domingo, janeiro 23, 2022

Strand of Oaks III


sessenta e tal horas,

não sei nem interessa,

há um vento,

dissecado em parcelas que renovam

o cheiro de adeus,

na roupa estendida,

os teus equívocos em cada renovada

ilusão do meu caminho,...


de todas,

as asas incertas dos meus pássaros,

os invisíveis seres que batiam

asas,

para me livrar de sombras incompreendidas,...


sessenta e tal horas,

mal contadas,

que se renovam em meio suspiro

incompreendido


8 comentários:

  1. Há algumma coisa no ar que nos faz sentir que há a proximidade de um adeus.

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  2. Somos os campeões da renovação de ilusões... é a vida...
    Magnífico poema, gostei imenso.
    Bom domingo e boa semana, caro Miguel.
    Abraço.

    ResponderEliminar
  3. Sempre virei te ver, M
    para não te perder nas 'asas incertas dos pássaros.'

    ResponderEliminar
  4. Belo!
    Que as asas incertas dos nossos pássaros renovem sempre o voo a cada dia, ainda que de modo incerto.

    ResponderEliminar

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