Mostrar mensagens com a etiqueta sentidos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta sentidos. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Vento argumentativo

 


temos de combinar qualquer coisa,
entre o que nada se faz,
tudo o que cheira,
e a porção escondida de
uma coisa mal resolvida,...

escolhe o sítio se quiseres,
por mim tem apenas de
ser arejado o suficiente,
para se sentir a brisa 
a contar-nos coisas novas,
enrolada nos intervalos dos
nossos rostos cansados,....

acredito num vento argumentativo,
talvez como expressão máxima
do impressionismo da natureza,...

e no regresso a casa,
depois de termos esgrimido tanta coisa
sem importância,
como a cor do adeus,
as ilusões que o tempo nos
parece dar,
mas que mais não são do
que sentenças 
encapotadas de imobilismo,
depois disso tudo,
a espera de amanhã haver
mais,
será agradável,
assim acredito

sábado, 13 de abril de 2019

Poema surdo

este é um poema que não ouve choros,
nem lamentos,
nem uma venda de quarta de droga a um puto ainda nos cueiros,...

é um poema sem sono,
e sem acordar,
e sem perspetivas de vida,
porque desconhece a morte,...

este poema nunca amou,
nem sentiu a perda,
não ouve,
logo nunca houve,
nem sequer pensará em haver,...

pensarei em fazer com menos,
para que no mais de tudo ouça,...

qualquer dia