2026/01/16

E havia água,...

 arrependi-me sempre das palavras,

Do que elas continham,

Do que se esforçavam

por não dizer,…


 Prendi o meu senso comum,

aos arrendondamentos de uma frase,

à síntese de uma metáfora,…


Mas nunca me chegou,...


E havia água,

sempre,

para que a secura de voz

que se seguia se sentisse menos,...


mas o arrependimento

estava lá,

vestido,

despido,

oculto por chuva

suja,

 desprendida de um céu sem idade

Haik kocharian, Over. New York, EUA

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