segunda-feira, dezembro 28, 2009

Sem título (18)

estava deste lado da loucura e,
se faz favor,
apeteceu-me arrotar,
sou de poucas e médias
palavras,
e quando as rebento,
talvez aí já o dia tenha
verdadeiramente acabado,
pois nunca
me recordo do que se passa a seguir,
entardece assim tão
rapidamente sempre que
se está deprimido?,...

pelos vistos sim,
e moem-se as palavras
devagarinho pelos rebordos do
que ainda se me sobra são....

quarta-feira, dezembro 23, 2009

segunda-feira, dezembro 21, 2009

O que eu gosto mesmo, é de não fazer sentido nenhum....

abraço-te, céu púrpura de caminho solto de sono. És corpo santo, frase ínfima de uma parcela efectiva de querer desmedido. Faço sentido aos poucos, quando em busca do que deixei de fora da casa renovada em que me aninho de noite solta para o dia.

domingo, dezembro 20, 2009

Anulada dor de ter que passar os dias a sorrir

Se fazes assim, do nada, um ramo de flores de pó,...eu também quero. Não escrevo nada, sabes. Por isso, o mundo são só mesmo restos azulados, daquelas coisas que penso sem ninguém me pedir, e depois deixo ao cantinho da casa à espera que quem não vejo lhe dê um pontapé em gesto de protecção. No outro dia saí de casa pelo caminho mais curto para a tristeza. Dei dois passos. Chovia. Engoli sólidas concepções de que quero morrer triste, enfiado no canto mais recôndito deste mundo. Talvez depois renasçam as flores de canteiro tranquilas que matei ao deixar morrer a parte de mim de que agora sinto falta.
Escrever tudo isto dói. Sobre mim, nada faz bem. De mim, tudo é mau à partida. E nada deixa que o sol nasça totalmente no que concebo da vida que me resta....

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Pena

Pena tudo cheirar a manjerona do fim dos tempos. Pena seres um desnível na espiral por onde passeio quando me deixo morrer aos poucos nas noites que passo sem ti. Pena tudo que me faz pena, na pena que eu mesmo nunca me desviei de ser. Pena ser tão curto o que tenho para dizer ao ar, para dele receber ósculos de morte.

sexta-feira, dezembro 11, 2009

Apenas

era o homem o que aterrorizava. O que pegava na emoção e a punha num copo cheio de vida. Quem agitava as consciências dizendo às pessoas que o mundo nunca vai acabar da forma como todos pensam. Foi-o da forma mais apagada que já se imaginou..... Sou-o assim. Porque não quero ser outra coisa...

quinta-feira, novembro 26, 2009

Será que ainda sei mesmo escrever?


A Lisboa que eu gosto não está escondida neste suspiro. Nem naquela lágrima de fim de vida. Está antes no fado das velhinhas que aprofundam a relação com a solidão naquelas tardes de riscos atabalhoados. A minha Lisboa é também a dos espaços apertados entre os grãos de chuva que se desfazem no líquido de que os sonhos são feitos.

Três anos depois,...

...., boas recordações.
Para acomodar as más.



Ontem comovi-me a ver isto. A minha perdição....., este raio deste programa....

sexta-feira, novembro 20, 2009

Writers block

Acho que está solta, esta interpretação fugaz do que se passa além do que conseguimos ver. Não sou praticamente nada, em contextos como o que supostamente envolve a minha capacidade de discernir amanheceres tranquilos, de anoiteceres que antecedem mortes.
Escrevo assim, porque não o sei dizer de outra forma.
Atravesso-me por períodos que não consigo ver, e me tiram a capacidade de saber dizer algo que reluz ao espectro do meio-dia...

quinta-feira, novembro 19, 2009

Sem título (19) - em eslovaco

Nikdy som nechcel lietadlo satén,
tvár svitania,
keď slnko opretý útokov na dome,
aby ledabolo pocit zhody ,....

Myslím si,
že ako včera,
v skutočnosti o tom,
kde sa vždy chcete perfektný

Beh dní skartovať mňa v nedokonalosti,
ktoré vykonávajú ...


P.S.: Som tak chytrý, ktoré až doteraz prekladať moje básne slovenské. Nechcem povedať, je, ako ...

quarta-feira, novembro 18, 2009

O meu primeiro livro/ebook....



