sábado, janeiro 14, 2017

Eu bem quero, mas só sai m*rda!!!

Contornou aquele sofá, com os braços desfiados pelas garras de não sei quantos gatos. Recusava-se sentar ali, no mesmo sítio onde viu incontáveis pessoas serem infelizes. Havia uma janela ao fundo, semi-aberta, por onde entrava a brisa de inicio de Outono. No que observava, tudo o fazia sentir-se estranho. O chão castanho, preto às vezes, esbranquiçado do abandono...
Um quadro sem nome, sem dono, e sem interesse, quase a tombar para a morte certa. Ao fundo uma mesa com um dos pés já serrado. Por vezes aquilo tudo parecia só um sonho,...

ou o início de outro.

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terça-feira, janeiro 10, 2017

Primeira de 2017

ferida a máscara inóqua do dia, a noite fez feliz a insidiosa clareza da madrugada,....choveram depois, como que lágrimas realmente irrelevantes que a morte encharcava por entre as pessoas,...e no fim finalizemos com retração de esperança

domingo, dezembro 25, 2016

sexta-feira, dezembro 02, 2016

Fly something...

 

terça-feira, outubro 25, 2016

sexta-feira, outubro 21, 2016

No curso

Para so uma coisa haver em mim
Por, talvez pela sincera diminuicao
Dos dias que doem. ..

Haver roida alegria ; haver sonho
De passear pela célula do Alegre,
Do vento que emaranha pelas defesas baixas do ser...

Enquanto caminhamos por aquela calcada de todos os dias,
A ouvir o rir inocente,
O sono irrequieto de querer ser e chegar ao amanha das coisas boas que ficam,
Focadas no eterno correr para lado nenhum.

domingo, outubro 09, 2016

17h e quase 26

Desceu as escadas aos saltinhos. Escorregou na quinta, levantou-se à sétima, e quando saía do prédio, já equilibrado, sentiu os olhos a furarem com os raios de sol. Segunda-feira de manhã, com um cheiro a enxofre no ar. Virou a esquina, entrou na tasca de todos os dias. Nem se sentou, enquanto molhava os lábios naquela água castanha useira e vezeira. Voltou à rua, e falou pela primeira vez em mais que muitas horas. Disse bom dia, e caiu morto. Seria assim a causa ideal para deixar o mundo sem nunca cá ter estado.