sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Bocejo

frete sim,
faço não,
claro talvez,
pronto já são,
independente do ar,
respira-se aflição,
e quando o cansaço vence,



é o sono a alto bruá para a destruição......

domingo, 29 de janeiro de 2017

Ponto prévio....

Desfez um pouco de areia molhada em cima da mesa. A toalha de linho ficou suja, mas era por um bom propósito. Um pequeno alguidar de um branco sujo foi recurso para colocar o pó, que misturado com água fez de argamassa para prender aquele resto de coração a um quadro de tapeçaria. Era esta a única coisa na sala de reflexão daquela moradia, envolta por uma chuva que parecia trazer o Armagedão. Este podia ser o início de uma história de solidão. Mas não. É só um relato de quem quer que a vida tenha um pouco de sentido. Que não sirva para desfiar rosários de frustrações. Se calhar vai continuar para qualquer lado este caminho.....

sábado, 14 de janeiro de 2017

Eu bem quero, mas só sai m*rda!!!

Contornou aquele sofá, com os braços desfiados pelas garras de não sei quantos gatos. Recusava-se sentar ali, no mesmo sítio onde viu incontáveis pessoas serem infelizes. Havia uma janela ao fundo, semi-aberta, por onde entrava a brisa de inicio de Outono. No que observava, tudo o fazia sentir-se estranho. O chão castanho, preto às vezes, esbranquiçado do abandono...
Um quadro sem nome, sem dono, e sem interesse, quase a tombar para a morte certa. Ao fundo uma mesa com um dos pés já serrado. Por vezes aquilo tudo parecia só um sonho,...

ou o início de outro.

Resultado de imagem para old couch

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Primeira de 2017

ferida a máscara inóqua do dia, a noite fez feliz a insidiosa clareza da madrugada,....choveram depois, como que lágrimas realmente irrelevantes que a morte encharcava por entre as pessoas,...e no fim finalizemos com retração de esperança

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

No curso

Para so uma coisa haver em mim
Por, talvez pela sincera diminuicao
Dos dias que doem. ..

Haver roida alegria ; haver sonho
De passear pela célula do Alegre,
Do vento que emaranha pelas defesas baixas do ser...

Enquanto caminhamos por aquela calcada de todos os dias,
A ouvir o rir inocente,
O sono irrequieto de querer ser e chegar ao amanha das coisas boas que ficam,
Focadas no eterno correr para lado nenhum.