Tinha apreendido o som de soltar o cabelo em escada,
E sentar-se no mesmo café de sempre,
Imaginando os degraus que dava aos raios de luz,
Quase como se fosse uma passadeira para o céu ela mesma,...
No fim do banho de solidão vinha a memória,
Engaiolada para se soltar em bateres de asas controlados,...
O tempo em que dava olhos aos olhos de quem detalhava o seu desejo,
Com retalhos do que não escondia à imaginação dos alheios que queria a paSsear-lhe na pele,...
A nostalgia subia então no ar em anéis de fumo translúcido,
Que se desvaneciam por entre outros anéis de solitários ao quilo,
Chamava-se qualquer coisa dos momentos sem nome,
Sem data,
E que se somavam a outros momentos que de tão efemeramente bons,
Também se sumiam para nunca mais voltar,...
Quando a encontrei fechou-me as pálpebras cinzento chuva,
E percebi que a teria de chamar só com poemas inconsequentes,
Como este
"Ensinou-nos muito mais do que devíamos aprender, mas ensinou-nos acima de tudo que nenhum lugar da vida é mais triste do que uma cama vazia." (Crónica de uma morte anunciada, Gabriel Garcia Marquez)
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)
Etiquetas
Poesia
(922)
Vida
(616)
Surreal
(333)
poemas
(285)
Pensamentos
(205)
Homem
(189)
Introspecção
(186)
escrita
(136)
poema
(121)
Textos
(109)
abstrato
(86)
Sem Título
(84)
Portugal
(79)
Sonhos
(77)
prosa
(71)
imagem
(65)
Contos
(60)
youtube
(60)
introspeção
(59)
Reflexão
(58)
musica
(58)
Escrever
(57)
Tempo
(56)
Um dia gostava de saber escrever assim
(55)
poesias
(53)
Literatura
(51)
Sórdido
(51)
video
(50)
Amor
(46)
pensar
(46)
Política
(43)
autores
(43)
Passado
(39)
Absurdo
(37)
tristeza
(36)
Ironia
(34)
pensamento
(29)
foto
(28)
imagens
(27)
Recordações
(26)
Humor
(25)
Fantasia
(24)
História
(24)
gif
(23)
introspecao
(22)
Morte
(20)
Desilusão
(19)
Ficção
(18)
Memória
(18)
desespero
(18)
rotina
(18)
texto
(17)
Música
(16)
cinema
(16)
Regresso
(15)
existência
(14)
lisboa
(13)
solidão
(13)
Dedicatória
(12)
Pelo Menos
(12)
Texto #
(12)
dúvida
(12)
quotidiano
(12)
Menina perfeita
(11)
escritores
(11)
fotos
(11)
Comiseração
(10)
Rimas
(10)
giphy
(10)
ideias
(10)
nonsense
(10)
ser
(10)
'Depois de almoço'
(9)
escritaautomática
(9)
videos
(9)
Inatingivel
(8)
Mundo
(8)
Vídeos
(8)
blogue
(8)
irreal
(8)
presente
(8)
real
(8)
sentimentos
(8)
Divagações
(7)
Suspense
(7)
ausência
(7)
coisas estúpidas
(7)
sombrio
(7)
Discurso de
(6)
Diálogo
(6)
curtas
(6)
datas
(6)
desnorte
(6)
fotografia
(6)
futuro
(6)
gatos
(6)
ilusão
(6)
noite
(6)
qualquer coisa
(6)
relacionamentos
(6)
sonhar
(6)
surrealista
(6)
vídeo
(6)
Dia Mundial da Poesia
(5)
Homenagem
(5)
Natal
(5)
ciidade
(5)
comédia
(5)
depressão
(5)
do nada
(5)
dor
(5)
espaço
(5)
luxos importados
(5)
paginas partilhadas
(5)
pessoal
(5)
politica
(5)
razão
(5)
recordar
(5)
sonho
(5)
trabalho
(5)
Actualidade
(4)
Ali antes do almoço e a umas horas do sono
(4)
Tumblr
(4)
Viagens
(4)
amargo
(4)
animais
(4)
belo
(4)
concursos
(4)
descrição
(4)
imaginário
(4)
interrogação
(4)
intervenção
(4)
língua
(4)
meditação
(4)
reflexao
(4)
saudade
(4)
subjectividade
(4)
sujeito
(4)
terra
(4)
Gótico
(3)
Poemas de enternecer
(3)
Religião
(3)
Vício
(3)
adeus
(3)
aniversário
(3)
autor
(3)
beleza
(3)
breve
(3)
cidade
(3)
colaborações
(3)
conformismo
(3)
conhecer
(3)
conversas
(3)
crossover
(3)
curtos
(3)
céu
(3)
dia
(3)
filmes
(3)
fim
(3)