Está piroso. E lê-se mal. Mas foi a única maneira que encontrei de fazer o embed.
Para ler melhor, carregue aqui

sábado, novembro 14, 2009

Fraseologia já gasta por escassez de alternativas


possibilito-me o possível. Discuto-me no limiar do inaceitável. Sou inusitada noção de risco. Calma assumida, no amanhecer com chuva forte a contornar as indecisões do mundo.
De tudo restam as sombras. Páginas de óleo podre, o que escorre dos choros inaudíveis que nos abraçam quando esperamos, e para que esperemos ainda mais fins desenhados a esmalte.
Sentido assim, deixo-me estar. Quero a possível frase que me faz ainda aqui suspirar por mais arfares dolorosos e com risos de contentamento pelo meio....

domingo, novembro 01, 2009

Voz

a voz está de dentro
daquela pequena bola,
o ser,
as soluções infernizadas
quando é a chuva que
manda a porta abaixo
a pedir contas,
e tudo tranquilo,
sem falsas posses
de escárnio,
e com pequenas pessoas de inverno
metidas nos bocadinhos
de carne que caem dos
vizinhos da morte,
de cima,
da vida,
que acabou.....

sábado, outubro 31, 2009

Rumor

ainda te posso ouvir,
ao longe,
perto do soluçar híbrido
do vento que ampara
os quereres que todos
matamos de quando em vez,...

estás a professar a
placidez dos momentos perfumados,
do nada que
gostamos de traduzir
em leituras de escritos
indecifráveis,...

permanecemos aqui,
à espera do lavar da cara
do tempo que sirva para que
outro momento mate o que
queremos deixar por baixo do vórtice
da intensidade que nos mata,...

desconheço pormenores de como desenhar com
mais intensidade o que
vejo na escuridão da minha mente,
para que entendas finalmente como soluço
com o passar dos segundos,
esperando que a dor
que me enforca,...

deixe a herança que
estirpa cair no prato pequenas
migalhas de ácido decifrador dos
olhos que foste perdendo com o
caminhar inexorável do
que escrevias,
pensando assim poder
interpretar o que de mim
foste apenas conhecendo....

O barulho que se faz a urinar...

o homem mijava alto,
mas era uma coisa
ensurdecedora,
semelhante ao mundo
a bater à porta do universo
num dia de trovoada inconstante,...

diagnosticaram-lhe um problema de bexiga,
e outro de consciência,
do primeiro recuperou,
usa um saquinho que
lhe faz um volume nas calças quando se senta,
à tarde na esplanada,
para ler o resto do jornal
desportivo que o comerciante reaproveita
várias vezes para limpar as fezes do gato que está para morrer,...

do outro disseram-lhe que podia morrer,
a cabeça incha-lhe porque se sente apaixonado pelo silêncio
com que diariamente vive desde que só os
pombos o acordam quando se senta na
sanita mal acorda....

quinta-feira, outubro 29, 2009

A história de uma mulher simples e perseguida

naquela noite, a mulher dos olhos que se desuniam
quis passar de um ponto inseguro,
para a terra dos amanheceres difíceis de definir,...

deu-lhe um som quando pelo desejo indefinido
que sentiu,
perdeu a voz domada
e sonhadora que
sempre teve,...

a paixão,
a tal formiga irrequieta
que nos mina o centro
do ser multicolor,
fugiu-lhe quando a chuva
desabou,....

esta acaba por ser a história de uma mulher
simples,
que depois de se aperceber da finitude
do que quis um dia,
embrenhou-se no sono
de quem desenha céus
no rasgado perímetro
do choro dos dias

quinta-feira, outubro 22, 2009

Cidade aos poucos a morrer com tudo desenhado

O sentido da vida, estava no virar dos dias que, parecendo iguais, desfaziam-se solidamente em pequenos bocadinhos disformes. Chovia assim quando se chorava muito nas esquinas daquela cidade que procurava ainda o seu lugar no mundo.
Não parecia incoerente este processo, apenas porque as pessoas nem o notavam.
Sentia-se no ar como tremer sabia bem antes de morrer.
Rir era melhor que chorar. Lamentar perdia-se no desfazer dos minutos que se passavam a recordar as coisas comezinhas do passado.
E depois, aquele homem.
O que desenhava a carvão os passos de todos, tecendo depois cuidadosamente explicações para os falhanços aparentes da pré-concebida estrutura de felicidade de que as pessoas se alimentavam....


O outono chegou....

