quarta-feira, 13 de julho de 2011

Local de discussão


como solução inevitável do ser,
estavam duas rotundas e inefáveis interrogações sentadas à brisa,
diziam amar a própria forma como se contrariavam,
e lambiam as feridas ácidas e rotundas do negativismo de cada uma,
ao cair a pique no céu de inverno,
o sol recusou ouvir semelhante impropério,
era como se o tempo só aceitasse auto limitar-se quando as opções se esgotam com o vento,
sendo assim ficavam aos homens as tarefas insondáveis de decidir o vencedor desta discussão,
pelo menos quando ela não acabasse mais.....

domingo, 3 de julho de 2011

Haja alguém esclarecido.....

ECONOMIA UE: Ex-chefes de Estado e de governo, incluindo Jorge Sampaio, defendem
"new deal" europeu para superar crise



Berlim, 03 jul (Lusa) - Um grupo de ex-chefes de Estado e de Governo,
entre os quais o ex-presidente da República, Jorge Sampaio, exigiu hoje
um programa de investimentos na Europa para dinamizar as economias, em vez
de medidas de poupança.
O programa, inspirado no chamado "new deal" norte-americano, destina-se
a "garantir a sobrevivência da zona euro e a sua coesão económica", diz-se
no manifesto dos antigos dirigentes políticos, revelado hoje pela edição
Online do semanário Der Spiegel.
O "new deal" foi um programa de reformas adotado nos anos trinta do
Século passado nos Estados Unidos da América para fazer face à primeira
grande crise económica mundial, reanimando a economia através de vultuosos
investimentos do Estado.
Além de Jorge Sampaio, subscrevem o documento o ex-primeiro ministro
belga Guy Verhofstadt, o ex-chefe do governo italiano Giuliano Amato e o ex-primeiro ministro francês Michel Rocard, nomeadamente.
A iniciativa partiu do diretor da Faculdade de Economia da Universidade
de Atenas, Yanis Varoufakis, e do político trabalhista britânico e professor
de economia Stuart Holland, noticia a mesma publicação.
Os signatários propõem que as verbas para o referido programa de investimentos
europeu sejam recolhidas através da emissão de obrigações do tesouro de
todos os estados da moeda única, os chamados euro-bonds.
A emissão deste tipo de obrigações tem sido recusada, no entanto, por
boa parte das grandes economias da União Europeia, nomeadamente a Alemanha,
a França, a Holanda e os países escandinavos.
Entre os responsáveis europeus atuais também há, no entanto, adeptos
desta solução defendida pelos antigos políticos, como o presidente do eurogrupo,
Jean-Claude Juncker.
Os governos da Itália, Grécia, Espanha e Portugal, defenderam igualmente,
no auge da crise das dívidas soberanas, a emissão de euro-bonds, nomeadamente
para obter empréstimos em condições mais favoráveis para os países que tiveram
de pedir resgates à União Europeia e ao FMI.
Os ex-chefes de estado e de governo propõem ainda que as futuras receitas
dos investimentos a implementar deveriam servir para abater os empréstimos
contraídos em euro-bonds.
Segundo os subscritores, as obrigações do tesouro europeias "teriam
grandes hipóteses de atrair excedentes de fundos estatais e capitais de
países emergentes, e ser vendidas por juros relativamente baixos".
Por isso, a UE "não só deveria juntar verbas para investimentos através
dos euro-bonds, como também devia trocar uma parte da dívida contraída por
países como a Grécia por este tipo de obrigações do tesouro", afirma-se
na mesma declaração.

sábado, 2 de julho de 2011

Duas cabeças


encaixas-te nas cabeças múltiplas do desejo,
se somos momentos destas confusões baças,
discorrem em nós soluções mentecaptas de versos do diz,...

do disse,
do se fossemos algo nada disto teria morrido para nascer,
e como faríamos para que à parte de dias enfiados em nós de dedos,
esquecendo momentos paralisados com sufocantes indecisões desnorteadas,
um dia quiséssemos parar para pensar nas soluções efectivas do acabar dos dias....

