quarta-feira, 15 de abril de 2026

Aqueciamo nos,...

 Não era deste tempo,

nem sequer de

quando o presente

se chamava miúdo,

menino de ranho farto,

e olhos vivos,

 foi de quando as

mães se achavam prontas,

para que a partilha comigo

fosse o choro,…


aquele tempo arrepiado,

com frio e quente

de carinhos sujos,

e parco de saber

e conversas inúteis,…


aqueciamo-nos,

eu e quem me confiava

segredos,

na chama invisível

da confiança,…


e aqui nos tínhamos,

insuficientes,

mas de tranquilidade

reconhecida


                                                                                     Tirado daqui

4 comentários:

  1. Sabe Miguel,
    Seu escrito é lindamente
    fresco, suave e me tras
    um sentimento de saudade...
    Sabe aquele suspiro que vem
    lá do fundo da gente?
    Então... é esse.
    Adorei ler.
    Bjins de uma semana promissora.
    CatiahôAlc.

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Acha disto que....