30.6.08

Discurso de um louco V


Foi um grito ameaçado. Nasceu de um defeito no descontínuo espaço-tempo, e projectou-se em pequenas circunferências, dizendo à cidade que queria insignificantes prémios. Lotes indefinidos de pessoas a aplaudir morenas odes de amor. Cafés cheios.
Não cafés vazios.
Grupos de pessoas com sorrisos na boca, e que se refugiam na singeleza que urge. Que se impõe. Foi um grito que se desfez. Contudo, mantém-se na cidade que dorme. Os nossos pássaros, são os mesmos que o acariciam nos terraços inflados.
São criaturas construídas por ímpetos desconstrutivos.
Soar a ode.
A mesma que limpas, observador. Que acalentas no mesmo perímetro que a tua vida remexida. Nela deturpas todo o tipo de deliberações próprias. Optas pela beleza, quando a soma de todas as partículas que a compõem é zero. Espera, reaquece a tua busca pela beleza e,...
....ficou o ponto inquiridor. O grito sou eu. Mundo a menos, espaço a mais...As resoluções não brotarão de indecisões forçadas.....


#IV, #III, #II, #I

27.6.08

Estórias



eu nunca fui de morrer por desenleio, cativem-se,
sempre quis os meus desvanecimentos com centrifugação,

mesmo peça de roupa lavada a seco,
e depois catada,
desinfectada a quente,
e ofertada aos novelos de sarro de um cão vadio,

cativem-se com estórias,
estas estórias,
balelas de meio dia,
e certezas de corpo histérico,
mas pleonásmico,
disfuncional
no sentido
cativante do termo,

e agora,
fui embora,
para mais
uma morte,
que não conta,
apenas ressona,
e revolta,
quem destoa,
do meu festim de
anátemas humanos,...

Menina perfeita à chuva VIII

A terra parecia querer minar-lhe os desejos de superação. Sentia vozes cândidas a grassarem pelo ar fresco. Sussurros, que tão depressa se desfaziam no vento em crescendo, como o sufocavam, deixando o ar com a secura de um Verão em agonia.
O céu queria mimá-la. Oferecer-lhe um infinito de coisas boas, para que as coisas más se evaporassem com todo o mal.
Mau de ser, péssimo de parecer.
E o esforço para acalmar.
Menina Sol queria arrastar a alavanca que se partiu ao mudar o mundo. Queria levá-la consigo e, com ela, pensar em novas concepções de fixar as maleitas dos horizontes imutáveis. Eram realidades novas para ela, mas presentes com uma força que se auto-transformava. Eram linhas adoráveis. Mudas, mas educadas. Translúcidas, mas viçosas de tão adoráveis. Envolviam-na pelo coração. A princípio quase que se sentia assassinada. O peito alvo e cândido que teimava em esconder, ribombava com pancadas secas. As pernas eram presas, e depois reviradas com uma força centrífuga que a deixava às portas de um mundo alternativo.


#I, #II, #III, #IV, #V, #VI, #VII

Nessun dorma



preto friso de inveja,
e sonega,
na fresta,
do homem bom,...

mancha,
homem-lancha,
em rio de noz,
gelado,
sem pescado,...

notei bola de fel,
ignorada sumiu-se,
porque ter calado,
é melhor que dispôr,
prosélito,...

Frases performativas


Podia estar a escrever uma frase performativa. Daquelas ideias razoáveis, que pelo menos deixam as pessoas em estado de letargia açucarada. Tudo numa perspectiva cumulativa, quando se espera pelo almoço na fila do refeitório.
Mas não o farei, porque ainda meço as minhas prioridades, na mesma medida em que esconjuro o que menos quero acumular. Clinicamente, situo-me entre o que terá uma morte suave, e o que luta por, pelo menos, merecer uma página inteira de necrologia no jornal da terra. Qualquer coisa que fique a meio, será um contrato de compra-e-venda, com o carimbo roxo de falhanço no rodapé. Sentença de mediania pura.
Frases performativas são queixume, lamentos que tolhem quando tolhem, e quando não batem, simplesmente morrem. Donas de casa hermafroditas, a dançar a um ritmo que só elas ouvem. Letras cinzentas, sentidos que pisam fraques que se arrastam em salões de baile arejados.
Prefiro aspirações. Coisas que são o que são, e picam quando queremos que elas sejam o que nunca puderam ser. Letras fixas. Frases imóveis. Interpretações abertas. Frases performativas. Não.....

26.6.08

Mónico Leu o Whisky


Melena cor de chumbo,
pôpa, mulher, pôpa,...
e um pinguinho de condicionante,....

Saia com baínha,
que íman com ladaínha!!!
Nódoa, mulher, nódoa,

Transparente, em azul,...
Nódoa que joga na névoa,
com rimas de mau prestador,...
Serve-o, mulher, serve-o,...

