucei-me no miradouro das paisagens incompletas. Tudo nadava em rios com meio caudal. E vi-te a cantar. Entoavas modinhas medievais, como se o hip-hop fosse um derivado dos lamentos da mãe de um agricultor, pai de um filho que morreu à nascença.
Não fui capaz de sorrir, porque os olhos que vi não eram os teus. Achei-te morta, com uma capa de ser gasto por cima. Insistias em cantilenas imperceptíveis. E pediste-me paz. Mas uma paz que já não se usa, que eu posso jurar ter ficado perdida no profundo dos tempos. Naquele tempo, o tempo assustou-me.
Já te falei dos tapetes de veludo, mas não te falei que quase me sufoquei na suavidade prometida. Vinguei-me no correr de água do rio dos sonhos. Caminhei pela margem ao teu encontro, e chutei a maior pedra irregular com que me cruzei.
O que se passou, não me recordo. Naquele tempo, a memória perdeu-se em sulcos de montes forrados a cetim.

Casa de fados


Poema de migas,
Três em copo abafado,
Selo de homem
porque a carta é de fado,...

Roncos de línguas trancadas,
Fechaduras de torresmos
e o tapete de caroços,
Leitosas olivas de canteiro,....

Menos mal mulher vistosa,
Estás de esquina
com o teu homem de porta,

Há outra alma que perde o desejo,...
Ao Gregório,
Ao Gregório,....

Desprende-se a noite
do restolho do dia,...

Fecha portas o mundo,
Soa a alternativo
o cheiro que pulula na viela,...

Amanhã há mais menoridades
de frugal bom gosto....

Menina perfeita à chuva VII


Foi um primeiro passo que não existiu. Lembrou assombração em casa de discórdias. De tão leve, obrigou a outro. Mais forte. Que deixou marca na terra molhada. Menina queria renascer. Recordar ao mundo que a fez, notas sobre a personalidade fraca que trazia no peito. O terceiro passo foi o embalo que precisava. Ao quarto, seguiu-se o acelerar. A madrugada raiava no horizonte de chumbo. Menos de chumbo, agora talvez de alumínio gasto. Daqueles materiais que anunciam a alegria.
Menina sol lembrou-se do amor. O menino pó morreu, mas restava um coração depurado. Estava cheio de pequenos buraquinhos, que deixavam passar o vento atrevido. Sentia-se violada por factores naturais que a queriam possuir. Mas o habituar a um mundo que não nasceu amigo, é talvez a melhor forma de saber lidar com ele.
Coração que ainda existia. Estava lá. E insistia com ela para abraçar as expectativas. Sol aprendeu a distingui-las no campo de girassóis, que crescia à beira da casa de repouso onde procurava por si própria. Ensinou-se a conhecê-las pela cor de vida. Distinguiam-se, quase como se falassem. À procura de um conforto.

#I, #II, #III, #IV, #V, #VI

quarta-feira, maio 07, 2008

Raciocínio escrito


Passei a mão pelas sinapses dos neurónios que me restam, e notei um disforme. Um nódulo, um alto irregular, que se desfez em areia à passagem da ponta áspera do indicador que mais me dói. Ter-te-ei descoberto lá, mas já não me recordo.
Pareceu-me ver-te acordada, à espera de uma revolução que se adivinhava no trânsito irregular da minha auto-estrada de pensamentos. Resolveste quedar-te na curva sinuosa do cheiro a inexperiência. Sim, imagino que sejas isso.
Uma leitura cromática de cheiros. Flores biomecânicas, que plantam pétalas simplesmente porque querem procriar. Manadas de hienas que correm em savanas paralelas, para confundir presas inúteis a decifrar engenhos de predadores.
Mora na pequenez de um reflexo condicionado de um cérebro condicionado, pois é aí que te quero. Descarga de iões que condiciona o meu chorar. A neutralidade de um coração que se cansou de bater. Que arrasta pó. Mas que o faz, por ti.
E, o mais simples de tudo, sorri. Pois ao fazê-lo, pintas de branco um mundo que escorre negro dos cantos da boca. E espera pelo agora. O depois já vem. Servido em bandeja de n
unca mais.

segunda-feira, maio 05, 2008

SOS Lua


Parti o que se parte, inquebrável,
De texturas pobres,

Soletro-me,

S, de Solidão,
Partir a corrente,
Porque o bicho derrete ao sol,

O, de Ostra,
Porque velejas,
Tens o que precisas,
Prurido que guardas,
Porque de amor,
De desamor vives,

S, de Sal,
Mentes-te,
Faltas a ti por que a vida lê-te,
Sonha-te,
Faz-te num silêncio que consome,

L, de Lamechas,
Que sois máquina,
Engrenagem que racha,
E tu falhas,
Alheias,

U, de Único,
Vilipendiado sonho de ter mãos dadas,
Mas se falhas,
Para quê tentar?

