quinta-feira, 24 de setembro de 2026

....hexágono vazio

 E eram poucas as vozes. Nem sequer chegavam para que o dia corresse sem questões de veracidade. De integridade. Olhava para o outro lado do coreto velho, e ainda assim atual, da cidade, e via um velhote vestido formalmente, com uma gabardine castanha de fazenda, desadequada ao tempo de primavera que já começava a aquecer. Olhava fixamente para o hexágono vazio da estrutura,se calhar a pensar nas notas soltas de música que outrora dançaram com ele, tardes a fio. Ao lado, uma senhora de meia idade, com uma criança inquieta pelo meio, tenta acalma la apontando para a arquitetura decrépita daquela estrutura velha e permanente da terra. 

                                                                                   Tirado daqui

4 comentários:

  1. Nem tão vazio, andou alguma voz interior ... a simetria é perfeita ,os lados não deixam espaços e ainda assim há velhotes ao redor. Um beijinho M , talvez demore voltar ..

    ResponderEliminar

Acha disto que....