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domingo, 9 de novembro de 2025

Teoria dos entes

De: William Mortensen

Ali já estão os concorrentes,
As vozes,
Os braços,
E as unhas cortadas rentes,....

Dizer deles que assustam,
É um sobrolho,
Dois olhos inocentes,....

E a vontade de alarmar,
Eles trazem,
Como a forma de rodar,
De pneus sobresselentes,...

E pronto,
Esqueçam o dia,
A verdade,
E o amor de todas as frentes,...

Pode afinal ser amor,
O que suspirado como sangue,
Revira,
E faz de um rosto imperfeito,
Apenas e só o reflexo de dentes 

quarta-feira, 6 de julho de 2022

Maria de Fátima

 


Maria de Fátima,
A desolada,
Fruto de mim,
Parece requentada,
Em tudo num dia,
E agora a viver com nada,...

E há tanto por onde contar,
O seu cabelo,
A voz feita para ressoar,
E nada se faz assim,
Gritando sonhar, sonhar,
Parece facil,
Mas maria de fatima sem pele para descolar,...

Há um novo dia em cada olhar,
E se o minimo do amor,
For um sorriso para rimar,
Maria de Fátima parece feliz,
Porque a escrever não sei descrever,
O chorar

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Rima solta

Dez reis para a meia hora,
Sol de quê,
Fico de fora,...

Ao menos que subamos,
De forma astuta,
Sem rodeios,
Na praça nada é o que esperamos,...

Se de mim esperas sentido,
Respondo-te assim,
Defendido,
Sem esperar a luz do pranto,...

E ao longe a frase feita,
Da qual fujo,
Com a voz liquefeita,
E que do nada já não construo


quinta-feira, 25 de abril de 2019

Sem título (68)

mil sortes sem norte,
razão prestes a dizer,
fazemos assim com
a parte forte,
do lamento que não tem fim,...

e eu a fraquejar,
sem pernas, luz,
ou olhos que praguejam,
se latejar,
será a minha veia que
vocês lamentam,...

saberei o suficiente para rimar,
como poeta sem noz moscada na voz,
sinto-me sem vontade de te dizer,
o que saberei serem rios sem foz,...

tudo acabou sem que te preocupes,
deixa-me a morrer mil mortes de vida,
seguem para a fonte cartas sem nome,
e anónimo morrerei para depois viver

domingo, 17 de março de 2019

Praça de malucos

imagino como era o
lamento,
no meio daqui
tudo em desalento,
frase fútil,
janela de esperança,
 não, não sou inútil,
talvez um complemento,...

sem que nada fosse o fomento,
resumido a rimas
indesejadas e frias,
de tudo que quando resumias,
se desconsiderava do tempo,
amedrontado,
sem invento,...

e por fim o que nos diziam
que unia,
reordenava,
com o maluco que tinia,
na praça solta,
tudo acabava


terça-feira, 9 de outubro de 2018

Tentativa rasca de rimar sem sucesso

quisera ser luz defronte ao rio,
em pleno fôlego com
um mar de plenitude,
desmandos de desvario,
feito assim o que me resta
de solitude,....

olhos de amor,
resquícios de ódio,
jogava de noite
com a dor,
em tom apenas prosódio,...

e o que se resta no fim,
faz de mim a frase,
nos teus olhos de cachapim,
morto ficarei sem a tua base

image


Tirado daqui





terça-feira, 22 de maio de 2018

Esqueci-me do relógio em casa

às oito e um pedaço,
desviei a mão do sol,
enquanto me davas melaço,...

pelas nove e qualquer coisa,
puxei o fio à boneca,
e escreveste com água na lousa,...

lá pelas dez e picos,
já o dia ia alto,
e acusaste-me de futricos,...

só às onze e não sei quê,
recuperei a razão,
e pensei que na canção,
já não há meio dia sem você,...

e agora é uma e tal,
e eu com fome e sem jornal,
olhando para a mesa vazia,
e a julgar que se refletia,
é porque já não tinha bornal


quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

It's portuguese popular rhyming, bitch....


Image result for festa de aldeia

eram velhos e novos,
menos jovens e parvinhos ao sol,
com o tempo a jogar ovos,
e o som em lá bemol,…

festa sim em porta não,
para que a tristeza aparecesse,
e a dona fina a dar sermão,
para eu ouvir e quem quisesse,..

e assim veio a noite aos molhos,
para fazer da confusão sorte,
com a lassidão a dar nos olhos,
de quem quer fintar a morte,…

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Dói-me a cabeça....

Maria de fora,
Luzes de som,
Estou com fome,
Vá, foge para o bas-fond,…

Já marchava uma sandes,
A cerveja aquece pouco,
Diz que os torresmos são da flandres,
Olha, quero é dormir antes,…

Espero por ti até um dia,
Pelo sim, pelo não, pego na aspirina,
Se bem lembro na posologia,
Não vem lá que aquilo tem estricnina,

Já desconfio de tudo,
Parte de cima,  parte de baixo,
Dá-me a muleta enquanto estou sisudo,
Para a próxima abrando o fogo no faixo,…

Maria de fora,
Luzes de som,
Já estou farto,
Reduz mas é o tom….

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Poema torto

friso a solta inveja de ter resquícios de sol nos veios das unhas,
e com a manhã vem o sono de perder o frio de abraço à vida,
por fim o deixar-se perder no caminho solto do que falta....

terça-feira, 17 de maio de 2011

...sobre coisas


mais de metade das coisas onde verdadeiramente não estão as coisas, são insignificantes porções da maior coisa que em redor das coisas não soa a pouco menos que uma coisa indefinida, de rosto parcialmente pintado de coisas incolores, com a disposição de uma criança que gosta de coisas complicadas só para rir, e no fundo atrapalhar qualquer coisa, é só pensar que provavelmente, ninguém impede as coisas de serem algo mais que coisas que fazem chorar....

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Prosa Quente...


O cão é inteligente. É uma pena que seja indolente. Talvez até seja boa gente. O problema é que nem tem frente. Ninguém diria realmente,...mas o animal perdeu-se tristemente. Mordeu um gato indigente.
Que se voltou a ele ferozmente. O rabo caiu-lhe, e o coto ficou dormente. As orelhas tombaram circularmente. O corpo pediu toda a paz e, sinceramente.... Deus estava num dia carente. Pediu o amor daquela criatura em tom pungente. Em troca, recebeu um olhar pintado negativamente. O cão é ateu,....não registou qualquer dúvida premente.
Talvez aceite um funeral feito singelamente. Nada de flores oferecidas pedantemente. Amor em doses produzidas industrialmente. O último suspiro, como é evidente, será dado a remar contra a corrente. Felizmente.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Amores e Outros Horrores...


Permanentes são as dores,
Sucintas de mil cores,
Que o diga a Maria Dolores,
Mulher que defeca flores,
Na praça central de Mogofores,
Ao rufar de mil tambores,
Libertando gamas de etéreos odores,
Engarrafados em vidros das Comores,
E despachados mercê de favores,
Da plêiade de senhores doutores,
Que vivem da exportação de rumores,
Dissertando pelos corredores,
Até se esvaírem nos furores,
De uma existência sem clamores...