Conselhos:
Pedra-pomes,
Pensos,
Gravilha,....

Joelho sofre,
carteira ganha,
honra?....

Como tremoços ao pequeno-almoço...
Nunca palmadinhas nas costas.....

25.6.08

Apocalipse dos trabalhadores



o apocalipse dos trabalhadores,
é hoje com menos requintes,
e amanhã a esperar trâmites correctos,....

desnudadas árvores de pão,
que não são,
esculturais selhas a transbordar de tinto,
que nunca foram,....

é nosso este apocalipse,
quando como um sonho faz comichão,
e acordamos a esperar que ele exista,
mas só amanhã,....

o apocalipse dos trabalhadores és tu,
mas não sou eu,
porque nunca se fez mal,
com quem joga às cartas com o bem,....

desnudada revelação de fim,
foi este o apocalipse dos trabalhadores,
sintonizem calma com
dois,....

corações.....

Comoção


e eu que me comovo,
só por ver homens bons
de insulto a reconhecerem
impropérios como ajustes,...

como um escuro mais profundo
de se comer na noite em que
a vida desfaz o que se desfez
e desconjunta o que perfaz somas
desnecessárias,...

e eu que me comovo de mais
quando um zangão pousa
no ombro do velho que vive
de repreensões,...

o tal senhor do café que
quando aparenta desmotivação
prende-te com resguardos
de ódio,...

a tal criatura desprezível,
a que nunca primou por
simpáticos redondéis de
criatividade,
e de repente,
bolsa amor....

e eu eu que me comovo
simplesmente por respirar,
desnatada conferência de
tropismos contrários ao
sentir de solavancos feito,...

e eu que me comovo,
por o que resta do lúpen,
pelo que fica
da chuva práxica....

24.6.08

Quarto em crescendo



se contas de novena existissem, quocientes de tosquice restariam. No país dos matemáticos, ninguém ousa desmentir a racionalidade. O sol nasce sempre do mesmo lado do céu que, recortado, desvenda um anoitecer trigonométrico. O quadrado da hipotenusa da alma das pessoas, é sempre inferior ao resto zero dos sonhos que ficam por cumprir. No país dos matemáticos não há dinheiro, porque divisa é o beijo que o prior dá ao seu acólito. Muito menos existem empréstimos. Tudo o que se quer de prático, só se sonha. As coisas acabam por acontecer, mais ou menos quando o sol se põe.
No país dos matemáticos, há um eminente déspota que dorme em subterrâneos instáveis. Gosta de saborear felizes ideias tanatológicas. Coisas indiscritíveis, e que nem uma equação consegue apreender. No país dos matemáticos, as pessoas nem se atrevem a dizer olá. Apenas meneiam a cabeça, e sorriem. São sinais indiscutíveis de simpatia
.

Discurso de um louco IV



de espelhos frígidos, que transmitem menos de dois impulsos tântricos por minuto. Sobre tudo fala a substância do homem consternado.
Choverá em menos parcelas de tempo, o vento queima almas que morreram do avesso e da frente.
E o homem consternado arrepia caminho em solo pegajoso. Desnudado, dos intentos para dentro, está travestido de misógino. De criatura que desnorteia a criatura que cria, e sossega a criatura que destrói. De prurido, ferida vazada com um tiro de desnorte puro.
Só redigindo a loucura, o homem consternado apreende a enfabulação. Ponto um, porto inseguro. Ponto dois, já se quedaram desfeitos princípios inalienáveis de postura....

22.6.08

Reformados



não somos tão poucos assim
que nem nos reste discernimento,
sôfrega batelada de nada é o que é,
depreendo que nos reste o
arrastamento pelos bicos
das mesas de esplanada,
a mirar tetas,
a mirar cus,
seremos poucos
quando fecharem as
ruas do sofrimento neoplásico,
meninos de ranho fácil
ganharão nesse dia,
as esquinas melancólicas
serão balizas dos vossos berlindes,
lençóis brancos amarelecidos,
sim, irá de assoar nesses trapos
pois as velhas desleixadas merecem,
até lá,
seremos cada vez menos,
os senhores de clemência
misturada com fortuna,
as almas centrípetas que se
portam pior que gatos em lutas jónicas...
com os próprios rabos,
em suma,
os controlos remotos de fugida,
(epitáfio de punheteiros, na minha linguagem)
para o fim ficam os sonhos,
nunca feliz soma de nadas,
é como os chamo,
odeio-os.....

Risível

E pedir o risível, nos limites. como outrora se gostou, e na medida do que pedimos para menos entender. Só medida do lamento de ouro. Da chuva que incendeia o que soubemos serem almas, mas hoje são féretros. E aceitar o risível, quando sorris para notar ao mundo que somos desfaçatez. Que rolei no esguicho do amanhã, simplesmente por
...nunca me achei em confusão como este desvendar acirrado. Talvez por bem, talvez por mal. Nunca por faltar movimento ao querer.

