domingo, 23 de junho de 2019

Recordar

ao longe não parecia uma casa. Dizia antes ser uma árvore, de braços mortos, pernas moribundas, com diversas alterações de cenário, criadas talvez pelos animais que perpetuam a memória monocromática da criação. Aproximei-me, e percebi ser o local por onde passava com frequência, há muitos anos atrás. Da graça que aquele sítio teve, que de vez em quando me assaltava a mente nas noites de solidão, restava um sentido inexplicável de pertença. Mas com ramificações pelo inexplicável. Por aquilo que só se sente... 

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