Era um frio esquisito. O que se ressentia mais eram os inexplicáveis contornos da parede. Tudo se encarquilhava, tornando a casa, e uma singela taça de frutas onde só repousava uma maçâ de cera, únicas e inseparáveis.

quarta-feira, outubro 21, 2009

Mulher só e feliz por momentos

Temos uma mulher. São ásperos os argumentos com que forra a pele, e esconde o que sente dos que a fazem querer que o tempo ande só um bocadinho mais depressa. Agora, são nomes que traz no bornal, quando caminha a passo íngreme pela rua onde, diariamente, traz-se pelos desníveis do relógio.
Vai por cima da linha do choro. Não pode sobrevir nada, do que a manhã tem planeado para ela. Um sopro, dois impulsos, e à terceira solução de caminho, o sorriso suficiente para que o dia termine ganho.
Sim, ainda há pequenas liberdades nos segundos em que, a caminhar, se descobre que estamos vivos.

terça-feira, outubro 20, 2009

Sem título (19)

nunca te quis no
plano do cetim,
dos rostos quando
amanhecem encostados
ao sol que nos assalta
a casa para tirar a mal
feita percepção de
conformismo,....

penso-te como ontem,
aliás como para o
sempre onde te quero
perfeita no correr dos
dias a desfiar-me
na imperfeição que
carrego...

Sala de pânico no final do Inverno


Passos. Sonorizavam-se assim as boas novas do passado que não ficou no féretro das outras coisas. Era pelo ardor das pessoas boas que, naquele cubículo, se imaginava que viriam os dias com descrições melhores da impaciência de todos os que choram. Havia quem lia. Não se notavam os que descobriam música nos contornos das árvores que, semestralmente, anunciavam a timidez da primavera daquele universo. Davam alguns sinais de presença os que escreviam não se percebe que tipo de poesia.
Apenas se esperava pelo som daquele baque alegre, seguido do outro baque, e de mais outro. Para que o fim, suasse ódio por mais outro início
....

domingo, outubro 18, 2009

O menino que desenhava coisa nenhuma

Aquele menino desenhava as mãos, com os pés mais de sonho que podia conceber. Despegava-se dos suspiros com que passava a vida a entoar o hino das coisas perfeitas, e lá ia embalado para não sabia muito bem onde. Criava sonoras disposições das bonecas do céu. As que choravam quando se riam, e riam-se sem que as pessoas percebessem. Bonecas que amavam homens de trovão, insuficientes para travar a chuva que todos os dias desvirginava a terra em coma. E, melhor que tudo, sentia-se confortável sendo diferente. Parecido consigo mesmo, e diferente do que queriam que ele fosse nos dias que tardavam em vir, talvez porque nunca hão sequer de existir.

Tão insidiosa pessoa....

deixei-me aqui não estar,
adorando este compromisso
de falta de ética que é o
de sobrevalorizar tudo o que parece não se ver,
mas está de facto à frente da compreensão
sobreposta em ciclos,...

percebi-o aqui nas soluções aquosas
de insidiosa pessoa
onde manipulo
os dias que
atropelam os minutos,...

sapateiro dos teus
passos inseguros,
calcorreio o que prometi
naquela noite de estanho derretido
que se transformou em amor,
depois oferecido nas
bandejas frias da madrugada em que te
toquei sem estar lá,...

o sozinho do teu ser,
assenta- bem nestas
circunstâncias que não
descrevo,
mas pressinto,...

tão insidiosa pessoa que sou não consegue
fazer mais nada que
não filmar tudo isto
em ciclos intermináveis....

sábado, outubro 17, 2009

Ganda parola, fosgasse!!!!

'Agora já sinto medo'. Disse-o com um sorriso em que nem um como estás cabia. Tremia muito. Nunca havia experimentado um desejo irrepremido, como estas coisas sem sentido que transpiravam do candeeiro da sala de todos os dias. Era como se a tivessem tomado de assalto, e quem o fez partiu ao pôr-do-sol, matando-a por dentro.
Com muita sede. E medo. E sonhos por cumprir

As subtis incertezas que a chuva traz

Ainda não parou de chover. Concentro-me nos segundos em que o vento parece amainar os suspiros de indecisão com que brinda esta cidade, e revejo-me neles como contador de histórias interminadas. Asseguro a sapiência de quem está neste estado, refugiando-me no frontal insulto que brota, certinho, daquele transistor que é mesmo a única companhia que me faz evitar o fim. Não escolhi estar aqui. Acho que me desenhei neste cadeirão velho, roçado, a cheirar a muitos cães juntos com a alma do velho que aqui morreu triste, e sufocado no próprio choro.
Ainda não me desembaracei daquele ar de pessoa triste que sei que as pessoas têm de mim. Não sou mau de todo. Um pouco senhor de todas as coisas pequenas, como este gotejar incessante que me broca a cabeça em sítios que pensei estarem mortos e enterrados. Detesto mesmo este sufoco inadiável, que me abraça como o dia em que disse adeus a mim pintado de outro. Contínuo feito psicose, nesta chuva que não pára.
Talvez me conforte jogar ao póquer da sorte com a sombra que me recorta na parede....


sexta-feira, outubro 16, 2009

Nova coisa sem importância no Singelo (Poemas Esparsos)....

