23.7.18

Contingência de um dia

na tua cama a pele
perdida da transumância,
pedir o amor retalhado em sangue,
desenhava na luz da manhã gemidos incolores,...

abraçava-nos a timidez do nascer do dia,
sempre o primeiro a invadir um planeta,
trancado ao que não tinha desenho corpóreo de prazer,...

uma,
duas,
três voltas da mesma chave do privado feito suor,
até que a noite regresse,
e o que renasça
chore o gemido preso
entre paredes


1 comentário:

  1. Que poema fantástico!
    Beijinhos,
    Espero por ti em:
    strawberrycandymoreira.blogspot.pt
    http://www.facebook.com/omeurefugioculinario
    https://www.instagram.com/marysolianimoreira/

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Acha disto que....

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