À primeira pancada desordenada,
Que deixou marca profunda,
Quase como um prenúncio de fatalidade na pele,
Perdoou,...
Ele não estava em si,
Os dias pesavam lhe mais que os destroços da noite,
E ele chorou,
Sozinho,
Sem que para ela houvesse desculpas,
Mas chorou,....
Ao segundo golpe,
Chorou para si mesma,
Haveria de ser a mulher que tinha sido,
Mas não naquele momento,...
E à terceira violência,
Que voltou a deixar marca,...
Sangrou da pele alva do rosto,
Disse que sim a um livro,
Que releu até ter coragem,
De mudar a vida noutro sitio
Tirado daqui
Profundo poema. Te mando un beso.
ResponderEliminarUn beso tanbien
EliminarBoa tarde MC
ResponderEliminarUm poema forte e doloroso, que nos fala de violência, medo e, sobretudo, da difícil caminhada até encontrar coragem para romper o silêncio.
As palavras são simples, mas carregam uma enorme intensidade, deixando marcas no leitor, tal como as marcas deixadas na pele da personagem.
Um texto que nos faz pensar e sentir. Parabéns pela coragem e sensibilidade na abordagem de um tema tão duro.
Boa semana.
:)
Uau, palavras simples 🙂
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