23.2.18

Fim

Desusa-te do amor,
É melhor a força iludida do vento nos ramos cruzados em morte dos bosques,
Do que com sangue definirmos um fim de dia que se desdobra em manhãs sem peso,...

Do tempo recuperamos os gritos sem som das espécies sem nome ,
O mal dobrado em milhões de mortos à nascença na seiva bruta das árvores,
Com uma casa em círculos concêntricos para a perdição,...

Os minutos somados em milénios
Perdidos no continuo do espaço,
Irão levar-nos ao dilema dos solitários,
Persistir no desdém pelo já,
Pensando em amanhãs sem forma,...

Espera-nos o deserto na brisa retalhante da pele,
Fim...



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