....aqui está

Não dou título a isto, porque simplesmente é tudo muito sombrio na vida....

pára por aqui,
não sei se constataste, mas
somos desníveis que
ao mostrarem querer-te,
pugnam por te estraçalhar os ossos,
deixando-os a correr no vómito
inconsequente
desta cidade que
só se ama,...

eu se fosse a ti desintegrava-me,...

sujo de imbecilidades,
não passas de uma bosta de cão pintada
de todos os azuis em
relação aos quais as
pessoas se desinteressam
quando têm de matar,...
tenho poucas esperanças fundadas
para ti quando tudo
se assemelha ao
que desta janela
se escreve,...

apresento-me como o relator
de todas as coisas pútridas que
alguma vez tomaste
como pancadinhas nas costas dos
que te amaram nesses mesmos
segundos tardios
que agora queres esquecer....

quarta-feira, outubro 14, 2009

Entardecer assimétrico dos coitadinhos

Não sei de nada, à medida que este sol se desfaz. Esqueço-me das partes soltas da música que, ao acompanhar-me, solta fases da episódica quantia de inspiração certa que trago debaixo do braço. Assobio. Pé-ante-pé. Medo de falhar. Coisas de nada quando, ao longe, o sol teima em querer estorricar o que resta do que se arrasta por entre os intervalos do espaço que o tempo dá. Não são peças. Ninguém pede assim que se sofram coisas difíceis de trazer por casa quando se escolhe a rua para expiar pecados, pecadilhos insonsos e sem mestria para sequer serem importantes.
Eu quero-me neste sítio. A sofrer. Carente de sons, de atrevimentos criativos. A implorar por trocos que me permitam alimentar, e depois morrer de fome de sentido.
Não sou coitado, mas quero ser menos que invisível. Reparem em mim, só antes de esta noite que nunca mais cai, cair mesmo.



terça-feira, outubro 13, 2009

Exemplo

quanto mais penso, menos vontade tenho de especificar o que pretendo que as coisas sejam. Ou não se quer que esteja aqui, a dizer de mim tudo e menos que o que desejo. Ou, ao invés, sobram defeitos de tudo o que, ao sol, luz menos que a lágrima do homem que antevejo em momentos finais de vida. Sim, sou o que se vê. Não, não quero ser mais que isto. E talvez, nada disto faça sentido. Só percepções imediatas de todos os momentos em que me sei incapaz de perceber tudo isto.
Enquanto isso, o dia terminantemente desliza para um fim que não sei descrever. Abrigo-me o melhor que posso da chuva de desfeitas que a noite traz.
Aqui me encontro a escrever de tudo isto o pior que sei, mas o melhor abstracto que consigo conceber.

quarta-feira, outubro 07, 2009

O que faz rir num contexto de fome e desespero...

eu sou daquelas pessoas
que guarda tudo o que o faz
rir num cantinho esquecido,...

vejamos por partes o que me diverte,...

soluços,
ver pessoas encavacadas
a enxotar para debaixo do tapete
os restos de aerofagias,
apenas porque as acham
bonitas e penteadinhas com
cheiros angelicais,...

inconsequências,
consequentes faltas de
processos de auto-defesa,
traduzidos no
'desculpe,
não fiz por mal',...

e ao finalizar isto,
que se avance com as
perspectivas de morte
ao voltar da esquina,...

vi um filme há muitos
anos em que o rapazinho
acabava o romance com a imagem
de uma mulher,
depois de tropeçar e cair
para dentro de um
precípicio,...

se bem me lembro o
jovem chamava-se
oportunidade,...

nome estranho para
quem é um fóssil
que repousa no museu
dos fechados e que
não sonham....


sábado, outubro 03, 2009

O que faço com os meus poemas.....

Eu guardava os meus poemas em pequenos frasquinhos cheios de anis. Esverdeado. Exalavam um acre odor a valentia. Descritos os heróis de sagas repartidas por falsas etapas de segundos, acondicionei-os para os proteger do desgaste do tempo. A minha métrica, ensinei- a a mim mesmo. Escritos como aqueles morreram como fados. Toquei-me como verso, antes que eles saíssem daquela sala onde apodreciam embalados pelo envelhecer do ar que abracei quando ainda era pessoa.

