do novo silêncio nada se entendeu,
um sentimento de posse que acabava,
outro que tentava começar,
e tanto pesava um equívoco,
como se dissimulava uma certeza,....
dizíamos a quem quisesse ouvir,
que a dor de estar vivo,
é diferente do relógio que marca o atraso
que devemos à morte,....
o tal silêncio,
o que se refugiava nas cores hediondas
da insubmissão,
parecia ter ficado para trás,....
só nos restávamos como presença fixa,
no sumir afrontado da herança escrita,
que já não é nossa