davam-nos amêndoas, pequenas, de vários formatos, repartidas em pequenos sacos. Diziam que era para as guardarmos nos bolsos, e se possível,quando cada um chegasse à sua casa, devia deixá-las ao sol. São frutos secos, e que sabem tanto melhor, quanto mais secos estiverem. Eramos miúdos, e aceitavamos tudo sem questionar. Aquela terra não permitia fazer o contrário
terça-feira, 21 de outubro de 2025
segunda-feira, 31 de julho de 2023
Mood of the day
Era quase imoral envelhecer.
Uma ideia curta, imóvel, que não incomodava. Mas ela via uma repugnância atroz naquele conceito, que tinha aprendido a ver com olhos próprios. E numa rotina quase programática. Estava ora sentado no parapeito da janela, e tinha a forma de um proxeneta de esquina, que insistia em assobiar músicas de que todos já se tinham esquecido. Fazia pantominices tais, que quase caía sem amparo. Mas segurava-se...
Também o via ocasionalmente na casa de banho. Como uma mulher de corpo a regua e esquadro, que deixava a água escorrer sorrateira e de forma sedutora pelo corpo, e revelava a cara só quando queria. E ao faze-lo, mostrava um rosto destruido pelo tempo. Tudo aquilo escapava ao que sempre tinha considerado racional...
quarta-feira, 16 de novembro de 2022
Não se desiste
se há uma música na fortuna,
na disléxica sensação de
amor,
que um passeio inocente
pelo fim do mundo proporciona,...
não se desiste
quando o caminho acaba
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| Tirado daqui |
terça-feira, 25 de maio de 2021
Presença de espírito
A coisa mais linda que tenho para dizer agora,...
É que não tenho coisas lindas para dizer!!!!!!
sábado, 7 de novembro de 2020
terça-feira, 12 de novembro de 2019
Amotinadas
Como as coisas já eram inúteis se nem conversar se conseguia,
Recordo-me do olhar de todas as pessoas que conheci,
Vazio,
Sem referências solidárias ou sequer de distância,...
Amotinadas estavam todas as ideias de consenso,
Porque todos optaram pela poesia rebelde e sem sentido
terça-feira, 27 de março de 2018
No café
E sentar-se no mesmo café de sempre,
Imaginando os degraus que dava aos raios de luz,
Quase como se fosse uma passadeira para o céu ela mesma,...
No fim do banho de solidão vinha a memória,
Engaiolada para se soltar em bateres de asas controlados,...
O tempo em que dava olhos aos olhos de quem detalhava o seu desejo,
Com retalhos do que não escondia à imaginação dos alheios que queria a paSsear-lhe na pele,...
A nostalgia subia então no ar em anéis de fumo translúcido,
Que se desvaneciam por entre outros anéis de solitários ao quilo,
Chamava-se qualquer coisa dos momentos sem nome,
Sem data,
E que se somavam a outros momentos que de tão efemeramente bons,
Também se sumiam para nunca mais voltar,...
Quando a encontrei fechou-me as pálpebras cinzento chuva,
E percebi que a teria de chamar só com poemas inconsequentes,
Como este
terça-feira, 20 de março de 2018
Ler a água nas pedras
Lerás o céu em mim como
Sangue,
Do sangue teu e meu,...
E no fim a paz,
Vem ler a água nas pedras
Depois do fim do mundo

quarta-feira, 21 de junho de 2017
(Re) tentar
domingo, 29 de janeiro de 2017
Ponto prévio....
sábado, 14 de janeiro de 2017
Eu bem quero, mas só sai m*rda!!!
Um quadro sem nome, sem dono, e sem interesse, quase a tombar para a morte certa. Ao fundo uma mesa com um dos pés já serrado. Por vezes aquilo tudo parecia só um sonho,...
ou o início de outro.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
domingo, 9 de outubro de 2016
17h e quase 26
sábado, 26 de março de 2011
Bué' Grande!!!
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Afinal ainda há ideias...
se inventasse um poema,
as arestas douradas
desvanecer-se-iam em pó
sem cor,
dos limites um castro,
onde homens raquíticos
e com falta de senso de
racionalidade se digladiavam por
dois beijos de sol
moribundo,
ao entoar o que
se percebe por aproximação,
chegava a luz,
e o poema acabava.....

