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domingo, 8 de novembro de 2020

Aquiescência



 do novo silêncio nada se entendeu, 

um sentimento de posse que acabava, 

outro que tentava começar, 

e tanto pesava um equívoco, 

como se dissimulava uma certeza,....


dizíamos a quem quisesse ouvir, 

que a dor de estar vivo, 

é diferente do relógio que marca o atraso 

que devemos à morte,.... 


o tal silêncio, 

o que se refugiava nas cores hediondas 

da insubmissão, 

parecia ter ficado para trás,.... 


só nos restávamos como presença fixa, 

no sumir afrontado da herança escrita, 

que já não é nossa

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Voz

não se sentia confortável com
a voz,
da que está untada numa pele,
o silêncio inchava como um filho
indesejado,
havia inoculações de sombra por entre
as paredes descontruídas
de qualquer abrigo,...

amontoavam-se palavras como
se de mosquitos da morte se,
tratassem,
e o refúgio fosse aquele resguardo
de tabique,
numa parede que iria ruir,
de velha,....

a voz doía,
ainda assim,
menos que a soma de todas
as exclamações


quinta-feira, 13 de junho de 2019

Gritos

gritos,
tudo o que há a mais de noite,
retalha-me nos braços
quando não estás,
de um ligeiro terei futuro sem ti,
à morte de um leito
eletricamente vazio,...

gritos,
faltam lágrimas para
te escrever no ar da manhã