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| Edifício do Parlamento húngaro em Budapeste, à beira do rio Danúbio |
sexta-feira, 31 de julho de 2026
Agostando a 25 de novembro de 2025
penso que o poema
pode dizer muito de ti,um aceno,
dois livros por ler,...
a verdade retalhada
e a sangrar em praça pública,....
uma sextilha antiga
como o tempo,
em que nos acolhemos
no breu,
e de ti percebo os
passos,
o que resolves
não mostrar,
a forma como te entendi,
em simultâneo com um olhar perdido e envidraçado,....
há espaços para este poema,
espraiar e ser maior,
que o nosso mundo
À espera da prisão do teu corpo,...
Era eu sem o fel,
Com aquele espaço entre o silêncio e a água,
Eu presente,...
O mesmo do toque quotidiano,
Das letras douradas de um livro infindável,....
Era eu de casaco e mais nada,
À espera da prisão do teu corpo,
E de mais um de muitos sorvos do teu sexo colorido,....
Era eu e a previsão de encontro,
A dizer que chegarei,
Quase como a falta de vida
Na ausência
quinta-feira, 30 de julho de 2026
quarta-feira, 29 de julho de 2026
O mesmo do toque quotidiano,...
Era eu sem o fel,
Com aquele espaço entre o silêncio e a água,
Eu presente,...
O mesmo do toque quotidiano,
Das letras douradas de um livro infindável,....
Era eu de casaco e mais nada,
À espera da prisão do teu corpo,
E de mais um de muitos sorvos do teu sexo colorido,....
Era eu e a previsão de encontro,
A dizer que chegarei,
Quase como a falta de vida
Na ausência
Obrigado
terça-feira, 28 de julho de 2026
...os sinais do desalento
O meu silêncio,
E tu avisaste me,
Disseste que o corpo iria ressoar,
Como um xilofone antigo,...
E que nesta terra as pessoas deixariam de caminhar,
De mãos dadas e final em conjunto anunciado...
Eu iria fazer os sinais do desalento,
Como se sozinho não resolvesse a mais intensa dúvida da madrugada,...
Agradeço a tua presença de espírito,
Teres conseguido carregar me sem haver esforço,....
Dependo de ti,
Como ar do espaço a entrar neste planeta
E serás prazer,...
Vê se não demoras na margem de uma folha envelhecida,
A árvore,
espera o suficiente pela renovada presença de um estranho,
Mas com o tempo aprisionado,
Em pequenos passos de animais escolhidos,
Na chuva,
que faz exalar os odores,
que a terra pode oferecer,....
E serás prazer
Desordem permitida,
Se o contrário disso,
Deixares feito
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| Fonte:weheartit.com |
segunda-feira, 27 de julho de 2026
A gerência do Inatingiveis chegou ao meio século
Um dia,
Tomar banho em sangue,
Com patilhas farfalhudas e irregulares como os ratos de taberna,
Vai parecer natural,....
A garganta ficará seca,
Uma pele saberá a pouco,
Precisaremos de um virar de página reptiliano,
A olhar para o lado,
A água custará a descer no cano,....
E à volta de uma fogueira,
Alta como o saber,
E esguia como o sexo,
Haverá vontade de um novo renascer,...
Sozinho como o profeta,
Inexperiente como voz,
E sim,
A pele vai reflorescer como dois dias de primavera
domingo, 26 de julho de 2026
Percebo a forma,.. .
À espera de outras terras,
De outros modos de fazer o momento,
De esperar ser perseguido por memórias de fim de tarde,...
Sim porque insistentemente repito o sitio onde o sol está,
Onde me lembro de estar vazio,
Com passos atrás,....
E como tal não me chames oco,
Percebo a forma,
A forma como acaricias,
E só quero que seja amanhã nesta conversa
Tirado daquisábado, 25 de julho de 2026
Nós despidos,....
Nós que somos o problema,
Que desaprendemos de nos aconchegar para que o frio mude de nome,
E seja hospede noutra cama,....
Nós os que desapertamos calças,
E gostamos de ser exibicionistas para ninguém,....
Nós os tarados,
Os sem caminho e sem idade,
Estendidos naquele empedrado que dói,
Massacrante de corpo e resquícios de juventude,...
Nós despidos,
E a falar para políticos de ocasião,
Desafiantes com a ignorância sem meias,
E o que mais vier,
Depois do último grito
sem roupa
Tirado daquisexta-feira, 24 de julho de 2026
Sem género,....
