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sexta-feira, 24 de setembro de 2021

A súmula

 


Entretanto,

Deste-lhe uma nova perspetiva de vida,

Uma luz de presença constante chamada razão,

Duas vezes o que alguma vez tinha tido de memórias boas,

E uma redução específica de frases,...


Estava reduzida ao mínimo indispensável,

À capacidade de dizer fraco,

Sem que alguma vez tivesse percebido o que forte significava

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Abrilando a 27 de Janeiro

 espero por outras mãos,

o segredar de assunções diferentes,

faz da locução um momento suez,

de maldade obscura e resguardada

do vento,

que descarna os membros superiores

da ausência,....


sem sentido,

estes serão anúncios da detenção

de momentos,

da possível inocência do

que estas palavras,

retêm,

no seu regaço,....


e a observância do isolamento,

prossegue até que

me possas tocar





sábado, 30 de janeiro de 2021

Arrumado em compartimentos




 os dias curtos,

o sol debaixo das minhas mãos,

seria um testamento incompleto,

sem a resposta certa a todas as 

questões sem cor,....


um tempo que não custa dinheiro,

e disseram-me para o provar,

que dominamos as palavras,

não os dias,

somos a lâmina que desbasta o cabelo

da ansiedade,

e havia mais qualquer coisa além do

que a noite,

depositava em cachos nos nossos regaços,...


havia mais qualquer coisa,

porque tudo o que não tem nome,

está lá sem sabermos

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Insubmisso e permissivo

 enfrentas os pressupostos 

do medo,

 tudo pela frente, 

olhos nos olhos,

 o que resta está alojado 

no teu peito, 

e há alavancas para 

uma dimensão de prazer, 

assim o queiras, 

assim te permitam os dias 

desenbainhados da noite, 

e as roupas suicidas do momento,... 


enfrentares assim a solução,

e depois o dia renasce 






sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Peso de ais

 como devemos gostar de estrelas a arder, 

da mesma forma suspeito 

que todos somos pessoas horríveis, 

e não haverá compromissos possíveis, 

lutas mais exemplares 

que a rotina,...


há falta de nódoas 

nesta roupa feita pele, 

e agulhas que nos trespassam 

sem que hajam gritos a eliminar, 

fruições a considerar,...


 basta de lugares 

comuns, 

o que aqui vos deixo 

pesa o mesmo que um ai,

como se os ais chegassem 

para aligeirar, 

seja o que for, 

sem que o fim traga 

penalidades



domingo, 31 de maio de 2020

Não faças com que eu conte mais para ti

A validade.
Esse ponto ficou ali por causa da retracção,
Dos dois minutos perdidos e que nunca mais hão de voltar,
Vestido só assim,
Tornei-me irrelevante,
Despojado de odores que fazem as métricas necessárias para um sorriso,...

Não faças com que eu conte mais para ti


domingo, 17 de junho de 2018

Sacos lacrimais

nas visitas ao que se chora,
estão perdidas as frases,
as paredes rasuradas dos pobres que passam com joelhos,
em carne viva de equívocos sem raça,
sem cor,...

até sem o quase paralelo da histeria dos perfeitos,
redondéis da miséria alegre,
é descoberta qualquer coisa que nos faz voltar,
sem saber ao que vamos em estrofes desprovidas,
de sentido