No limite,
o discurso do filósofo,
gritos,
desesperos,
murros na alma,
a violência como sobremesa,...
um limite de desconcerto,
No limite,
o discurso do filósofo,
gritos,
desesperos,
murros na alma,
a violência como sobremesa,...
Presumir o que se quisesse,
A sorte,
O materialismo que nem sempre é dialético,
A vontade de mudar presa em valores,
Inúteis e dificeis de definir,...
Achar que faz falta só quem não está,
E assim agir apenas por impulso,
Em suma ser diferente,
Sem se saber porquê,
Decidir com base em impulsos,
Não consumistas mas de filosofia,
Pós-moderna
a desculpa implora
por razão,
despe-se como o Fado,
anula-se como a morte,
sai à rua à mesma hora
que todos os Assuãos
que lamberam o ventre da Terra,
e depois não é nociva,
dói menos que o
imperativo categórico,
espuma loucura,...
e no fim da medida
impulsividade do medo,
é só desculpa,
e o tempo prossegue impávido
Não há mar que sempre dure,
nem secura que aguente,
a justeza,...
a lição de vida no rebentar da onda
que morre antes de nascer,
resume-se às veias a pulsar sangue
sem cor de profissão,
nem lamento amorfo e mesquinho,...
e do lado de cá da escrita,
os que aguentam prosseguem com um
rosto sem história,
e tremuras ocasionais de medo,
que conseguem fechar a noite