domingo, julho 25, 2021

Beijo leite

 


Terror de gostar de coisas líquidas,

De te dizer que o dia é uma torneira aberta,

E um beijo leite que cheira mal,

E nunca se deve dar às crianças,...


Terror de me vestir assim tão amarelo,

Porque o que quero é passar despercebido,

E não sou tanto assim a linha infinita da razão,...


A minha barreira do som está aqui,

Onde não os ouço,

Os gritos desordenados da aflição 

4 comentários:

  1. Quando se chega a uma fase em que se considera o beijo algo repugnante, preciso é mudar de vida.

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  2. Concordo que possam haver beijos repugnantes, promíscuos, azedos. Prefiro imaginar o beijo suave e doce, como algo que se saboreia como se fora mel...
    Gostei deste poema.

    Um abraço.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. :-)
      Ainda bem.
      Agradeço a presença, e leitura, como sempre
      :-)

      Eliminar

Acha disto que....

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