maio 05, 2021

O bruto

Quem diria que o bruto fui eu,

Tantas moedas espalhadas naquela mesa de três pés,

Nem quis pagar,

Só sair e começar a caminhar ébrio,... 


Ou assim o parecendo,

Com um odor de alecrim a envolver-me,

Até um local em que me pedissem uma leitura cuidada,

Dedicada,

Em que a pupila vencesse sobre os nomes das ruas de  criadores anafados,

E que perderam o jeito de se humilharem perante as pessoas,...


Claro escuro, 

Um ator arrependido que se sente bem no arame, 

E foge à loucura enquanto representa para o pôr do sol, 

Concluí que na prática fui mesmo eu o bruto, 

Nem que seja por me sentir em divida 






8 comentários:

  1. Pode sempre disfarçar já que a cena se passa numa mesa de três pés, o tipo de mesa apropriada para sessões de espiritismo, pode o personagem dizer que encarnou o espírito do bruto.

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    1. É uma hipótese
      😊
      Este poema substituiu outro à última da hora, pouco antes da meia noite
      😊

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  2. Há momentos que sinceramente, não sabemos explicar.
    E sim, sentimo-nos brutos(as).
    Mas podemos sempre reverter a situação, quando ficamos lucidos.
    Obrigada
    :)

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    1. :-)
      Obrigado eu pela presençla, leltura e comentário.

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  3. Hay tiempos y situaciones difíciles que hace endurecernos.

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    1. Concordo
      Feliz de te tener aqui e grqcias por tu comentário

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  4. Este ator adapta-se a vários papéis e mesmo depois de alguns aninhos continua ainda "louco". Que bom, Miguel, o ator!

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    1. De ator não sei se tenho alguma coisa
      De autor estou em construção😊

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Acha disto que....

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