16.2.18

Porquê aos comos

A razão impediu-me de escrever poesia quando o teu corpo era musgo num correr de água,
À sombra do que pensei ser quando chuvisca a tristeza,
Imaginei adjetivos para dedilhar o cabelo de fogo que te envolvia o sono,...

Dormi por entre o leite de felicidade que te entranha o corpo,
Fazendo a luz trespassar a pele que me forrou o de dentro dos olhos,...

Acordei tantas vezes como a única vez de um eu que já não recordo,
Em soluções fáceis de me trazer felicidade do âmago de todos os minutos felizes,...

E agora laços de tristeza com um silêncio sepulcral,
A vida continua sem que saiba responder porquê aos comos...



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