Mostrar mensagens com a etiqueta dor. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta dor. Mostrar todas as mensagens

sábado, 7 de outubro de 2023

Rosto desligou-se

 


É ai que ela não se consegue conter,

A ideia de perder o que lhe ligava o rosto,

O sorriso,

A ensinava a dar pequenos passos como se tivesse renascido,

Era de mais para se expressar por palavras,....


E tudo se tornou ainda mais assustador quando a verdade,

A percepção inocente de ideias intocáveis,

Desabou no mesmo dia em que a neve regressou,...


O seu rosto desligou,

Inexplicavelmente desligou-se

domingo, 21 de julho de 2019

A dor

a dor de quem me falavas,
a mesma que congelou
o segundo anterior à tua loucura,
estendendo ao sol
a farsa que reclamavas da sorte,
essa dor não a conheço,....

talvez ao pôr de lado
a infração de querer ter o som,
esquartejado pelo sangue
que brotou do que tivémos há tanto tempo,
talvez assim essa dor
 se me torne familiar,
 me consiga deitar
com o que resta dela,.....

ao acordar,
quero escrevê-la por
entre a certeza de que
morrerei melhor do que nasci,
que a chuva passa
por enlevo dos nossos sentimentos,....

farei amor com essa dor,
se algum dia ma deres de comer


quinta-feira, 9 de maio de 2019

Speaking about pain

nada como pôr de novo o amor no meio
da linguagem,
com a certeza de que no tracejado do esquecer,
lá estaremos separados,
com olhos delimitados pelo esquecimento de chorar,...

agora,
sem que se saiba se sabemos falar,
no meio da linguagem está para
já uma árvore,
e as raízes todas que desenham a baínha
de dor no planeta



segunda-feira, 9 de abril de 2018

Abrir

Abrir bem a boca,
abrir até sentir os músculos a rasgar,
abrir com as cartilagens do crâneo
a rasgarem, e sangue a jorrar pelo chão pintando-o
de dor,
abrir mais,
até saltar o coração com vida própria,..

abrir até o tempo parar,
e depois recomeçar,
tudo,
de novo


sábado, 14 de janeiro de 2017

Eu bem quero, mas só sai m*rda!!!

Contornou aquele sofá, com os braços desfiados pelas garras de não sei quantos gatos. Recusava-se sentar ali, no mesmo sítio onde viu incontáveis pessoas serem infelizes. Havia uma janela ao fundo, semi-aberta, por onde entrava a brisa de inicio de Outono. No que observava, tudo o fazia sentir-se estranho. O chão castanho, preto às vezes, esbranquiçado do abandono...
Um quadro sem nome, sem dono, e sem interesse, quase a tombar para a morte certa. Ao fundo uma mesa com um dos pés já serrado. Por vezes aquilo tudo parecia só um sonho,...

ou o início de outro.

Resultado de imagem para old couch

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Fado sadomasoq

o silêncio é de tudo o que mais dói,
a quem nem dor tem para escorrer,....

mágoas pintadas e clepsidra em
que minutos vertem pela boca menos
correcta do tempo frustrante,....

e um doer que simula paz?,
destrói conceitos bicéfalos e
arruma-os em cadinhos de imundície,

resgatei-me desta paragem de tempo
ambivalente,
o silêncio ainda rói a alma,
comigo a deixar,......