Fiz cansado,
Fiz sozinho,
Abri o braço assustado com o desperdício,
E a luta aflitiva poder continuar,...
Sem género,
Sem idade,
Absurdo no sexo,
Na visão monolítica do prazer,...
Para que ao voltar para casa,
Seja dia de novo,
Mas da forma Sem suor,
Sem cansaço,
E de vento silencioso lá fora,
A que me fui habituando,
Sem dores e remorsos à mistura
Tirado daquiquinta-feira, 23 de julho de 2026
Em liquido estagnado,..
Nao falhei enquanto pessoa,
Enquanto conceito,
O som das palavras prova que estou correto,
Ao silvar como o amanhecer,
Embebido em certezas,
Em liquido estagnado,
E proveniente da noite,....
Agora,
Represento o motor do inicio,
E a certeza de um fim desenhado na areia da praia
quarta-feira, 22 de julho de 2026
Diferente de tudo,....
Podia ser possível que mantivesse o respeito,
Um ar coloquial mas jovem,
Libertino,
Algo que aquela pessoa gostasse,
E encaixasse como peça de lego naquele cenário mentiroso e enganador,....
Sabia ser o homem dos dois rostos,
Até mais se vantagens houvessem com isso,
E orgulhava se da que era a sua verdade,
Válida de dia,
Confundivel com a noite,...
Diferente de tudo,
E de todos os cheiros
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| Bjork, pagan poetry Vestido de Alexander Mcqueen (2001) |
terça-feira, 21 de julho de 2026
Odiar
Não faz assim tão mal,
As horas ditas a correr,
De um relógio velho e desconjurado,....
Odiar,
Como a parcela mais cábula da nossa imaginação,
O Ribeiro dos dias,
Aquele fio de água que a chuva deixa no espaço inocente da madrugada,...
Digo nao faz assim tão mal,
A plenos pulmões,
Gritando sem que ninguém me ouça,
E com uma parcela do acordo da morte nas mãos
segunda-feira, 20 de julho de 2026
Em vez de amor defendido assim,...
Em vez de querer um lado intromissor de qualquer dia,
Em vez de ser Primavera num céu da boca envelhecido,
Depois de beijos adoecerem de solidão como vários corações,...
Em vez de se escrever adeus em línguas mortas,
Adulteradas pelo pavor de uma doença,
Da chuva constante a replicar a guerra na porta de casa,....
Em vez de amor defendido assim,
Como uma batalha perdida ainda como ideia,
Tentar pôr unidade,
E um pouco de hiatoria dos donos do silêncio,
Em cima da cama vazia,....
Pára se a verdade,
A inocência,
Tudo pára antes de haver inverno
domingo, 19 de julho de 2026
E fatal,....
No limite,
o discurso do filósofo,
gritos,
desesperos,
murros na alma,
a violência como sobremesa,...
um limite de desconcerto,
sábado, 18 de julho de 2026
Aquele pássaro,...
Estás a ver aquele pássaro? É capaz de completar uma volta ao mundo de uma só vez, com a cor de carne do céu daquele dia, com esvoaçares ocasionais de bandos de pardais, que aproveitavam o impulso das capas das árvores bamboleantes para ganhar impulso, e assim cumprirem o desígnio de fugirem daquele sítio, para quemvez, de seguida. Bem quase de seguida.
O seu dedo esticado para o horizonte, parecia ele próprio quase outra linha de horizonte, de tão fino que era. Confundia se sabe voltarem mais tarde.
Ela nunca parecia querer falar de si própria. Só de superlativos diversos como o livro mais intenso que conhecia, as voltas certas dos lençóis de linho da sua cama. Ate o mergulho em apneia mais arriscado que tinha feito, num pico inexplicável de inconsciência da sua juventude. Eu achava me em silêncio, como me parecia ser o mais adequado. Olhava em volta, e aquela solidão estival, com raios de sol monocromáticos, que beijavam o chao de restolho daquele arrabalde de cidade, parecia afastar me dali, e permanecer só com o grau de atenção suficiente a que a boa educação me obrigava.
sexta-feira, 17 de julho de 2026
Cócoras
No fim a vossa vida,
O teu corpo perdido e pleno de desilusão,
Para que fales sem que te entendam,
Defines cartesianismo com um estalo de língua,
Dependência de amor como doença,
Dias que faltam ao quociente da loucura,...
Sim,
Sobeja um comprimido para o resto zero,
E assim ser dia de novo,
Deixado de cócoras,
como a humilhação
quinta-feira, 16 de julho de 2026
E a falta de voz,....
