sexta-feira, novembro 25, 2011

Poema em ziguezague


fluentemente descrito como qualquer hesitação,
entumesceu-se de timidez
e de gritos ao vento vestiu-se de rosa sangue,…

eram frutos,
eram até frases feitas de sofrer,..

no fundo seriam
duas hipóteses em aberto
de sofrimento o que estava
escrito de tal pessoa nos
rostos das sombras que a abraçavam,....

Ali antes do almoço, e a umas horas do sono I



Fulano de tal esforçava-se por manter a atenção. Ouvia falar um sujeito que dissertava sobre ponderações que não podem deixar o que falar.
E que os dias devem desenrolar-se sem que no fim dos mesmos arrastemos qualquer coisa para a nossa personalidade.
Com mais aceitação de nós mesmos, seremos seres humanos incomensuravelmente melhores. 
Custava participar em tamanhas manifestações de qualquer coisa que só serve para encher os espaços que os ponteiros dos relógios deixam para dúvida.

O dia dos mamões

quarta-feira, novembro 23, 2011

'Depois de Almoço' IV



Acabava aqui a hesitação de cor de nada. Restavas-te a ti mesmo, sentado, de mãos cruzadas em qualquer oito de antecipação de tristeza, e os cães infelizes que te desnorteavam deambulando com rosnares de qualquer coisa imperceptível. Começava assim o romance das tristezas anunciadas.....

domingo, novembro 20, 2011

Sem título (10)


frio frente à sopa fraca,
frisada de flatulência
inimitável no findo
encimado coiso de
constância, e fazes
fé que facas dizes
de tudo quando fim é
actual dissolvido,
de princípio.....

quinta-feira, novembro 17, 2011

Adorava saber escrever assim

(...) mas gosto da noite e do riso de cinzas.
gosto do deserto,
e do acaso da vida.
gosto dos enganos,
da sorte e
dos encontros inesperados.
pernoito quase sempre no lado sagrado do meu coração(...)

Al Berto - Notas para o Diário

quinta-feira, novembro 10, 2011

...descrever escrevendo

somando imprevistos dos senhores que acabam o dia a chorar pétalas de dor, fica por definir como se distingue a noite do dia nestas coisas, seria boa a frase ímplicita de quem tentou alegrar-se com chuva grossa de sangue em ruas incessantemente descritas como brancas, e vociferando qualquer coisa de imperceptível, termino reutilizando a forma correcta de continuar a descrever escrevendo....

Kiss me, baby #1

sábado, novembro 05, 2011

Tardes


fruto seco,
lágrima assim recortada dá a polpa,
e contornos,
e desejos irreprimíveis de chorar,
preso de sopros,
restaste ao quociente mínimo de sofrimento
quando chove sol ardente.....

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