isto é o que me dizem,
as minhas intenções pobre
dele,
feito de nós peito
de caridade,
com o carvão
de pintar os olhos que rasgam
o sorriso podre,
se ele quer,
com ele a forjar e tudo de mais
a criar,...
por isso lente de queimar,
o mundo contagiado com
os homenzinhos do ser
fantasioso,
tida a mente como criações,
coisas de entardecer que
nos trouxeram até aqui,
arranhares assim ao de leve
génios mortos com o ânimo
que a conversa inútil permite,
desenha tudo fato,
de nada consequente o
que se escreve com chuvas assim,
gritas falso,
escrevo minto,
respiras verso,
e fim de caminho,
nunca suspirei sentidos.....
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Anunciar conversas ímpares
terça-feira, 28 de abril de 2009
Noites presentes e ausentes
são certas da manhã,
e de noite quiseste o dia
preso, retraído na mista
vontade de perturbar,
puseste-te assim como
quem quer o quer aos poucos
e sem muita vontade preconcebida,
dentada feliz de estrelas e com isso,
fim de rota para o devaneio
multicanal e sinfónico da forma
como a neve nos bate na solidão,
trouxe-te a aurora,
rompida sonhaste com
futuras decomposições....
domingo, 26 de abril de 2009
Regresso IV
somente por nada ser
mais fraco que deixar
assim de esperar novas
manhãs de antanho,
tudo e menos que nada
do que resta assim
mesmo em dias de
chuva beijada,
será por fracos sonhos,
desnortes assim para
coleccionar à luz dos dias
que correm debaixo da
ponte da infância
desmobilizada,
escrita está a memória
de quem parte para
voltar se o medo
permitir.....
sábado, 25 de abril de 2009
Regresso III
Se toda a gente fizesse como eu, e achasse a vida assim tão displicente quando vista de esfíncter aberto,...não havia bebidas gaseificadas.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Parafernália
Custa um bom bocado ser assim. Com falta de bocados para ser-se qualquer coisa que ao todo, não deva menos que à parte. Ridículo. Subtraido de todas estas banalidades, nem sobra o suficiente para que aos olhos se abra o conhecimento que vale a pena. Por isso, sofre quem com isto pretende ser o que sendo, nem pouco mais ou menos se assemelha ao que pretendee nunca sequer chegar a existir.
Com sentido.
Sem provocações.
Incompleto sente-se quem escrevendo, deixa de sentir, para se protestar por pedaços melhores de razão.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Regresso II
aqueles dois sonhos frutuosos,
dos que sorriem em
conjuntos ritmicos de
fazedores de conchas,...
fortuitamente inacessíveis,
estaríamos clínicos de
saudade,...
como se escrever fosse
suor de nós de dedos
plenipotenciários e,...
desorientados...
terça-feira, 21 de abril de 2009
Regresso I
Do homem que tinha encontrado espaço naquelas invias porções de terra virgem, restava pouco. Soube-se tudo quando respirava, mesmo antes de o mundo ter feito a elipse que, culpada do massacre de ideais, rasgou o céu com a parcimónia que, naqueles dias de suplício, era permitida aos desenbainhados de espírito. Eram pausas simples. Catarros paralisantes, que ele gostava de saborear à luz calma deste mundo de psicóticos enleios. E com tudo o que a rotação de presenças é capaz de desenhar, fez-se assim o que permitiu recuperar da terra o que ela nunca quis dar. Mãos de brutal e desleixada criação literária.
sábado, 28 de março de 2009
Depois de almoço II
desta tarde de cheiros
a hesitações,
deixaste-nos aqui,
sonhando com o que vem
sexta-feira, 27 de março de 2009
Nove Noventa Três
um,
soco dois,
três findos de
pesar,
em quatro nós
confiamos o
resolvido e inacabado,
pelas cinco cá me maltratas,
e seis subtis fases
de tudo pensar,
com o ecoar de sete
furos no esófago,
de oito tiros para
arregalar,
nove noventa e três,
ano de dez formas
que tive para suplicar,
ódios......
quinta-feira, 26 de março de 2009
porque a indecisão são dois dias interrompidos...
Sem título (27)
estava uma coisa mínima
escrita no pé de página
do diário de resistências
deste jovem,
flores em catadupa
choviam nas margens utópicas
deste antro de criação,
com arrumo,
desenhou-se assim
uma consternada constatação
de imediatas falripas
de formas esquisitas de ver
a maneira de gostar sublimamente,
e tudo num bom espectáculo
à sombra do que as coisas
nos dizem para derreter em
dois lumes de fricção.....
terça-feira, 17 de março de 2009
Sem título (28)
na lenitiva dissenção
de um suspiro,
eu em mil novecentos
e um tormento,
à beira-rio das flores,
Queria,
no que querer tem
de ser por segundos feito,
desenhadas intervenções
de suor proletário,
feitas em cruz de mal
as pazes com o
frouxo do tempo,
Saltei....
Tomo um,
Meio segundo
em pausa reflexiva,
Luxos,
eu em dois mil
e qualquer coisa que sobre,
de restos foscos de escrita
assustada e comprometida....