21.6.08

Ata turk


flor de bloco
cimento que aspira
a secura da alma-terra,
a lágrima do defecado
interno que chia,

que urgia

de outros tempos,
a florir promessas vãs,
enquanto o vento assassina,
alívios em que desatina
a fome
com a nua condição,
de amar perto
do esmaiado coração

Pelo menos sou são VII

sou o homem desfasado,
burilado
por vezes irritado,
nunca prepotente,
com as voltas que dá a gente,
em noites foscas,
planas,
desfasadas de curvas,
aborrecidas porque furadas....

meter conversa com o que
se despreza,
faz do burilado,
um homem menos ataviado,
provavelmente desesperado....

#VI, #V, #IV, #III, #II, #I

Aristóteles de Sousa Escrivão


Num futuro assustadoramente próximo, a fúria de um homem servirá para abrir todos os telejornais do mundo. Cansado de assumir os despistes da condição humana, Aristóteles (chamemos-lhe assim) vai pegar em armas e virar-se contra o poder dos mitos. Sem precisar de andar muito irá, um dia, sair de casa e encarar, olhos nos olhos, a diva da ópera. Luísa Todi, imortalizada num busto de virginal mámore branco no centro de Setúbal, será sequestrada. Tudo se vai passar tão rápido, que quando as pessoas se aperceberem já será tarde de mais. Num dia de Verão, mais um a prenunciar a careca de ozono de que o planeta já padece, Aristóteles colocará em prática anos a fio de saber livresco. À hora a que estas linhas estão a ser produzidas, o criminoso do futuro estuda afincadamente a metodologia dos protagonistas dos mais famosos quinze minutos de fama do mundo. Manuel Subtil, Al Pacino em 'A dog´s day', Vladimir, o ucraniano que sequestrou o dono da pastelaria 'Sequeira' na Avenida da República, em Lisboa. Será rápido na abordagem, terá de conseguir prever todos os possíveis erros e, acima de tudo, ter óptimos pulmões para que todo o mundo o consiga ouvir. Num futuro assustadoramente próximo, Aristóteles vai rodear o busto de Luísa Todi com suficiente C4 para rebentar com a Casa Branca. Com o detonador numa mão, e uma AK 47 na outra, vai esperar que todas as unidades especiais da Polícia cheguem. Depois, logo a seguir, virão dezenas e dezenas de jornalistas. Para finalizar o cortejo da decrépita condição humana, marcarão presença milhares de aves necrófagas. Altos, baixos, velhos, novos, brancos, pretos, amarelos. A capa é humana, mas o interior será com certeza animalesco. Aí, e só aí, quando estiverem reunidas todas as condições necessárias para que o mundo saiba quem é Aristóteles, é que quem estiver a ler este texto perceberá, por esta altura, que esteve a ser enganado. Eu, o autor, identifico-me como Aristóteles Sousa Escrivão, bêbado profissional neste mundo há 53 anos. Acabei de apedrejar o busto de Luísa Todi e, neste momento, estou preso num calabouço policial a tentar imaginar que sou uma pessoa importante. Ai de quem se atreva a quebrar uma ilusão que, além de não pagar impostos, prova a teoria evolucionista de Charles Darwin. Deus nunca teve nada a ver com os macacos fodilhões. A má sorte de mais tristonho dos Austrolopitecus, é que está na origem da minha estadia nesta cela.

Memórias....


Não me importo de esperar uns segundos depois de a lâmina entrar. Dá-me gozo, confesso. É dificil de explicar. Mas acho que se recorrer à minha recém-adquirida capacidade de poeta das emoções, consigo descrever a sensação como um 'flash'. Desde o primeiro milésimo de segundo, até que a última gota de sangue toca no chão, uma pessoa deixa de responder por ela. Não é que não se saiba o que se está a fazer. Sabe-se perfeitamente. Mas quem já me ouviu falar sobre isto, sabe perfeitamente o que eu quero dizer. Não pensem que eu tenho problemas em falar sobre aquilo que faço na vida. Se me tivessem que prender, já me tinham apanhado. Por isso, agora ando descontraído. Restam-me as memórias. Eu lembro-me da primeira vez que 'apaguei' um gajo. Foi para pagar uma dívida de jogo. Disseram-me que teria de ser rápido, mas de preferência com bastante dor. Eu não fazia ideia do que estava a fazer. Dás um punhal de fuzileiro a um miudo de 16 anos, e pedes-lhe para ele cortar o pescoço a um homem feito. As possibilidades de sair asneira são grandes. Mas eu safei-me. Lembro-me foi de ter deixado um rio de sangue atrás de mim. O tipo era gordo, e eu rasguei-lhe as duas carótidas para aí com uns quatro golpes. Ganhei uma pipa de massa. Hoje já não ganho pipas de massa. Digamos antes que ando a fazer o meu plano poupança reformado. A última contribuição depositei-a ontem no banco. Espetei uma lâmina minuscula, mas mortal, nos rins de uma senhora. O marido não suportava o peso que tinha na testa.

