só sei que ouço o
silêncio,
e os pés?,
os passos que faltam
à abertura de um livro,
a maravilha de ver
que quase chove,...
e lá em cima,
nada se move,
o céu estagna,
os bichos somem-se,
a água congela,...
e um céu absorvente,
de nada,
vestido de sangue,
e pés de barro
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domingo, 23 de novembro de 2025
....e um céu absorvente
domingo, 1 de setembro de 2019
Duas pessoas indecisas a olhar para as estrelas
Duas pessoas indecisas a olhar para as estrelas,
Uma fala de gerações de líderes que caminharam debaixo da lua,
Afáveis,
Insubstituíveis no trilho das letras que foram escrevendo nos caminhos de mar,
Que a Terra desvirginou,...
A outra substitui o indecoroso das mãos,
Pelas resoluções possíveis que escorrem da enormidade do universo,
Diz que a água nunca será suficiente para a aridez de ideias,
E que na última esquina do big bang,
Haverá a solução para o dilema primordial,
Exemplificando com a quantidade de Insubstituíveis no cemitério,...
As mesmas duas pessoas acordam em desenhar a discórdia
Uma fala de gerações de líderes que caminharam debaixo da lua,
Afáveis,
Insubstituíveis no trilho das letras que foram escrevendo nos caminhos de mar,
Que a Terra desvirginou,...
A outra substitui o indecoroso das mãos,
Pelas resoluções possíveis que escorrem da enormidade do universo,
Diz que a água nunca será suficiente para a aridez de ideias,
E que na última esquina do big bang,
Haverá a solução para o dilema primordial,
Exemplificando com a quantidade de Insubstituíveis no cemitério,...
As mesmas duas pessoas acordam em desenhar a discórdia
quinta-feira, 7 de março de 2019
E os outros?
E os outros?,
os que saem dos cafés
para trocar a vida
por uns trocos sem valor,
com a vida a escorrer sebo
pelas costas,...
dessa gente ninguém fala,
à porta dos sítios de fim de semana,
e quero isto lido com comichão
na garganta quando eu estiver louco,
só há insuflados de estilo,
gente sem valor que
quer ser transparente,...
com a pobreza a devorar-nos os
olhos,
acabamos como começámos,
a perguntar pelos outros,
ninguém nos sabe responder
os que saem dos cafés
para trocar a vida
por uns trocos sem valor,
com a vida a escorrer sebo
pelas costas,...
dessa gente ninguém fala,
à porta dos sítios de fim de semana,
e quero isto lido com comichão
na garganta quando eu estiver louco,
só há insuflados de estilo,
gente sem valor que
quer ser transparente,...
com a pobreza a devorar-nos os
olhos,
acabamos como começámos,
a perguntar pelos outros,
ninguém nos sabe responder
quinta-feira, 31 de maio de 2018
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