segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Sem título (18)

estava deste lado da loucura e,
se faz favor,
apeteceu-me arrotar,
sou de poucas e médias
palavras,
e quando as rebento,
talvez aí já o dia tenha
verdadeiramente acabado,
pois nunca
me recordo do que se passa a seguir,
entardece assim tão
rapidamente sempre que
se está deprimido?,...

pelos vistos sim,
e moem-se as palavras
devagarinho pelos rebordos do
que ainda se me sobra são....

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O que eu gosto mesmo, é de não fazer sentido nenhum....

abraço-te, céu púrpura de caminho solto de sono. És corpo santo, frase ínfima de uma parcela efectiva de querer desmedido. Faço sentido aos poucos, quando em busca do que deixei de fora da casa renovada em que me aninho de noite solta para o dia.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Anulada dor de ter que passar os dias a sorrir

Se fazes assim, do nada, um ramo de flores de pó,...eu também quero. Não escrevo nada, sabes. Por isso, o mundo são só mesmo restos azulados, daquelas coisas que penso sem ninguém me pedir, e depois deixo ao cantinho da casa à espera que quem não vejo lhe dê um pontapé em gesto de protecção. No outro dia saí de casa pelo caminho mais curto para a tristeza. Dei dois passos. Chovia. Engoli sólidas concepções de que quero morrer triste, enfiado no canto mais recôndito deste mundo. Talvez depois renasçam as flores de canteiro tranquilas que matei ao deixar morrer a parte de mim de que agora sinto falta.
Escrever tudo isto dói. Sobre mim, nada faz bem. De mim, tudo é mau à partida. E nada deixa que o sol nasça totalmente no que concebo da vida que me resta....

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Pena

Pena tudo cheirar a manjerona do fim dos tempos. Pena seres um desnível na espiral por onde passeio quando me deixo morrer aos poucos nas noites que passo sem ti. Pena tudo que me faz pena, na pena que eu mesmo nunca me desviei de ser. Pena ser tão curto o que tenho para dizer ao ar, para dele receber ósculos de morte.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Apenas

era o homem o que aterrorizava. O que pegava na emoção e a punha num copo cheio de vida. Quem agitava as consciências dizendo às pessoas que o mundo nunca vai acabar da forma como todos pensam. Foi-o da forma mais apagada que já se imaginou..... Sou-o assim. Porque não quero ser outra coisa...

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Será que ainda sei mesmo escrever?


A Lisboa que eu gosto não está escondida neste suspiro. Nem naquela lágrima de fim de vida. Está antes no fado das velhinhas que aprofundam a relação com a solidão naquelas tardes de riscos atabalhoados. A minha Lisboa é também a dos espaços apertados entre os grãos de chuva que se desfazem no líquido de que os sonhos são feitos.

Três anos depois,...

...., boas recordações.
Para acomodar as más.



Ontem comovi-me a ver isto. A minha perdição....., este raio deste programa....

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Writers block

Acho que está solta, esta interpretação fugaz do que se passa além do que conseguimos ver. Não sou praticamente nada, em contextos como o que supostamente envolve a minha capacidade de discernir amanheceres tranquilos, de anoiteceres que antecedem mortes.
Escrevo assim, porque não o sei dizer de outra forma.
Atravesso-me por períodos que não consigo ver, e me tiram a capacidade de saber dizer algo que reluz ao espectro do meio-dia...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Sem título (19) - em eslovaco

Nikdy som nechcel lietadlo satén,
tvár svitania,
keď slnko opretý útokov na dome,
aby ledabolo pocit zhody ,....

Myslím si,
že ako včera,
v skutočnosti o tom,
kde sa vždy chcete perfektný

Beh dní skartovať mňa v nedokonalosti,
ktoré vykonávajú ...


P.S.: Som tak chytrý, ktoré až doteraz prekladať moje básne slovenské. Nechcem povedať, je, ako ...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O meu primeiro livro/ebook....



Está piroso. E lê-se mal. Mas foi a única maneira que encontrei de fazer o embed.
Para ler melhor, carregue aqui

sábado, 14 de novembro de 2009

Fraseologia já gasta por escassez de alternativas


possibilito-me o possível. Discuto-me no limiar do inaceitável. Sou inusitada noção de risco. Calma assumida, no amanhecer com chuva forte a contornar as indecisões do mundo.
De tudo restam as sombras. Páginas de óleo podre, o que escorre dos choros inaudíveis que nos abraçam quando esperamos, e para que esperemos ainda mais fins desenhados a esmalte.
Sentido assim, deixo-me estar. Quero a possível frase que me faz ainda aqui suspirar por mais arfares dolorosos e com risos de contentamento pelo meio....