16.3.18

E restou o verbo

Eram pessoas desnudadas mas que sempre regressavam,
Ao único sítio onde se sentiam bem,
Uma casa sem teto,
Sem janelas,
Com os nomes de todas as decisões mal tomadas da história escritos a vermelho sangue,...

Só lá o tempo parecia fluir como um carreiro de formigas,
Os homens podiam sentar-se com a consciência ao nível do sexo,
Tal como sempre mandou a criação,
E as mulheres contemplavam as nuvens bordadas no céu cinzento,
Que exalava o perfume enganador da morte escondida,...

A criação acabou neste sítio,
O mundo foi engolido pela raiva da sua estrela,
A linha tempo-espaço fundiu-se com a matéria negra do universo,
E restou o verbo,...

Com a promessa vã de nova conjugação


8 comentários:

Ana Cunha disse...

Acho interessante :) talvez fizesse os versos do mesmo comprimento mas são gostos e detalhes pessoais!

www.photographandread.wordpress.com

Porventura escrevo disse...

Interessante.
Ok:-)

Obrigado:-)

Anónimo disse...

É intrigante de facto. Nem sei que diga ao certo. Acho apenas que servirá para refletir imenso. Ótimo poema!

Porventura escrevo disse...

Obrigado Carolina.
:-)

Sara Canhoto disse...

Gostei! Tal como disseram, intrigante, diferente... :)

Continuação de bom trabalho!

https://healthyfoodandme.wordpress.com/

Porventura escrevo disse...

Obrigado Sara
:-)

Miss DeBlogger disse...

E restou o verbo, nem mais! Palavras não têm significado no meio do caos e da escuridão.

:)

Porventura escrevo disse...

:-)
Obrigado pelo comentário, Miss de Blogger

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