20.4.18

tudo pelo silêncio sem cor de gostar

havia uma história de psicose
mal explicada,
custava um par de olhos fechados e dava sempre para imaginar o mar,
com ela sentada no capot do carro,
e um vento quase ciclonico que lhe
arrancava a pele da cara,
quase como se fosse a forma de lhe
levar aquela vida,
trazendo em seu lugar uma estupidamente mortificada dependência do onírico,...

e ele também havia a arranhar as nuvens que separavam as gotas de chuva,
quase para que desabasse um puzzle de dependência do céu,
que desse para reconstruir o mundo em acomodação e espera do fim,...

e havia um beijo quando a noite chegava,
tudo pelo silêncio sem cor de gostar para o regresso a casa em conjunto


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