Gritas dor de nascer,
Fundo de poço negro,
Mas não tentas,
Lúpen de quem acomoda,
E grunhe para dentro,

Como se fosses um tu,
De mim em A,
Do Ano morto,
Do que arde para dizer,
Que é preciso um cataclismo,

Que é necessária chuva de dinossauros,
E Xis a andarem erectos,
E menos de egocêntricos,
Que querem flores,
E chutam mijo de anjo,

Se sou quem quero. Nega o que nunca foste, para seres o que serás quando chover ácido,

Porque saberás um dia,
Sou o deserto que ensina,
O alfabeto que rima,
Em contas de alegoria,....

sexta-feira, maio 02, 2008

Sem título (33)



Se o fim nascesse lá,
E aqui latir, correr,
Não mais, porque sim,
Farto do que se quis,
Consciente de findos intuitos,
Encostava o aço,
E o céu mau,
A querer luz,
E a manhã puta,
A impingir arrependimentos,
Sou o que escrevo,
E sinto ao Sol,
Torrar o que falta,
A suar e a pintar,
Porque o fim nasceu cá,
E acabei,
Porque sim....

Guarda-nocturno



Lamento o que de despojado uma terra possa ter. Só peço comprometimento radical, parelha com o tempo. Que o tempo possa sentir que é desejado pela alma de uma terra que tem o tempo a correr em veias que são feitas, elas próprias, de tempo.

Por isso odeio quando se parte. Os trampolins para um desfiar de esperanças contidas em ilusões, são terríveis. As esperanças deviam morrer. Deixar de ser pedaços de azul, em paisagens cinzentas, vistas por olhos deprimidos.

Por isso, serei talvez o guarda-nocturno. O que vê passar a carroça, e brinca com o cão que tem dois minutos de vida, e prefere passá-los a ser acarinhado do que numa busca última pelo osso da salvação. Não arredo pé de chuvas de amor, porque sou a pinga que falta para o romance entranhar. Gosto de me ver em pedaços de sempre, encravados no pombo que é apedrejado pelo vândalo.

Gerações espontâneas, nunca. Talvez doenças que crescem ao sabor do tempo que não olha para trás. Brisa, enlatada pela evolução, e que se solta em solturas periclitantes.

De presentes adquiridos me alimento. Recuso esperar pelo dealbar do sol, quando sei que ele acorda, todas as manhãs, esfusiante. Adormeço tranquilo, porque a intranquilidade não presta.

E com sonhos de choro teatral, alimento-me à noite.
Porque sim. E dizer não, são duas palmadas no que me resta para o gólgota da santidade.

Menina perfeita à chuva VI

Sempre lhe passaram ao lado os sussurros de devoção. Daqueles bonecos que um coração que quer, pinta numa boca que treme de emoção. Porque menina, é mulher do avesso da alma. E mulher menor, são lamentos que não interessam em nada quando chove. Mulher que não presta, é choro de bebé que quer agarrar o mundo, e só fica com grãos de pó na ponta dos dedos.
Parou de chover.
Narrativa de sol, tem de dar nome a um objecto.
Menina ainda é isso.
Objecto, sem sentimentos que contem.
Chamar-se-á Sol. Não que conte para encontrar um fim de providência para um personagem de picos emocionais. Mas porque condiz com uma cara amorfa, depois de um pico de inferno meteorológico.
Ainda sorri.
São cantos da boca empinados, que fazem lembrar o que não se leva deste mundo depois de o corpo se entregar à morte. São olhos que reluzem porque recusam a esvair-se num sangue de tristezas. Menina Sol, levantou-se, e andou.

#I, #II, #III, #IV, #V

Para que a vontade prevaleça



Para a coxa mascarar,
E o joelho macerar,
Seguir em trote cadenciado,
Fugindo do dia laminado,
Com o hiato a paralisar,....

E o deserto com ventos?,
São os sapos que abrem o cu,
E só saem é lamentos,
Flores de lótus. E o haiku?....

Técnico de caleidoscópio,
Com milhão de bocas abertas,
Sinto-me nu. Chamam-me Procópio,
Tenho brincos de lagartas,
E mordo o que já foi Falópio,
Para agora ser deboche,
Em quadro de promessas,....

Se eu escrevesse,
No lago de seriedade,
Com medo do acontecesse,
Pintado de fealdade,
Chutando lindas palavras,
Com selo de lealdade,
Pintando coxas cagarras,
Com laivos de luminosidade,...

A culpa sendo da poesia,
Lamento pelo sonhador,
Nem que rebente Leiria,
Com alarme no Bojador,
E aos pingos de aletria,
Fujo de arrependimentos,
Para que a vontade prevaleça,
De escrever sem lamentos,
O que congele ou aqueça,
A bem de quem com fundamentos,
Espera por um sonho de fortaleza,

Para o bem de inventar,
Levante-se quem decidir,
Criatividade a espraiar,
Melhor que mundo a dormir.....

quinta-feira, maio 01, 2008

Almoço, lanche, e fuga....


Amorzinho,
Cospe sangue,

Dor,
Brita de ouro,

Lama,
Almocei, mais para menos,

Congelou,
Saí para a cor ficar bem,

Escrevi,
Se o mundo limar unhas,

Saí,
Porque já tenho fome....

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