22.3.18

Reaver o íntimo

No que chamas de modorra do tempo,
está uma mesa de cabeceira onde à
noite deixo o meu coração,
sim,...

acho que durmo de peito vazio,
com os cordeirinhos que adormecem as crianças
a arrancarem-me à dentada a carne,
e sinto uma, duas, três horas de ímpeto
a passar como carcaça do enleio das horas,...

tenho os olhos fechados mas,
de peito sempre vazio,
é como se a dormir me acordasse tantas e 
tantas vezes que ficam desenhadas,
a quente,
nas paredes de todos os quasares
explosivos em cima dos quais durmo,..

acho que por isso acordo sempre antes
da madrugada sair da pele e renascer,
logo mais,
no guisado das estrelas,
pode ser que já não renasça mais o mesmo
para te contar tudo,
assim cheio de pormenores

Image result for quasares


Tirado daqui


2 comentários:

Identificate disse...

Eu também acordo antes da madrugada, para pensar se estava acordada, se era sonho ou realidade, se era de mim da minha leviandade.
Beijinhos*

Porventura escrevo disse...

E já experimentaste passar isso a poesia?
:)
Beijinhos

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