quinta-feira, 13 de outubro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
domingo, 9 de outubro de 2011
Facto fátuo
espera-me no combate acérrimo dos desnorteados,
seremos muitos mesmo que os únicos na fila para a loucura,
e com metros de qualquer coisa para dizer,
sejam os que com factos resolvem
pactos de qualquer coisa com,
azul.......
Blood
faz com tu e por,
menos serás contigo e só,
à hora o segundo,
terceira pessoa de singulares,
plurais consciências que azulam escuros,
avanço que sim,
parto pelo não,
e no fim princípio,
restas parte,
somada de nada,
ao vento....
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Parar
parado,
soluço crasso com
infecto contágio,
desnudas,
impossíveis constatações
desenquadradas,
e dois homens
de misencéne prostrados,
com dúvidas,
de que factos,
são argumentos implementados,
na futura desratização
das mentes das águas paradas.....
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Isto é que é o prémio Nobel de 2011? Nem é pelo homem ser sueco nem nada....
HISTÓRIAS DE MARINHEIROS (1954)
Há dias de inverno sem neve em que o mar é parente
de zonas montanhosas, encolhido sob plumagem cinza,
azul só por um minuto, longas horas com ondas quais pálidos
linces, buscando em vão sustento nas pedras de à beira-mar.
Em dias como estes saem do mar restos de naufrágios em busca
de seus proprietários, sentados no bulício da cidade, e afogadas
tripulações vêm a terra, mais ténues que fumo de cachimbo.
(No Norte andam os verdadeiros linces, com garras afiadas
e olhos sonhadores. No Norte, onde o dia
vive numa mina, de dia e de noite.
Ali, onde o único sobrevivente pode estar
junto ao forno da Aurora Boreal escutando
a música dos mortos de frio).
***
A ÁRVORE E A NUVEM (1962)
Uma árvore anda de aqui para ali sob a chuva,
com pressa, ante nós, derramando-se na cinza.
Leva um recado. Da chuva arranca vida
como um melro ante um jardim de fruta.
Quando a chuva cessa, detém-se a árvore.
Vislumbramo-la direita, quieta em noites claras,
à espera, como nós, do instante
em que flocos de neve floresçam no espaço.
***
DESDE A MONTANHA (1962)
Estou na montanha e vejo a enseada.
Os barcos descansam sobre a superfície do verão.
«Somos sonâmbulos. Luas vagabundas.»
Isso dizem as velas brancas.
«Deslizamos por uma casa adormecida.
Abrimos as portas lentamente.
Assomamo-nos à liberdade.»
Isso dizem as velas brancas.
Um dia vi navegar os desejos do mundo.
Todos, no mesmo rumo – uma só frota.
«Agora estamos dispersos. Séquito de ninguém.»
Isso dizem as velas brancas.
***
PÁSSAROS MATINAIS (1966)
Desperto o automóvel
que tem o pára-brisas coberto de pólen.
Coloco os óculos de sol.
O canto dos pássaros escurece.
Enquanto isso outro homem compra um diário
na estação de comboio
junto a um grande vagão de carga
completamente vermelho de ferrugem
que cintila ao sol.
Não há vazios por aqui.
Cruza o calor da primavera um corredor frio
por onde alguém entra depressa
e conta como foi caluniado
até na Direcção.
Por uma parte de trás da paisagem
chega a gralha
negra e branca. Pássaro agoirento.
E o melro que se move em todas as direcções
até que tudo seja um desenho a carvão,
salvo a roupa branca na corda de estender:
um coro da Palestina:
Não há vazios por aqui.
É fantástico sentir como cresce o meu poema
enquanto me vou encolhendo
Cresce, ocupa o meu lugar.
Desloca-me.
Expulsa-me do ninho.
O poema está pronto.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Texto #90
Tremelicava o pulso. Gostava de o fazer, mas arredondando a situação de forma a que ninguém reparasse. Era uma nova velha, ou uma velha com tiques de nova. Gostava ainda de se chamar insuficiente desculpa de ser humano com quem nada se pode conversar. Era pendurada nas situações menos claras que este sentimento criava, que passava as noites. Abraçava-se ao picotado do escuro, sempre com o pulso a tremelicar. Se não o controlava, arrastava-se no turbilhão que a situação proporcionava.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Falou sobre qualquer coisa....
sobre matrícidios respondeu com sobranceria,
de mão oculta no ar,
e a pena da dúvida encravada sem som,
e a pena da dúvida encravada sem som,
dissertou momentos incertos de qualquer coisa,
‘e se eu consentisse princípios, em vez de ideias’,
‘para o mundo acabar restam inconsistências’,
tudo são prematuras desculpas quando nem se antecipam perfídias....
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