Discurso de um louco III


Não vemos nada e o carro diz que os pulmões vão doer. Semblante esfíngico, lentes bifocais que distorcem ideias, e não horizontes. Toc, intelectual de direita, estás no deserto. Cairo malfadado, passando por um Cabul horrível, disforme. Intelectual de direita, vais morrer. Eric Blair legitimou-te a visão de um mundo igualitariamente disfuncional. Apenas sobrou isso, vilão de ti mesmo. Descrevo-te assustado, amedrontado em doses quase Kafkianas. Toc, novo pedregulho. Não ouves nada, e o carro diz que não devias estar aí. Sorri pelo canto da boca, enquanto o vento amadurece o que poderás esperar de segundos caninos. Toc, o deserto violou-te. Foste assoberbado de uma forma pedófila, intelectual de direita. Não vemos nada, e o carro reconforta-te como é possível. Traço de mulher no pára-brisas, enlameado. Será a livre concorrência? Escorrem livre arbítrios em pingas de chuva dissolvente. Multipartidarismo irracional que tu agora só desejas ser portas de céu. Volúpia, intelectual de direita. Medianas conversas de pânico com o guia que compraste com 10 dólares, e um traque. Férias jónicas num gelo porventura excessivo para ti. Intelectual de direita, o carro diz que não gosta do teu rácio de amor. Salta, ressalta, afunila. Toc, novo pedregulho.
Bam...
Sintonia de extremos, e o silêncio.
Chove....


#II, #I

19.6.08

Pelo menos sou são VI

Em fado,
por desprezar o enfado,
e fadar a fada maior,
que desfaz o enleio,
de menos que o fado,
promete sem resguardo....

#V, #IV, #III, #II, #I

Palhaço



palhaço desfrisado,
são coisas inergúmenas,
reminiscências pálidas
sem cor,
desfeitas no sal de uma vida
desinteressadamente interessante,
um cristo que ri de nós
desgovernadamente descontrolado,
nos corações quentes,
despertam invernos que se aninham em corações indulgentes,
do que me resta à vista,
um nojo que não acaba,
apagado e aceso,
onde o que reflecte, promete,
e cheira a retrete,
onde se reflecte o que se promete...

o sorriso corta,
recorta sangue que aquece,
a alma e a esfinge,
mãos em mira de céu,
que regozija com a visão,
da carne amorfa,
do sentir de caleidoscópio,
do querer que borbulha,
inergúmeno depois de analisado?

sim, porque o não,
não desgraça a graça....

17.6.08

Discurso de um louco II


Ninguém
nesta sala
está interessado em
profissões descarnadas...

Sonhos militantes,
e realidades alternativas
a destilar ao sol
serão o que nós queremos,
mas aos pedacinhos...

Aguardar por mil
e dois cenários de autofagia,
abrigados no chapéu de
chuva da mãe 'queriamasnãoconsigo',

desfiar porções de bacalhaus
homens de bigodes finos,
e sem espinha,....

voltar e sair,
sem desmontar a casinha
de bonecas em que se vive,....

Ninguém
nesta sala,
pede por profissões
descarnadas,....

O que se pede,
são vidas,
desbloqueadas de senso.....


#I

Roma



Com o entardecer Júlio César renasce só
Para casa, sem que casa seja penar de facto,
É antes a túnica de um reduzido espectro,
Ave a desfazer e a impelir água em céu de leite,
Nunca como o agora estes bichos serão pedra,
Como eu quis e procurei na senda dos
limites onde caminhei cristão,
De onde saí palidamente invisível,
E estoicamente notado pelo invísivel
de argumentos nus que vendi,
e ainda vendo,
Com o anoitecer Júlio César lamenta-se,
Pigarreio o que quero porque Roma,
sou eu a contar iluminismos que se desfazem....

Pelo menos sou são V

frisa a escolástica do homem
que ri calado, de ti para ti
não a mostres, sem que com isso
digam que conheces o irreconhecível...