Love at dawn

gosto de ti mas
das formas mais
em cima dos pontos
dos que exclamam coisas
que pesam menos que o ar,
e depois dou-te dos
beijos que nem sonham
aos que lhes pesa menos as ideias,
sim,
sou a brisa com que o corpo te pesa tão pouco
no amor que te dou....

sexta-feira, outubro 02, 2009

Pontos finais, desordem....

Era uma cidade tão pequena, mas tão pequena, que o pensamento perdia-se ao tentar espreguiçar-se na praça central mostrando-se, com isso, incapaz de abarcar toda a universalidade que um grão de pó continha naquele espaço concêntrico. Moravam ali poucos, mas bons. Os maus tinham saído, descontentes com a forma inusitada como lhes reconheciam potencialidades, mas ao mesmo tempo lhes colocavam a franquia de incapazes.As sombras de querer escrever restavam a quem sangrava vontade de querer mudar tudo isto....

quinta-feira, outubro 01, 2009

Rendilhado de amor para passar uma tarde

os dias abraçam-me com os porquês
dos momentos em que me vejo sem os teus abraços,...

se sim,
quando os tenho,
é porque me sinto
feliz na directa proporção do
céu que encontro
nas pequenas frestas dos minutos que me tornam imortal no teu respirar...

se não,
se é a vida,
com o correr tépido do que temos de
fazer para por cá continuar que
me afasta de ti,
brinco triste com a tristeza sem som,...

os pedidos expressos do murmurar do amor, aligeiram os minutos que são séculos,...

e se vestem de segundos dos primeiros sons com que me imortalizei no momento em que o teu sorriso
soprou-me vida...

quarta-feira, setembro 30, 2009

País ateu

reafirmado como fino fio de
mundos que se entrelaçam,
desconsolo-me da própria
necessidade de me tornar o deus dos
gritos inodoros,...

o sol dos dias que custam a passar
para os que
nem conseguem esperar pelo anoitecer
da morte sozinha,...

sim fui aparição,
eucaristia das minhas
coisas falhadas que
ainda vejo ao longe,
no entardecer com
que choro à espera
da espera que já me
tolhe pelos que desapareceram,...

povos dos lamentos
sofridos como este,
desconjuntem-se em
busca de remédios para
a falta de argumentos,
desisti de me
expôr em ventos tão
inconsequentes como
os que discorri.....

sexta-feira, setembro 25, 2009

E quando não se encontra mais nada para dizer? Isso é falta de talento....

procurei,...
aninhado no fogo
de ombros que
as minhas razões
despoletam em ti,...

sombras precisas
das recusas que o dia-a-dia nos traz,..

às luzes indefinidas
do que a minha caneta
te faz sonhar,...

somos dois para
avaliar assim a precisão
desta cirúrgica
diabrura de conseguir
reverter o tempo
para níveis de calma
histérica,...

sempre que me
persegues eu acabo assim,...

sabes os ruídos?...

aquelas coisas
sem pernas mas
com braços de abraços
que te perseguem
quando te rodeias de gritos,...

dormi com eles
nestas linhas sem sentido
que acabo de escrever,...

para mal do
que quero de mim mesmo....

domingo, setembro 20, 2009

Inatingível Five Hundred

O que pode dar algo mas não dá....



Não me recordo da cor. O homem chegou, sentou-se numa cadeira desengonçada que estava esquecida ao fundo do salão do café, e começou a recitar. O caderno confundiu-me. Não me lembro da cor. Percebi que ele tinha escrito tudo à mão, porque lia com dificuldade os contornos das letras. Citava a família, e os amigos, e a consequente forma de ser inaudito, num clima de silêncios falsos.

terça-feira, setembro 15, 2009

Corte

há um poema
no meio destas
silvas que me
rasgam a carne,...

sonhei com
as dores atávicas
deste momento,
do que soltava
sem nunca ter
esperança que
a vida o pedisse de volta,...

mas nunca o quis
tão sem música,...

sinalizado apenas
com um beijo
de morte....

quinta-feira, setembro 10, 2009

O que não sabe falar e recordar

faço-te o pequeno
diabólico momento
de ser padroeiro
das semânticas que
ninguém quer conhecer,
sou o que nunca soube falar,
o das possíveis gravidezes dos
argumentos furados,
como tal expresso-me,
mas digo-o por
impressões digitais,...

nos pios dos pássaros
nas tardes de outono
estou lá,
naquela gota irritante de
chuva com que te vi
indecisa,
fui eu,
sou,
para arrepio de
dúvidas inebriantes,
até o entardecer imortal
do verão das últimas
fés da vida,...

para os que não
sabem falar,
sou o tagarela
das horas mortas,
sem que a morte
saiba mesmo onde
me encontrar,...

por agora....

