2020/06/06

Lacustre ilusão dos homens

Depois houve a mudança das estações,
As palavras passaram de um capitular redondo,
Para uma insignificância irregular,
Tudo o que era ilegal ganhava o sabor da meia noite,
Com os pássaros do esquecimento de recorte aos maus e péssimos imprevistos de água quente,...

Nada fazia sentido ao passo que tudo se vestia de uma luz bafienta,
Velha,
Ao mínimo vermute de solidão,
Tossiam-se histórias de amor,
A um compasso pintado a cadáveres pendurados,
Ocasionalmente,
Nas janelas em risco de desabar,...

Quando o tempo se encaixou em si próprio.
Os sorrisos das mulheres nevavam como o mais profundo dos invernos,
E a lacustre ilusão dos homens,
Era isso,
Um prenúncio de solidão que nem consegue caber neste poema 

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