lamentos
(3)
lembrança
(3)
linguagem
(3)
livros
(3)
medo
(3)
mensagem
(3)
mulher
(3)
obscuro
(3)
outono
(3)
país
(3)
pessimismo
(3)
popular
(3)
porque sim
(3)
prosa poética
(3)
páginas partilhadas
(3)
sem sentido
(3)
social
(3)
tarde
(3)
é meu
(3)
'abrir os olhos até ao branco'
(2)
'na terra de'
(2)
América Latina
(2)
Desejos
(2)
Fernando pessoa
(2)
Poemas música
(2)
Poesia abstrato
(2)
angustia
(2)
aniversario
(2)
ao calhas
(2)
arte
(2)
atualidade
(2)
auto-conhecimento
(2)
condição humana
(2)
conto
(2)
decepção
(2)
desconexo
(2)
desejo
(2)
destino
(2)
discurso
(2)
espera
(2)
evento
(2)
fado
(2)
falhanço
(2)
família
(2)
hate myself
(2)
ideia
(2)
indecisão
(2)
instrospeção
(2)
interior
(2)
jogos de palavras
(2)
lamento
(2)
leituras
(2)
liberdade
(2)
luta
(2)
manhã
(2)
monólogo
(2)
parvoíces
(2)
perda
(2)
pessoas
(2)
poetas
(2)
psicose
(2)
realidade
(2)
revolta
(2)
ridículo
(2)
sem tema
(2)
sentimento
(2)
sexo
(2)
silêncio
(2)
statement
(2)
subjetividade
(2)
violência
(2)
viver
(2)
Africa
(1)
Denúncia
(1)
Gig
(1)
Haikai
(1)
Justiça
(1)
Parabéns
(1)
Poesia escrita lisboa verão
(1)
Teatro
(1)
Universo
(1)
acrescenta um ponto ao conto
(1)
alegria
(1)
alienação
(1)
animado
(1)
análise
(1)
armagedão
(1)
artistas
(1)
blackadder
(1)
brincadeira
(1)
campo
(1)
canto
(1)
cartas
(1)
coletâneas
(1)
comida
(1)
conjetura
(1)
contribuições
(1)
crónica
(1)
curto
(1)
desafio
(1)
desanimo
(1)
descoberta
(1)
desenho
(1)
despedida
(1)
dialogo
(1)
discriminação
(1)
distância
(1)
divulgação
(1)
doença
(1)
e tal
(1)
erotismo
(1)
escrita criativa
(1)
estupidez
(1)
estória
(1)
estórias
(1)
eu
(1)
falar
(1)
familia
(1)
fatalismo
(1)
felicidade
(1)
festa
(1)
filosofar
(1)
filosofia
(1)
fim de semana
(1)
final
(1)
fofinho
(1)
guerra
(1)
haiku
(1)
hesitações
(1)
horuscultuliterarte
(1)
humano
(1)
idade
(1)
ilusao
(1)
indecente
(1)
infancia
(1)
iniciativas
(1)
insulto
(1)
inutil
(1)
inverno
(1)
jardim
(1)
jogo de palavras
(1)
já se comia qualquer coisa
(1)
lamechas
(1)
leitura
(1)
lengalenga
(1)
letras
(1)
lingua
(1)
link
(1)
links
(1)
livre
(1)
loucura
(1)
mario viegas
(1)
memórias
(1)
metáforas
(1)
moods
(1)
movies
(1)
má
(1)
nada
(1)
natureza
(1)
nomes
(1)
novidade
(1)
não sei se um dia gostava de saber escrever assim
(1)
números
(1)
once upon a time
(1)
outono quente
(1)
participações
(1)
passeio
(1)
pensáveis
(1)
percepção
(1)
personalidade
(1)
pictures
(1)
pobreza
(1)
português
(1)
praia
(1)
promoção
(1)
provocação
(1)
proximidade
(1)
qualquer coisa antes de almoço
(1)
quandistão
(1)
quarto esférico do fim
(1)
rap
(1)
redes sociais
(1)
remorsos
(1)
renascer
(1)
residir
(1)
ridiculo
(1)
risco
(1)
riso
(1)
ruído
(1)
saudades
(1)
sem titulo
(1)
sentidos
(1)
sentir
(1)
simples
(1)
sociedade
(1)
som
(1)
subjetivo
(1)
televisão
(1)
tweet
(1)
twitter
(1)
vazio
(1)
velhice
(1)
versos
(1)
viagem
(1)
vida escrita
(1)
vidasubjectividade
(1)
vivência
(1)
voz
(1)
vuday
(1)
vulgar
(1)
África
(1)
ódio
(1)
Adorei o poema! Bem bonito! Não deixes de trazê-los.
ResponderEliminarAdoro cada vez mais a sua escrita! Parabéns!!!
ResponderEliminarUm beijinho,
piquimads
goasfar-asyoucan.blogspot.pt
Muito jeito para a escrita. :)
ResponderEliminarMuito jeito para a escrita :)
ResponderEliminarObrigado por todos os comentários:)
ResponderEliminarParabéns! Mais um texto que adoro! 😉
ResponderEliminarObrigado minorkisses:)
ResponderEliminar