falamos,
desobstruímos o ar,
a casa está vazia,
recusa-se o tempo,
o espaço,
a virtude do desejo,
pousado que está na estante
poeirenta,….
o meu corpo é teu,
os nossos corpos são
de ninguém,...
e se me devoto
à luz de olhos,
como os teus,
a contornos irregulares,
mas sedosos,
de um corpo como o teu,...
à voracidade de um desejo,
como o meu,
que solta
incontrolável
por estes recantos
de fundo de rua,
é porque há um coração,
meu,
metaforicamente nosso,
que pulsa por te ter,....
e uma casa,
de ambos,
chamada amor,
amor com todas as letras,
amor de hoje,
de ontem,
de quando quisermos,...
e agora o silêncio
![]() |
| Alison (música dos Slowdive) |
