Mostrar mensagens com a etiqueta adeus. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta adeus. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 23 de novembro de 2022

Poema marinho



 Há tantos passos que se dissolvem nesta areia,

Fim de tarde numa praia qualquer,

Apercebo-me de uma mulher que soluça junto a um grupo de rochas,

E um velho que caminha sem destino pelo areal,...


Sou só mais um que implode entre resguardos de vento solto,

E faço-o porque assim o obriga a volúpia humana 

domingo, 6 de junho de 2021

Centro da cidade

 o centro da cidade,

   mas na parte baixa,

recordo-me da hesitação,

    dizíamos nunca ter feito o

encovado do adeus naquele local,

      e que não havia água suficiente 

a cair do céu,

ao darmos o desprezo de uma 

partida sem idade,...

  

   o mesmo centro da cidade,

onde já dei por terminado este 

desnível de sentimentos,

   que deverás estar a ler como poema









quinta-feira, 14 de novembro de 2019

não me protejas

não me protejas,
fazendo a ponte entre
o deve e o haver,
amanhã serão novos
desafios,...

o que comemos
entre as frases incompletas
de um adeus,
já não está cá,
por isso a haver
razão para um fim,
ela está talvez na
retina do que dissémos
de infeliz, um ao outro






sábado, 5 de maio de 2018

Primavera restada a um adeus

a ver-te à espera de um mar,
com olhos de maré cinzenta que rebate
na praia que chora,
fruimos ambos de um horizonte com poemas
por escrever,
o mesmo que nos dava o dar de passos
que calcam na areia o bem querer,
as esperas finalmente descritas nestes momentos
que sabemos acabarem com o adeus,
o até que o tempo queira,..

e um abraço restado ao vento,
a todos os entardeceres resumidos naquele
fechar de céu em chumbo,
e o começar a chover,...

pudesse este pedaço de universo caber nos
passos opostos que demos,
até nunca


quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Mesmo numa multidão eu ia encontrar-te,
Trarias as roupas transparentes mais carregadas de saudade naquela tarde à beira rio,...

No meio do desprezo,
Do empurra vida,
E das pedras ásperas do desentendimento,
Ia seguir-te para o pôr do sol
De fogo,
O céu chamava-te em chamas
E percebi o teu anseio,...

Já não és minha,
Nunca o foste ao contrário da marca da minha ilusão teimosa,
Mas não sentia mal em ignorares quem quis lamber o teu sentir de lágrimas todas as noites,...

Só estava ali,
Onde me querias distante e coberto 
Do sal da solidão sem cor..