terça-feira, 16 de junho de 2026

Não era tempo,...

 reparaste no sossego,

árvores a dar e dar,

um ribeiro encastrado

no frio de janeiro,

e nós escudados num longe

que sabia a perto,….


Não era tempo,

nem espaço o que sentíamos,

antes flores como componentes

elétricos,

e o solo,

o erotismo da terra,

a confortar o corpo único da nossa ambivalência,…


e veio a noite,

o borrado da noite,

o grito indeciso das primeiras horas do que ali vem,

e sempre morre antes de ser pessoa,…


e a verdade,

a verdade desenhada voltou

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