10.8.18

Não olhes para lá do suor do tempo

não olhes pra lá
do suor do tempo,
aqui onde não somamos nada
 como os que sabem esperar,
os minutos ensinam-me
a repisar como o prender à certeza da vida,
se equivale aos grilhões
desenhados da morte que
 vem para jantar,...

e com um não saber dedicar
 amores frios à vontade
 de um beijo,
sugeria o contar das
 pedras da ausência,
a escrita desordenada
de frases às estrelas,
quase como se elas fossem
o fechar de boca dos mortos,
e com isso
trouxessem o descolamento à vontade de pertencer,...

para fim da impaciência
pelo uivar da criação,
o mel de estarmos juntos,
sem que dar um passo seja mais que
atrasar os relógios para lá do zero


2 comentários:

Acha disto que....

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