sexta-feira, julho 16, 2021

Gole de água

 Agora que já não me completo com um gole de água,

As gargantas do som que me emudece auto completam o resto de uma antítese,

Agora somo dois e dois passos,

E à minha frente abre-se o que a raiva de viver permite,...


Odeio o som,

Um epitáfio longo para o que quiseres de mim,

Para o que aquele transporte que nunca mais passa,

Trouxer ocultado no banco sujo e anonimo de trás,...


Agora,

Tanto pode ser amanhã,

Como de certo já foi ontem,

O hoje nunca se me revela 

8 comentários:

  1. Quando somos felizes basta-nos um gole de água.

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  2. Raiva de viver...
    Fiquei a pensar nisto depois de ler o poema umas três vezes. Mas como nunca a senti, não é fácil associar a ideia a um estado de alma específico, ainda que o poema abra algumas hipóteses.
    Em resumo, é um excelente poema, que faz pensar e repensar...
    Bom fim de semana, caro Miguel.
    Abraço.

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    Respostas
    1. Fico feliz por ter feito despertar consciências, jaime.
      Abraço forte, e bom fim de semana

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  3. Sei que o poeta deve ter suas razões por não contentar-se com um copo de água e pela raiva de viver. Quem de nós em algum momento por motivos vários e diferentes não o sentimos?

    Grande abraço Poventura!

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  4. Agora, que é Verão, é preciso mais do que um gole. É preciso prevenir a desidratação. E como a raiva não leva a lugar nenhum, há que afogá-la em goles de água pura, límpida, de boa fonte.
    :)

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