quarta-feira, setembro 09, 2009

Amor com a certeza de que não se volta amanhã



Quis provar ao cair dos segundos, que conseguia ser melhor do que os dias anteriores a haviam tratado. Arrastava-se naquele limbo de querer mais. 
Viu-o como se acabasse ali a existência. Estava desacreditada de que poderia acontecer de novo o clique.
Disse-lhe olá. 
Ouviu um agrado. 
O sorriso respondeu por ela. Dois silêncios lutaram.
Ganhou o passo acelerado.
Não comunicar, teria de ser aproveitado.
Queria-se compromisso, naquela sala de espelhos.
A um canto repousava o sexo.
Tinha de bom, o que de mau sabia a pouco.
Lá longe o querer bem.
Adiantar-se ao próximo querer muito, com o fervor que a boca pinta nos momentos em que mais se quer. Os sumos da diferença fizeram-se com o embalo do que se pensou que os deuses poderiam opinar de tanto desrespeito.
Um,
dois atrasos,
três insultos,....
O feminino de desejar, com o masculino do ter.
A parede aguentou.
O chão abraçou.
O sonho materializou o que, descrito, conseguia ser pouco mais que uma figura disforme de carne.
Amanhecia.
Quis-se continuar, com o sangue a brotar do canto de uma boca ofendida. Sem que a música que encantava o que começava a despontar nos olhos cansados do êxtase, pudesse ser obstáculo para parar.
Antes para continuar,....
sem que se desfizessem pensamentos.
Só eles restariam, quando o arfar acabasse. A ânsia de querer mais tinha que se esbater, ao bater da porta deste mundo que ninguém sabia existir.
Quem sabe eram um.
Talvez por não serem dois, choravam a possível inquietude de ter que viver para tornar a ser só o suspiro, e o segundo a morrer antes do outro vir.
Veio o ter que ir.
E o dever a chamar.
Com compromisso de nada.
Adeus,....

terça-feira, setembro 08, 2009

O irrepreensível medo de falhar

amar-se de face,
com solta propensão
de abate anárquico,
fazer de mais ver,
o possível com
todos a ver,
tornar ponto cardeal
o coração das fáceis
onomatopeias da
moral,
com rimas a saltar,
e tornar-se fácil
de mais,
acusar as
noites de suor,
de fazê-las sem
que o susto
de falhar,
seja monstro,
com capaz
sustento de
receios....

Homenagem a Lesagi Zandinga, o bruxo das coisas poucas

só hoje é que nos abrimos
a concretas soluções
para as estrelas,
fizémos portas,
traçados enviezados para
que ficasse mais
fácil respirar sem dores
multiraciais,....

sugiro pena,
com comiseração é mais fácil
apercebermo-nos das simples
formas que existem
de matar um ser humano,
tira-se-lhe o perto
sentido de ser
irreflectido,
e com isso o mundo
acaba,
restamo-nos a nós
próprios na poeira de
ser inconsequente
e sem destino,
com emulsões próprias
das almas que passaram em
desfalecimento pelo universo,...

com isto quis,
dizer nada serei,
e com nada me
banharei todos os dias,
mas impedir-me de
ser contabilista dos
restos da decadência
dos 'eus' de sucesso,
é crime?....

sábado, setembro 05, 2009

Nunca dita forma de soltar inseguranças


são dores as desta madrugada que com o peso dos dias, me fazem soçobrar perante o peso dos responsáveis pela morte dos projectos indefinidos, os que no fundo me levaram a desejar assoberbamentos indiscriminados de ideias para borrar este papel.
foi a ser perseguido que me fiz debitador de ideias gastas, e é com recônditas formas de inovação que me afirmo como gastador de expressões inócuas, maltrapilhas.
desejos inconsequentes de fazer das coisas, as partes próximas do ser que nunca encontrei, e das sombras que essas coisas deixam, pequenas fábulas em que me possa refugiar quando lá fora o mundo começar a desabar devagarinho.
odeio inseguranças.
peço-lhes tréguas, por ter ideias erradas do que conseguirei fazer quando elas chegarem, explicando que nem tudo o que as pessoas desejam, conseguem vir a alcançar num futuro idealizado em cima das esperanças falhadas.
faço por ter o meu pequeno canto, onde este tipo de coisas possam ser borradas, e depois debitadas sem motivo nenhum que não seja o de me apetecer partir pedra nas detestáveis escadas de granito do não ter nada para dizer.
faço-me de mil formas possíveis um sucesso de vários capítulos, dos tais que interessa seguir para não deixar escapar entre os dedos de mil mãos de desatentos.
quero perceber o que ando aqui a fazer, e para que sirvo afinal quando a noite me fizer companhia quando adormeço sobre si mesmo.
acompanham-me os erros feitos,
desdizem-me possíveis choros que eles possam provocar,
e só faço paz com as pontas soltas da forma como me faço entender....


