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domingo, 23 de maio de 2021

Língua morta

 


Do teu corpo eu nunca terei medo,

Mesmo que dele um dia penda toda a superficialidade da morte,

A mesma que de outras cartas por escrever,

Nos devolve a metáfora da solidão,

E de um fim que não dá conta certa,...


Nunca me amedrontaràs,

Digo-te,

Com a reflexão inocente de que já não temo o sexo,

Nem o cabelo espartano que ele sempre me pareceu ter,

E me tirava o sono só porque eu sou a locução imperfeita do anonimato,...


Aliás,

Fica definido,

O medo do teu corpo é língua morta, 

nos meus passos que escoltam o sorriso que ainda procuro