#IV, #III, #II, #I

16.6.08

enportugalado


sempre que por um sorriso, caía uma bala. nunca era de mais, o que se queria puxar para o bem. no país das pessoas que queriam ser felizes, o lema era aparentar. fritar ao sol lotes de bem querer, para torná-los mesmo o que se quer. ninguém forjava planos de despedida de realidades alternativas, porque a vida tinha dois cenários. um de dramas orientais, com um xógun anafado, que grunhia ordens incompreendidas e nunca aceites. o outro, um palco de peças infantis. à noite, quando a lua ameaçava derreter o que o sol tinha abençoado, as pessoas que queriam ser felizes já tinham acautelado desgraças. desconjuntavam o que eram, e deitavam-se debaixo das estrelas à espera que o dia viesse. nunca foram censurados, e menos que o que já tinham conseguido nunca almejavam. no país das pessoas que queriam ser felizes, era rainha uma menina de tranças ruivas. tinha caracóis, que eram mesmo caracóis, e um coração de manteiga. por isso, era amada, porque não partilhava o dia de desvario dos seus súbditos. antes acompanhava, supria desgostos, e acariciava medos de morte. no país das pessoas que queriam ser felizes, nunca faltaram espelhos. todos acompanhavam com franzir de sobrancelhas a ansiedade. a vontade de tornar o amanhã, menos indispensável que o hoje....

13.6.08

Discurso de um louco I



talvez dois, quatro, trinta e três.... muito me contas, se o que garantes se adaptasse à minha fé em seres azuis. chamo-os de noite, melómano, e é o dedo espetado de comiseração.....
talvez cinco. não dois com certeza. menos um, vezes sete. fica nada. loucura impedida, trigonométrica....
se és matemática, eu deveria acontecer como nos filmes.desfazer-me em gomos de fruta vermelha, vermelha sangue. boca de virgem, inutilidade de garanhão que quer cobrir, e não consegue...
quatro, dezanove e meio, zero.........
crioulos de papel. são situações que derivam de um querer incontestado à nação maior que a vida. e não faço sentido, eu sei. mas que os fios eléctricos que pendem do teu cabelo são incongruentes, são.....

Bela coisa de nada


por vezes o que somos,
pessoas suezes,
de remendos e portentos,
para que no fim de todas as vezes,
nos deixemos sem talentos,...

nunca se espere pelo jamais,
porque de pessoas temos o sempre,
fazendo de conta que o nada,
está no meio do entre,....

do sentido nunca se aguarde,
o abstracto que nos ofende,
se a vida quiser melhores
fadigas até que rebente.....

11.6.08

Pelo menos sou são IV

Nada mais fácil que o fácil em flor,
nos dedos de uma criança,
e o amor dorido no leito de convalescença,...

Não é bom ser criança sem flor,
porque doente será o amor
que não gosta de crianças,....

Terras que choram confluências,
de esperanças com medos nulos,
são inimigas do amor sincero
e enganam-me,
espantam-me,
avizinham lutas sem quartel,...

Estou farto de ser enganado
porque o amor respira saúde,
não lhe enojam petizes de ranho seco,
até tolera choros sem sentido na madrugada
de alienações,....

Podia ser mais simples,
tudo menos forjado,
se o difícil quisesse ser flor,
que aos olhos de uma criança,
nem pestanejasse a pedir amor....

#III, #II, #I

Oniricozinho



Sentir o dia a esvair-se, com os dedos dos pés massajados. Os lábios, pelos lábios, o humedecer de uma bebida ordinária. Do que acidifica o estreito, com borbulhas. Com restos de nenhuma honra. Cássia será a partida para novas definições de estilo. Gosta do que as coisas deixam de erótico. Quer seja a vida real a ensinar, quer sejam os sonhos a preto e branco a transformar tudo numa sopa de letras partidas, aquecidas num pequeno fogareiro a petróleo. Aprendeu a repousar em cima da almofada da esperança, e que esta a ajude a esperar. Faz sentido, porque as coisas têm mesmo o seu tempo de acontecer. A sociedade evolui, porque as pessoas gostam de se confrontar. E há-que saber esperar, pois tudo vem no momento em que tem que ser. Nem antes, nem depois.
Já começou, e ela sabe que sim.
Por isso, espera com as mãos debaixo dos sovacos, e cumprimenta o tempo que passa com um sorriso, entremeado com uma lágrima. É a sua maneira de sorver a energia das estações, por todos os meios de fuga que uma casa tiver.
Cássia gosta que lhe diagnostiquem pequenos problemas existenciais em função do que faz questão de mostrar. Se é o que sempre foi, e nunca será aquilo que os outros querem que ela tivesse sido, para quê forjar cenários de extinção de relacionamentos?
Para isso, diz quem sabe, já existe a poesia. Que nos serve o almoço, o jantar, a ceia, e no fim ficamos com uma fome de sentimentos, que nos apetece logo o pequeno almoço.
Mas é um mundo de finos cabelos soltos. Basta um acariciar descomprometido, duas rajadas de vento em final de Outono, e a bruma cai. Desconjunta-se uma valsa, para do desperdício renascer uma cantoria desfeita. Cássia deixa-se então arder no ar quente da indecisão, e faz de si também a bruma.
Cássia é um sonho mau que já passou. A vida recomeça para quem gosta de Cássia. Eu detesto-a, por isso esqueço que algum dia desejei ser uma leve nota de música na boca infernal do conceito que ela foi.

