domingo, 26 de dezembro de 2021

Nova recitação do verbo saber

 se eu sei,
aparecem sinais invertidos
de amor no céu,
há um horizonte anulado,
uma brisa de velocidade
itinerante,
que penetra as árvores
e as desvirgina silenciosamente,...

talvez já soubesse,
mas agora,
consolidado este caminho
em que algures,
perderam-se as referências
do amor,
digo para mim
o óbvio,
o tempo odeia-me,
e eu retribuo a vontade
de morte


de: Pablo Neruda (2016)

 


5 comentários:

  1. E eu digo como o outro: "Só sei que nada sei".

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    1. E quem o admite, é mais feliz do que quem acha que sabe tudo
      :-)

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  2. É um verbo desejável.
    mas ... nunca se sabe ...
    o importante é que eu leio poesias e muiito !
    abraço, M

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Acha disto que....