Este texto tem ligação para vídeo do Youtube. Carregue no título para a activar

quarta-feira, setembro 02, 2009

Princípio de qualquer coisa....

O fumo saía da chaminé, lambendo o oxigénio ao ar taciturno daquele final de tarde. Desenhavam-se coisas a elas mesmas, quase que numa circunferência mutante, em abraços consequentes às paredes amareladas da casa. No centro, uma mesa espessa, de mogno tímido e já desgastado. Daqueles objectos defuntos, sem préstimo, mas que se imiscuem nas histórias sempre por este ou aquele motivo. O napron ratado, de renda de bilros, dava-lhe um ar corporativo. Soava a sociedades atrasadas e retrógradas, apenas na forma como o vento roçava-se nos pés nus e indefesos do objecto. Havia uma música. Tristezas decompostas, que se soltavam indistintamente em nuvens invisíveis, mas sólidas. Sentia-se mais qualquer coisa indefinida, e sem cheiro....

terça-feira, setembro 01, 2009

Fazedor de sonhos

Delineei um plano efectivo. Queria constituir dois sonhos. Um de mármore, com pessoazinhas de pérola incrustadas, e outro de pó. Para o efeito escrevi. Não me restavam ideias. Somente o desejo de tornar o mundo qualquer coisa inflada de desejos com pequenos robes de banho. As coisas deixaram de fazer sentido. Readornei o meu sono com mais possibilidades infindas....

quinta-feira, agosto 27, 2009

Nota sobre falta de higiene pessoal

hão-de chegar pequenos homens-mulheres das frestas das janelas em que
no passado,
deixei que escorresse o sebo do esquecimento,
pintados de fresco,
são hoje as moscas que
mato quando me sinto medianamente feliz....

segunda-feira, agosto 24, 2009

Editar consumos externos de comiseração

exponho-me de mais,
repito soletrações
inúteis para a razão
de estar cá,
sou prensa,
desnorteada de
pensar por desporto,...

mentira persistente,...

resiste nas tardes
com que acordo
a noite,...

menor face,...

sempre a escrever
no que ninguém repara,
levo daqui o que sem
pesar,....

nem derramar consegue
o sorrir dos outros,....

sábado, agosto 22, 2009

Sem título (20)

apanhei-te no fumo preto
da paragem dos desejos,
eras colónia de seres
de cheiro,
adoráveis assexuados
de querer vidas longas
de querer bem,
aninhei-me aos pés
de entardecer que
com o sorriso
de nascer te apresentaste,
apresentei-me,
'olá, sou o teu destino',
fizémos desenhos
rabiscados com crianças,
pequenos desejos de
suspiros de final de noite,
com mãos entrelançadas a esperar
pelo beijo doce do amanhã
que sabíamos
estar à porta da toca
de carinho com que
nos envolvemos,
amor de poema o que
escrito assim,
serve para sereia,
nome de amor
com que os olhos
moribundos do descrente,
amarram a vida-
carrossel que
dá gosto experimentar....

quarta-feira, agosto 19, 2009

À espera de um bom título para o amor



Esperou pelo momento determinante naquela sonda de equívocos. O mesmo chegava quando o pêndulo do relógio da praça parava de bater e, sempre de seguida, abasteciam-se os ouvidos das pessoas de latidos dos cães vadios. Não se sentia uma pessoa normal. Só queria namoriscar conforme tinha aprendido com a pessoa que admirava por correspondência. Com um banquinho de madeira de pinho na mão.
Não precisava de mais.
O esqueleto deformado por causa das febres pesava-lhe só quando o álcool oleava as dobradiças, o que não era o caso naquela tarde. Escolheu a árvore que vira plantar por um génio inconformado da poesia abstracta. A mesma que, pela sua origem intelectual, repousava morta aos abanos do vento assuão das tardes daquele recanto de cidade-estado. Assentou a alma, depois o corpo, depois o espírito, depois a capacidade criativa, e só no fim o 'ai' com que brindava todos os momentos com que sonhava previamente.
Erecto, com a espinha hirta, ou pelo menos em vias disso, assentou o calcanhar direito na rótula esquerda. Ao longe, o luar. Sempre com vento. Esperou, adiantou-se por entre o que ansiava ser o final de tarde perfeito de espera pela pessoa certa, até que ela chegou.
Mas não parou.
Nem olhou.
Só chorou.
Ele escreveu.
Iria dizer adeus, a tudo o pouco que tinha comprado. Mas fá-lo-ia com um bilhete de despedida.
Tinha aprendido noções de sânscrito com o monhé do rés-do-chão entretanto regressado à pátria-natal, e por isso homenagearia as ansiedades que normalmente pintam a morte de escarlate.
A cor dos balanços cínicos.

