outubro 20, 2021

Beira-mar


 o teu respirar,

compassado,

confundia-se com a vastidão 

de uma praia,

só nossa,

observava-te à medida que me sentia

perder no barulho,

intensivista,

do desdobrar das ondas nas 

rochas lambidas pelo tempo,...


tudo era nosso,

o lamento suicida da gaivota,

o fio de fumo que,

no horizonte,

Insinuava-se no final do côncavo

do espaço,...


na maior posição fetal que 

conseguia,

enrolava-me sobre mim mesmo,

absorvido pelo

teu sono desperto

11 comentários:

  1. Um registo do tempo de praia, de algum verão.

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  2. Um passado ficcional
    Obrigado pela presença

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  3. Que "coisa" linda e romântica o Sr. jornalista escreveu! Realidade ou ficção, o importante é que saboreei cada palavra sua.
    Agradeço por ter sentido falta dos meus poemas. Não escutou o vídeo que coloquei no meu blog? Hum, a não perder, ou não faz o seu género?
    Muitos dos que aqui coloca, fazem o meu género, embora, por vezes, inatingíveis -rs.
    Abraço e boa semana.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não tem de agradecer-me, pois só venho ao seu blogue porque gosto e me apetece.

      Então, bons sonhos e boas escritas.

      Eliminar
  4. Lindas suas palavras!

    Boa semana!


    Jovem Jornalista
    Instagram

    Até mais, Emerson Garcia

    ResponderEliminar
  5. O marulhar das ondas pode ser muito envolvente e inspirador.

    ResponderEliminar
  6. Lindo! Adorei estar aqui à beira-mar
    neste país encantado, onde os poetas
    navegam descobrindo novos versos...

    :-)

    ResponderEliminar

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