8.6.08

Pelo menos sou são III

sim
estou
para o que fui
nem menos
só mais ansiolíticos
e pontapés em pedras
e artérias que pautam
colesterol
tintol
embrulhado
no formol
para que o que
sou hoje
nem menos
nem mais
seja o que
nunca serei
de manhã
amanhã
morri
feliz?
pois
achei que não....

#II, #I

Vinte cães


Foi toda uma casa medieval que acordou em uníssono. O sol, geometricamente, escolhia desencabrunhar-se sempre para o mesmo lado, o que gerava o ângulo certo para que aí umas quinze pessoas abrissem os sobrolhos, mais coisa menos coisa, todas ao mesmo tempo. Era uma coisa de esquina, aquele prédio. Com uma pedra sobre pedra intelectual. Apetecia mesmo ler qualquer coisa aos pés daquela porta de puxador.
Minutos depois das sete. Variava, consoante as nuvens se amontoassem lá em cima, e chorassem lágrimas transparentes, ou não. Naquele dia foram segundos depois das sete. Os quinze, qual pêlos de adolescente a pedir para beber cerveja à escondida dos pais, vieram à janela em simultâneo.
Foi outro apelo de geometria que 30 globos oculares ficassem virados, em simultâneo, para um banco de jardim verde. Costumeiro poleiro para pombos, hoje estava branco. O sol abriu mais um pouco, e o branco ganhou formas. Tinha um quico pequeno no topo, e um par de sandálias amarelas. Foi giro um cão zarolho a rodear-lhe as cercanias,....E sim. Era um homem.
Outro homem, o reformado do exército do prédio, saiu à rua. Atravessou a estrada deserta, sentou-se ao lado do homem, e abriu um livro. Era vermelho, mas daquela coisa mesmo tipo sangue. As páginas brancas, tinham umas manchas de tinta preta. Muitas manchas, que de tantas, tornavam o objecto diáfano.
Sete e meia. Hora de uma senhora, que nunca ninguém soube a profissão, regressar ao prédio. Tornar-se-ia a 16ª pessoa do imóvel, mas antes disso sentou-se no banco do jardim. O senhor reformado do exército, ela conhecia. Não falava com ele, porque o homem ressonava mais alto que dois aviões, mas conhecia-o. O homem de branco é que não. Perguntou-lhe quem era. O senhor disse chamar-se Joseph, e que estava a ponderar se haveria de se entregar à polícia.
Oito horas. O senhor tinha um ligeiro sotaque belfo, e reconheceu ter assassinado vinte cães. Pintou-lhes a palavra Ratzinger no focinho, simplesmente porque encostou o táxi com que trabalhava havia um dia, e apeteceu-lhe ofender o mundo.

P.S.: Texto usado em concurso do site http://www.escreva.com/

Britanicamente


Amarfanha o escroto,e voa,...
pois que és livre,
surrealmente livre,

mas deixa caminho cá em baixo,
fazes do alcatrão comida de cão,
para o rapaz desajeitado,
que quer ser homem queimado,

música aos pontapés da vida,
mas segues,
capinas mato,
desbravas o meu fino trato,...

e eu deixo-te com o embrulho,
de tristeza,
de fina impureza,
sabes a maus tratos,...

e é a mãe,
quem te deu a papa,
mas te deixou à socapa,....

o rapaz,
que quer queimar o homem,
amassa a tristeza,
chama-lhe singeleza,
e caga-a,...

quando começa a chover,...

Dá-lhe vontade de caminho,
Anda,
Tresanda a solidão,
Mas não se esquece do refrão,....

Homem queimado,
fizeste do mundo,
lugar de menos enfado....

7.6.08

Gâmeta M. vs. Gâmeta F.


Ele: Se eu me distendesse em explicações obtusas sobre o sentido da vida, o que farias?
Ela: Provavelmente chamaria quem me ajudasse a compreender-te, sem te odiar.
Ele: Sabes que eu sei que se tu soubesses o que a vida sabe de ti, ninguém mais iria saber de nós, porque nós simplesmente iríamos deixar de saber o que é a sapiência de estar sem saber o que o amanhã trará.
Ela: Também gosto de fumar um cigarro quando me sinto frustrada.
Ele: E eu gosto de te sentir insegura, em especial quando o sol rompe e te diz que ainda estás viva.
Ela: Nunca me senti assim, insegura perante as discrepâncias da vida.
Ele: A existência prova-me o contrário. Nunca percebeste que se há um outro lado, quem lá está implica contigo em excesso.
Ela: É possível. Nunca fui metafísica, mas sou plenamente maiêutica. Defendo que quem me quer perceber, tem primeiro de perceber o que eu transpiro.
Ele: Nunca te achei filósofa o suficiente para entender essas divagações.
Ela: Também nunca me achei alienada. Mas sou realista. E o realismo dá comichão.
Ele: Comichão?
Ela: Sim. Por isso nunca viajo de autocarro. Além de detestar espaços fechados, tenho quase a certeza absoluta que as pessoas saem daquele recinto apertado a odiar-se umas às outras por minha causa.
Ele:....
Ela: Experimenta falar-me de axiologia. Como não tenho espírito, defendo-me com as glândulas sudoríparas.