terça-feira, agosto 18, 2009

Sem título (21)



final
izado,
fico tropa
de mim fito,
pena sois
rapaz de mel,
que com arma
posta e sorriso,
preto,
de pretos,
sombra
clemente,
dito assim,
pensaste mal,
com todos os
predicados postos,
à larga de suar,
trabalho,
e conjugar verbos
termina no choro....

segunda-feira, agosto 17, 2009

Moisés mar morto pena finda acabou



eu costumava encontrar-me
de sons perdidos,
ao esvair de projectos
nunca concebidos,
fui perto de mais de
mil pessoas,
todas gritaram liberdade,
desci por sonho
de sangue abaixo,
acabei acho que morto,
sem certezas findas,
e em rotunda de fácil
digestão ácida,
desabotoado tudo de
insonora certeza,
nem por sombras me acho perigoso....

quinta-feira, agosto 13, 2009

Homem preocupado com o tempo

acompanho-me no debate que se desprende do tempo encaracolado.Sou de pedacinhos deste afã que ginga com os segundos petulantes que saltam do relógio com que pontuo os desvarios irritantes do tempo que despenteia. Nem quero partes findas de tudo isto que caminha não sei para onde. E muito menos sou de psicoses nulas. Coisas de quem analisa o tempo, consoante os urros que ele vai dando quando se comem desilusões. Sou de tudo. Não debato nada. Gosto dos caracóis do tempo que me titila para o estímulo.

Artista de rua


perco pouco,
ganho o suficiente,
desfaço rotas
sombras de nada,
peço o que quero,
quando não querer é o frio
como companheira,
e na rua o mal,
somos todos este mal,
sem que pensar,
deixe de fazer,
bem a este bem,
que é conceber
sem remédio,
e paixão.....

Psicologizar de dia

escrevo-te isto pela simples simplicidade
daquela tarde que se apagou,
com dois corações nas mãos,
preta a mancha de saudade numa,
incandescente orgulho noutra,
e com solenidade o sol
desfiava a manta da noite....

terça-feira, agosto 11, 2009

Regresso VIII

confiar,
luz do amor
feito cadáver,
parecer,
norte perdido
em lume brando
de acreditar,
desejar,
fazer bem
sem querer
enlouquecer,
e dar,
dar-se parte
com medo de desejar
que o todo
se perca
no vórtice de
os outros quererem,
o mesmo,
que faz,
com que as noites,
tenham um pouco de dia,

e no fim,
o silêncio.....

Regresso VII

sei escrito o que
dito,
desdiz somas assim
estranhas de tardes
incompletas,
ao suor de nada
fazer,
pouco pensar,
discorridos falhanços
em passar de momentos
incompletos,
nas manhãs de
madrugadas
que nem nasceram,
para terminar,
findas,
de soar,
a estranho,
redondel de partes
incompletas do
todo que descrito,
reflectido,
escrito,
filosofado no inverso,
parte só e sem voltar,
desfaz sabores,
parte convicções,
e deixa no restolho um
dormir sem membros,
cheio de sonhos pictorizados,
em neutro....

segunda-feira, agosto 10, 2009

Regresso VI


tenho saudades de nada saudar,
esperar por fazer de conta,
de regresso com presos
de abraçar,
parecer sonhar,
quando o que somos
se escreve com
dedos do morto luar,
findo este incompleto
dedilhar,
parecem sons
o que resta de querer
rimar,
com o arrastar de nada
ter para dar...

domingo, julho 19, 2009

Profissão, deixar correr o tempo

Forçava o esforço de reconhecer no amor, o calorzinho que se precisa naquele final de tarde de outono. Era como quando passava à porta do abandono dos seus sonhos, aquele que tinha o coração tatuado a sangue na porta, e dizia querer focar-se no que resta da sua vida, sem esquecer o que de mau deixou para trás. Chama-se Pedra. Idade, o que sobrar do que se pintar. Data de morte, nunca. Pelo menos enquanto o certo permanecer dois tostões de cálice de abrunho, dado a um moribundo feliz e relaxado. Restava-se nos restos do amor, precisando de pouca vontade para determinar a doença que lhe bebericava a vida. Solidão avermelhada, e cancro de querer um respirar a bater em conjunto com o seu.

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