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sábado, 1 de junho de 2019

Prisma de saudade

tal e qual,
sem saber dizer,
nem escrever coerente,
acho que poderias ser mais direta,
e este caminho indescritível ser
pintado a pó de sonhos,...

talvez nada faça sentido,
talvez já seja tarde para te descrever de uma forma
sem nexo,
apenas ao ritmo de pulsos cansados,
com um copo cheio de ar ao lado,
e chuva lá fora que massacra a pus do
tempo nas ruas,...

não me fiz analista do momento do nada,
à espera que te desmaterializasses sem sentido,...

não me peças mais lados irregulares
de um prisma de saudade,
não serei capaz sequer de um suspiro

 

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Não bastasse

não bastasse a cama sem a 
mediocridade do sangue,
nem o que me falta 
de encadeamento 
nos olhos quando 
sais ao amanhecer,
nunca faltaria 
nada para que se 
compusesse o cenário 
certo para um romance,...

só que a noite 
nunca dá as duas 
faces da mesma forma,
diz-me o nunca ter 
conhecido arrabaldes de madrugada com 
cheiros de religião,
só paganismo em todos 
os montes consecutivos da solidão,...

e não me apetece politizar 
as escaras da minha segunda pele,
não bastasse agora 
perceber que o tempo já não
 volta para trás,
e tenho de medir os
 pontos nos is da 
degradação,
sem o amparo 
do teu respirar,...

não bastasse,
alisava-me no
 enrugar doce do 
que não me basta 
para comer


domingo, 29 de julho de 2018

onde nunca acabaram as frentes das pessoas

vem para onde nunca acabaram as frentes das pessoas,
o mundo restou-se ao avesso das coisas,
e a comboios a andarem sem destino deixando o rasto possível,
na terra dolorida,...

se agora escrevo sem saber de choros,
e de meninos felizes que nunca quiseram deixar a marca no fogo,
é porque ganhei lugar a ver as aves passarem rumo a outros mundos,...

aqui,
onde nunca acabaram as frentes das pessoas,
rirás triste para a vida que não quer merecer mais

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Ensaio sobre este lado da loucura



Não são daqui os desnortes mal escritos,
Nem as vezes em que as pessoas se pintam policromaticamente para comerem invisibilidade,
Deste lado da loucura são os monstros que almoçam água connosco,
E depois não bebem café porque te devoram num trago,...

Assumimos todos que o mundo é diferente da chuva amarela que pinta o chão de ouro,
Mas nem saímos em passos arroxeados daqui,
Escolhemos o luar desinteressado que nos acompanhará até ao fim do mundo ...



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domingo, 9 de outubro de 2011

Facto fátuo


espera-me no combate acérrimo dos desnorteados,
seremos muitos mesmo que os únicos na fila para a loucura,
e com metros de qualquer coisa para dizer,
sejam os que com factos resolvem
pactos de qualquer coisa com,
azul.......