Ao tinho quinho


vi o fulgor com que a estrela se desvaneceu, e tombou fulminante no mar que cheirava a aço laminado. em menos de dois passos, já estava na rebentação cor de nada, com cuidado a pedir partilhas. sobraram dois nadas, rosados, polígonos que brilhavam e exalavam bem querer. acariciados, bem-fazejos, fizeram do tudo um ser pequenino. de tão frágil, suava grandeza. chamei-o meu, e hoje é quase do mundo. porque meu, e da minha metade, é só o amor pelo muito que ele entoa ao vento da vida.

6.6.08

Pelo menos sou são II

Lavanda de cheiro de morte,
e recordo-me quando saí da mercearia,
vi uma mulher acabada,
mal cheirosa,
perturbada,
pisou-me a alma que eu vi na ponta do pé.
Vinha a ler poemas de escárnio,
e a suspirar por um cavalo de cubrição.
Estava sozinho na vida, e segui caminho.
Prosas são o meu jogo,
e disse-lo a um cão lustroso.
Estava preso a uma corrente de ferro,
e ladrava até o desespero lhe tolher os latidos,
fazendo-os a soar a música de câmara.
Lavanda de cheiro de morte,
Cortei a cabeça ao cão
e sobrevivi mais uma noite

#I

Avatar


reages, tens a presença envenenada,
porque és afago em mármore de taberna,
avental assoberdado de nódas,
pano de assoar mágoas incontidas,...

Spectrum a chiar,
tardes à espera,...

com cão eremita a carpir destinos,
e a emagrecer pelo côto cortado,...

Com tempos que já foram de verbo,
e sóis aptos a morrer,
capitéis,
És à sombra, com frio,
timidez desembargada,
complexo avatar de amor,...

saio de ti afunilado,
com a mentira dissecada,
o arroto de basta,
que ecoa,
em espírito que trancaste,
com esporas de cavalo cansado,...

Do que és em semi-breu,
arrependimento, conciso sentido
de espera,
Antevejo um rio,
de ti para a esquina,
o reduzido,
de um caminho consentido,
se pensas que matar
o que resta,
te vai trazer
a gnose....

5.6.08

Pelo menos sou são I

Havia um desatino naquela face, parecia
de mármore com cueiros puxados,
para baixo, sim,
sem atavio,
Figura longínqua que me lembrava o vazio
de ideias que tenho ao lanche,não,
porque não passo fome,
e se algo me recorda a infância,
sou eu, desatinado,
vestido de mármore.....

Alô-Alô


Novecentas e vinte formas de te explicar que o mundo acaba na curva da estrada secundária onde morreste. Se falhou a epifania quando a mesma era devida, que ela te sirva agora de bálsamo reestruturante.
Alma desestruturada, com laivos de aparição incongruente. Que morreu na curva que a inconsequência lhe estendeu.
Te estendeu.
E quando falhou, restou de ti um espectro que se ergueu etéreo nas nuvens.
Hoje, submetida ao ontem, vejo-te plantada aos pés do céu desagregador.

Alice (Eu sou mau)



Digo-te, Alice, que podes acordar
e beliscar o coelho de cartola,
o musaranho, a rainha, o gato,
podes jogar croquet.

Mas depois adormece lentamente
e sente a minha mão sob a saia de folhos.

Porque Alice, eu não sou normal,
O mundo tratou-me de muitas formas,
E em todas gozou comigo,

Sinto necessidade de me dissolver,
Apanhar a nuvem quando parece,
Que a vida vai acabar,
E fazer dela uma almofada podre,....

Já me ri hoje, Alice,
Vi-te como um troféu,
Ganhei a corrida do nunca voltarás,
Mas fiz batota,

Contornei a esquina de cristal,
Desci a rua dos intocáveis,
Onde as pessoas são pedaços de
vidro retalhado,
Tortura encabelada e mal penteada,

Em surdina voei,
Continuei o descontínuo do vento,
E desci dos céus porque me cheiraste bem....

Disseram-me que era de maravilhas o país,
Que seria feliz naquela casa de campo,
Onde o profeta morreu tranquilo,
Em que mil virgens se entregaram ao ocaso,...

Vi-te na bruma,
Desconcertei,
Estrangulei desejos que nunca conheci,
Lutei à espadeirada,
Demónios caíram a meus pés,...

Mas perdi,...