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Está calor!!!!


o amor são pedrinhas pequeninas no trilho das pessoas boas,
conforme a relação imprescrutável do ser,
as coisas tornar-se-ão assim impossíveis de descrever quanto mais forem precisas,
e fáceis de aninhar na compreensão que preferimos ter do que vemos,
amor é portanto qualquer coisa que fica no segundos anteriores ao sono irrequieto do bulício do dia,
explicando melhor,
amor para mim é uma mãozinha pequenina,
risonha,
inquisitiva,
que luta contra o sono para que o mundo não lhe fuja,
quando o embalo já o toma,
reflicto eu que sou feliz a olhar para algo que verdadeiramente me faz adormecer tranquilo.....

domingo, 19 de junho de 2011

Brasas

como por vezes o suor cheira a morte,
e os conselhos dos homens bons se desfazem a olhar para o céu,
conversamos em redor de tudo isto dizendo pouca coisa,
só o suficiente para pedir facilmente de todos o silêncio,...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Toma lá, ó 31!!!



De Jonátas de Silva e Melo Porcalheira a 16 de Junho de 2011 às 12:38

Admito que me faz comichão a existência de um blogue como estes. Ainda mais assumir-se toda a gente que aqui escreve, ou pelo menos grande parte dela, como terroristas. Fazem-no por causa das manifestações ridiculas de transformismo que fizeram durante os últimos tempos de Governo socialista? por causa do gravissimo furto de bandeiras autárquicas? Criar este tipo de blogues, num país tão marcada e crescentemente corporativo como é o nosso significa, no meu entender, acentuar a desorientação das pessoas ou, por outras palavras,dizer-lhes que vale tudo para que acima do bem comum, venha o seu próprio bem. Criticar desta forma um capitão de Abril, uma pessoa que, concorde-se ou não com a sua orientação política ou do grupo onde se inseriu, deu de si próprio para que um país saísse da penumbra e pelo menos tentasse entrar numa rota de futuro, é mostrar mesquinhez e, precisamente, dizer às pessoas que a liberdade individualizada, e individualista, é no fundo a única saída para que o nosso país possa estancar a saída de jovens que tem sofrido, e lhes dê renovado desejo de permanecer no próprio país. Acredito, com cada vez mais veemência, que existem várias noções de liberdade. Há mais liberdade no sentimento de pertença a um país que nos dê garantias de bem-estar, do que existe nos fins-de-semana que devotamos a ir a centros comerciais gastar, porque há quem queira que o façamos dessa forma. Com este confuso discurso, o subscritor pôe-se inteiramente ao lado do tenente-coronel Vasco Lourenço quando ele, de uma forma excessivamente prudente na minha opinião, deu a entender que é triste um país que permite seres como Paulo Portas no Governo. É uma nação que, com isso, prova que não tem consciência crítica, que é populista, que cede a lobbys de pressão e não a ideias concretas para o desenvolvimento de um país. Acabo de escrever este texto, ouvindo os futuros donos deste país a traçar um destino negro para todos nós. O ultra-liberalismo vai tomar conta da nossa rotina, vai trazer-nos incerteza laboral, incerteza na educação dos nosso filhos, incerteza no acesso aos cuidados de saúde. Mas o 31 da Armada há-de cá ficar a defender este estado de coisas.

Não


acho fado com o mesmo salto,
que a menina deu sem que o que prometeu,
lhe desse que fazer ao entardecer,
com muitos enfados e sem que dos dados,
se soubesse algo ,
e fizesse pouco,
para que ao mover,
nem para se aperceber,
plantasse soluções,
em problemas onde os tesões,
repousassem em paz,
e restasse ao rapaz,
....criar...

terça-feira, 14 de junho de 2011

A sinuosa tarefa de criar


Nunca escrevi a sério sobre o motivo pelo qual escrevo. Às vezes penso que é por me fazer sentir feliz. Com poder sobre as coisas. Mas ao mesmo tempo, só o pensar que escrever faz as pessoas sentirem-se felizes, roça um pouco o ridículo. E daí talvez não. A poesia, de tão abstracta que consegue ser, cria um mundo alternativo que pode ser de todas as formas e feitios. Com cheiros indisfarçavelmente agradáveis, ou aterrorizantes quanto baste. Não sei de nada que possa ser realizador, o suficiente, capaz de suplantar este sentimento.
Com isto tudo, acho que este blogue vai continuar......, por mais algum tempo,...pelo menos...

UAU!!!!! (Aviões transparentes)

Window on the world: Gone are the small aircraft windows in the 'vitalising zone' which provides a panoramic view for passengers


Starry skies: The cabin wall membrane controls air temperature and can become transparent to give passengers views throughout the day and night