terror,
um sem
número de versos decepados,
sem membros
que nos assustem,
e mesmo assim a fervença
de tanto tempo
deitado fora,...
e de lado escreve-se,
desinforma-se,
contribui-se para
a ruína do mundo,
e em tons de
carmim
o desejo desdobra-se
em medo,
e o medo inicia
a fotossintese da ruína,
e na ruína nos deitamos,...
sem que o lugar comum
de não haver amanhã,
seja fortuito,
efetivamente consolidado,...
mais um anoitecer,
é esta a minha,
a nossa memória de
fruição do fim dos dias,
assim se queira desenhá-la
a firme negro