Alice, o perder começa na minha mão,
O ganhar é teu,
Se a perdida principal for a minha,...
Mas descansa uma,
A tua alma que pende,
Que descansa na seiva da tarde,
Ensandecida,

Sorvendo rumores,
Com períodos menstruais de dor,...

Sangues diferentes,
Perfídia nos meus olhos, Alice,...

Engano-te como quem
Perde um milhão,
Ganha dois milhões,
E depois morre,....

Por isso,
Por causa disso,
E em vez do mal que é fixo,...

Sente a minha mão sob a tua saia de folhos,....

Prometo que depois me esvairei em palhas de suores....

P.S.: Poema usado em concurso do site http://www.escreva.com


4.6.08

'Mutatis, Mutandis'


A quem conseguir captar a essência do que é ser feliz, e vendê-la como patente registada,.....alvíssaras. Diz quem o tentou, que a dificuldade está sempre no processo de selecção de odores. A brevidade de uma experiência, de um momento, de um cenário idílico, torna quase impossível reunir tudo num único composto.
Admite-se, quase 10 mil anos depois de o ser humano se ter levantado para começar a caminhar, que já houve quem chegasse perto. Mas a fugaz capacidade de compromisso do homem, torna esse desígnio quase impossível. Quem vive muitos anos com a felicidade de chegar à recta final da existência, com a ilusão de que está apto a compreender o motivo pelo qual não se matou logo depois de nascer, pode sem problemas assumir-se como um ser humano realizado. Assentar arraiais num planeta fétido, e poder viver consciente de que nada se deve a ninguém, é bom. Deve aliás ser o prazer supremo da existência humana.
No mapa genético do homem que, neste momento, está a ser baleado numa favela do Rio de Janeiro, por simplesmente estar no sítio errado, no momento impróprio, deveríamos todos encontrar um espelho. O reflexo das virtudes dos que almejam o sucesso ao virar da esquina, e dos defeitos da irredutível aldeia de gauleses que morreu à espera do colapso do universo.
É confuso, quase até sinistro, raciocinar sobre algo que, provavelmente, é o mais insondável dos mistérios da criação. A falta de pureza da condição do Homo ‘Sapiens’, torna o conceito de felicidade mutável, mutante e, no limite, perigoso até de abordar. Queima sentir o bem-estar interior, o ‘Nirvana’ dos momentos de perfeição. Mas também deve doer a quem luta por os conseguir captar e, em permanência, falha esse desígnio.
A bíblia diz que, no princípio, era o verbo. Eu cá sinto que antes do verbo, já provavelmente andavam no ar uns espermatozóides que, ao encontrarem o óvulo do conhecimento, se juntaram para produzir a mais tortuosa das criações. A mente humana.

2.6.08

13 anos


só,
com dó,
de mim,
para por fim,
deixar de mim,
o que outrossim,
acha por bem,

aproveitar...

no meio do fundo,
de vida fecundo,
cheira a rascunho,
plágio sem cunho,...

só,
para mim,
farto de lilás,
com som de amanhecer,

só,
a esquina vira,
me destina,
pseudo-buzina,
e acordo,
mais que só,
a planar,
sem me ufanar

Auto de fé


fogo que é fogo,
arrefece o quente,
para me desfazer o toque,
quando a memória me foge,
feita em aço,....

resta-me o tempo,
que desliza limpo,
flui certinho,
faz amor com a terra,
que geme descontrolada,...

sou abandonado a mirar,
em rios de água selvagem,
que me tornam barro,
sem aviso,
só clemência,
pena de mim,
enquanto salto de mim,
sem esperar um fim,...

resta o que pode,
no agitar do restolho da tarde,
e a noite anuncia-se,
com estalar de uivos,
com uma brisa de limão,...

pausam na vida,
os velhos que já a sabem,
gritam anúncios de morte,
coisas sem cabeça,
que ardem ao vento de luz,
fé de quem já viveu,
e espera por uma manhã morna,...

percebo tarde,
mas ainda a tempo,
de abrir,
de me abrir,
ao fogo do tacto,
que aqui e ali,
é o que ainda vale a pena...

Homo deprimidus


pêlo queimado nas
costas da mão que
matou o bebé perdido nos
enleios dos cabelos do tempo
que não parou quando a
estima do homem foi espezinhada
em correrias loucas de dragões
assustados pela extinção da
espécie mais ataviada
que o planeta ainda
acaricia mas que está
prestes a desprezar em
troca de promessas de amor fácil e lucros
descomunalmente insignificantes
perante o retorno das chuvas de
carvão que mataram hordas de dinossauros
deprimidos pela falta de conversas racionais
e emocionalmente intelectuais que
lhes permitissem ganha rsuporte cognitivo
e uma centelha de esperança
num futuro sem guerras virulentas de
supremacia e invejas entre
entidades tão díspares na concessão
de passaportes para a eternidade...

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