Lembrar de como ele falava,
De mãos ofensivas mas firmes,
De uma maneira própria e intrínseca de demonstrar amor,...
Saber que me vê,
Que desaprova como peso a vida,
Como de pele me acobardo aos dias maus,....
E a falta de voz,
Permitir que não me ouçam,
Que desaprendam de me sentir,....
Ele respira audivelmente,
Num plano alternativo ,
sem tempo e de espaço limitado,
E eu sinto o,....
Até o mundo se inverter
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| Tatoo De: Hannah Pixie |
quarta-feira, 15 de julho de 2026
E forçar o verbo,....
A propósito,
Esta conversa acabou,
Ficou tanta coisa à porta,
A última roupa descontextualizada que comprei,
O teu ar de princesa,
Músicas marciais que anunciam o fim de qualquer coisa,.....
Mexo me melhor no silêncio,
E estares do lado de cá da exclamação,
Torna este caminho mais musical,
Sinuoso como sempre gostámos,...
Por isso,
É abrir a porta,
E forçar o verbo,
A degredo temporário
terça-feira, 14 de julho de 2026
Um Deus de corpo deformado,...
A jura protegida,
Saiste de casa com ela num saco de compras,
Por entre o suave arremesso de um disco de jazz,,....
Não irás longe,
Com peso assim desproporcionado,..
Talvez ao café,
que está para fechar desde que ao fim da nossa conversa séria,
Surgiu um beijo secular que ainda sobrevive,...
De ti poderá ainda vir uma enseada,
Um Deus de corpo deformado,
Vida finita,
Mas que zele,
para que te recomponhas da violência natural que virá
segunda-feira, 13 de julho de 2026
Vês me na esquina?,....
As pingas,
A delícia de uma tarte,Amolecida,...
E dois copos de zurrapa que estava escondida,
Entre dois livros de filosofia que já amarelecem,....
Que horas são?,
Os deuses e uma mulher entediada,..
Vês me na esquina?,
Aqui,
De braços bem levantados,
Roupa emprestada,...
Sou o leitor,
A página fina dos mesmos livros de filosofia,....
E a combinação daqui,
Amanhã à mesma hora,
Como se o filme ainda
domingo, 12 de julho de 2026
Quem lia sem perguntar,....
Esquecido como que estendido estava sobre a mesa,
Um nariz de fumo erguia se no ar,
Com anéis de conhecimento que colavam os presentes....
Achei me noticia,
Capa de crime num jornal de anonimos,
Eu era o esquecido,
Quem lia sem perguntar,
Quem nem sabia questionar,....
E ao fim de uma roda de tempo,
Uma simples e irregular volta ao mesmo de sempre,
Revivi na pergunta básica do silêncio,
Se iria continuar,
Ou desfazer este nó de indiferença feito
Tirado daquisábado, 11 de julho de 2026
E vê como está o miúdo,....
É preciso comprar pão,
O que há apodreceu,....
Se conseguires vê das maçãs,
Não passo sem uma antes de sair para o trabalho,....
O chão da cozinha tem cotão,
Se conseguir varro mais logo,...
E vê como está o miúdo,
Anda a dormir mal,
Parece macambuzio,
Só quer espreitar à janela quando anoitece,
Acho que deve ser a vizinha da frente que toma sempre banho à mesma hora,....
Ah,
E gosto do cheiro que se te agarra nestes dias,
Acho que ja não passo sem ele,...
Até logo
sexta-feira, 10 de julho de 2026
E para lá da noite,...
Sei do formato das desculpas,
Sei dos sapatos que não lhe cabem,
Já soube a música distante e descompassada que a segue,
Mas esqueci-me,....
Sei a forma,
A novidade,
A mulher bonita que há sempre quando a desculpa,
É o falhanço,....
E para lá da noite,
A mesma que nunca falha para comprometer o pensamento,
Sei de me tapar na cama,
Por haver um frio que viaja a pé,
Para nos matar
Tirado daquiquinta-feira, 9 de julho de 2026
E o menos,...
Aprendo por partes,
A loucura encenada numa comédia sem voz,
O desejo,
Na sede,
agarrada ao calor que escorre do tempo que passa,...
E o menos,
A soma de todas as verdades que esqueci,....
Como o grito na praça vazia,
A comida que a doença faz saber mal,
Não ter ninguém,
Nem uma alma viva,
A quem contar como acaba aquele último livro de cabeceira,...
E meu,
Só meu e de mais ninguém,
É o troco de tanto
investir no silêncio
| De: Studio Oliver Gustav |
quarta-feira, 8 de julho de 2026
26 degraus para baixo,..
E dizia se,
26 degraus ate ao topo do negrume,...
Uma casa perdida,
Feita nota de rodape ousada,
E sem estilo ou vontade,
Colorida,
Em que dos relógios brotavam letras seccionadas,
Sem que o silêncio lhes permitisse vida,...
Houve morte,
Autoridade,
Passos de romancistas e livros de cordel incompletos,....
26 degraus para baixo,
E o horizonte reganhava a verdade de croma e passado
terça-feira, 7 de julho de 2026
Com livros sem idade,....
Eu às vezes previa a verdade,
Nos olhos das pessoas,...
No que havia para comer,
Em Dizeres azul,
Vermelho,
Cores que não existem,
Quando a vida era um caleidoscópio difícil de definir,....
A verdade estava escondida aos pés de mesas,
Onde as pessoas concordavam entre si antes de se cumprimentarem,
E regressarem onde tudo estava preso no tempo,
Com livros sem idade,
E perfumes de mulheres traídas que se conformaram
segunda-feira, 6 de julho de 2026
De.choro,...
Dual sensação de diletante,
Porção de um choro,
Para aqui a presença,
De lá a ausência,....
Risco maior de uma perfeita,
E forçada percepção,
De choro,
De abraço,...
De uma luz porvinda da Terra,
Em forma de nascituro,
E com a permissão,
De deixar lá longe a vontade de lutar
domingo, 5 de julho de 2026
Acho por achar,...
Acho que é só noite uma vez,
E por isso o permitido terá de ser curto,...
Acho que esquisito escreve se com X,
De xilofone,
O ribombar único que justifica a parcimónia,....
Acho que achar será proibido daqui a pouco,
E não haverá prémios de noite às escuras,
Nem crianças alouradas que recitem Goethe,...
Acho por achar,
Nada mais
sábado, 4 de julho de 2026
Percebo e concordo,..
Entendido,
há silêncios diferentes de água,
e homens a sair à rua inocentes,
ainda antes de uma condenação colorida à morte,…
percebo e concordo,
a explicação de amor que me deste,
havia a forma em detrimento do conteúdo,
e um livro por ler,…
como te disse, entendo,
talvez to diga com um silêncio
descolorido
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| https://thesegladtidings.com/2025/07/29/traditions-of-men/ |
sexta-feira, 3 de julho de 2026
E o agora daqui a bocado,..
Cortar te de algum vulcão,
Deixar palavras por escrever,
E sim,...
Fumo nos olhos,
Corpos insinuados na indecisão de uma janela de inverno,.....
Eu sou o apresentador desta vida,
partida em bolo de cenoura,
Com fatias às meias horas,...
E como te direi,
Talvez um horizonte bordado a neve,
Em que regressas ao magma do topo de montanha,...
E voltar a ser o passado tapado com uma caldeira Invisível,
Para que de futuro percebemos nada,
O presente seja a manta que nos afasta da noite, ....
E o agora daqui a bocado,
Quando a dor de cabeça da morte ja me tiver chegado
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| Pier Paolo Pasolini nas filmagens de O Evangelho segundo São Mateus (1964) |
quinta-feira, 2 de julho de 2026
Uma mulher que o entendia,....
Por cada grito sobre campos afastados dos olhos,
Recebia se em casa um vento de duas vozes,...
Uma mulher que o entendia,
E todos os que ouvindo sem barulhar,
O percebiam de forma muito própria,....
E era mesmo de todos,
Desenhar um traço que fosse comum,
Por cima da presença do amor
quarta-feira, 1 de julho de 2026
Julhando a 23 de Outubro de 2025
Deixava que fosse com damascos,
A pele das pessoas refletia a simplicidade,
E era o entardecer quando se chamava pelo passado,....
Num cesto a fruta disposta,
Um jarro de água com vários copos,
E chamavas me,....
Longas e possíveis formas de me prenderes à tua passividade de sempre,
A tua longa,
E deliciosa calma cativante,....
Comigo num silêncio de cetim,
O meu respirar continuava,...
Parecias assegurar,
Seres o vestido de cetim da jovem que ali tinha vivido décadas antes,
E saia de casa para percorrer os verões intermináveis de então,....
Será que havia também damascos
Tirado daqui































